Sem espaço para lazer, moradores cobram reforma da Praça dos Correios no Dirceu

A falta de organização e de limpeza do local tem incomodado a população que frequenta e vive em torno do espaço.

18/11/2021 14:47h - Atualizado em 18/11/2021 15:00h

Compartilhar no

Dezenas de trailers, uma quadra de esportes abandonada e muita sujeira. Essa é a realidade da Praça dos Correios, localizada no bairro Dirceu II, zona Sudeste de Teresina. A falta de organização e de limpeza do local tem incomodado a população que frequenta e vive em torno do espaço. Como é o caso do aposentado Elói Lopes, que mora à uma distância de 30 metros da praça.


Leia também: Teresina: av. João XXIII será interditada para obra de viaduto com a Av. Zequinha Freire 


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Morador da região do Grande Dirceu desde a década de 70, o aposentado reclama que os netos e bisnetos não usam a praça para o lazer, pois no local não há espaço sequer para transitar. Além disso, a área também é usada como banheiro público.

“Esses trailers começaram a aparecer há, pelo menos, 10 anos. Pelo lado do lazer das crianças, atrapalha demais. É também uma questão de saúde pública, porque as pessoas urinam na praça, tem lixo para todos os lados. E a gente não anda mais na praça, tem tanto trailer que a gente tem que andar no asfalto”, reclama o morador.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

A praça possui ainda uma quadra de esportes que está abandonada e tomada pelo mato. O local, que deveria ser usado para a prática de futebol ou outras modalidades esportivas, acumula lixo e tem grades quebradas.

“Essa quadra que tem na praça, e está abandonada, foi uma luta da gente para a prefeitura instalar, e hoje em dia as pessoas não podem mais usar, porque tem trailer para todos os lados, Às vezes batia uma bola dos meninos e o pessoal dos trailers reclamava, então as crianças pararam de ir, e você sabe, se não tem espaço para lazer, eles acabam indo pra onde?”, lamenta o aposentado.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

Apesar dos problemas relatados pela população, a localização privilegiada da praça, no coração do Grande Dirceu, beneficia os permissionários dos trailers. É da venda de comidas no espaço que dezenas de comerciantes tiram o sustento das suas famílias. A permissionária Viviane Silva é uma das pessoas que viu no local uma oportunidade de negócio.

Ex-funcionária da empresa de call center localizada em frente à praça, a jovem relata que pediu demissão do emprego para investir na venda de espetinhos. “Eu comecei vendendo em uma mesinha no ano passado, mas veio a pandemia e eu tive que fechar. Quando as coisas voltaram a funcionar, eu aluguei o trailer e hoje tenho duas funcionárias que trabalham pra mim”, diz.

A permissionária vende cerca de 150 espetinhos por dia, a um valor médio de R$ 8,00, e afirma não ter medo da concorrência. “Tem muito trailer, mas também tem muito cliente. A gente vende aqui pro pessoal da empresa, que tem uma média de cinco mil funcionários, e vende também para as pessoas que estão acompanhando alguém na maternidade do Dirceu que fica do outro lado da praça. Estou até pensando em abrir o trailer também à noite para aumentar a minha renda”, explica.

Contraponto

A reportagem do O Dia entrou em contato com o superintendente da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas (SSAD), da zona Sudeste, que informou que o projeto de revitalização da praça deve ser executado no próximo ano. Segundo o superintendente da SAAD, José Nito, todos os permissionários que possuem trailers localizados na Praça dos Correios já foram cadastrados.

“Estamos intensificando a limpeza, consertando as sarjetas, tomando providências em relação à quadra de esporte que também está precisando de uma reforma. A tendência é que nosso próximo ano a gente possa organizar aquela praça. A SAAD está debruçada sobre um projeto que venha a contemplar os que ali trabalham e satisfazer a população em geral que há muito tempo vem reclamando sobre aquele tumultuado de quiosques sem a devida e necessária organização”, afirmou o superintendente da SAAD Sudeste, José Nito.

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário