Salipi: Espaços lúdicos despertam o lado artístico de crianças

Programação inclui um circuito com atividades voltadas para os jovens que inicia como contação de história e vai até as oficinas de arte

08/06/2017 08:55h

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Aliado no incentivo à leitura de pessoas de variadas idade, o Salão do Livro do Piauí também conta com diversos espaços com a programação destinada a atrair a criançada. Na 15ª edição do evento, as crianças dispõem do Espaço Liz Medeiros e da atividade chamada Contação de História, em que o publico infantil tem desenvolvido prática de leitura e entra em contato com a arte. 

No evento, as crianças passam por uma espécie de circuito que se inicia na Contação de História, depois passeiam pelos corredores do Salão e por fim vão ao Espaço Liz Medeiros, onde conhecem a teoria e desenvolvem a técnica da xilogravura. 

No evento, os pequenos participam de oficinas de iniciação à xilogravura (Foto: Moura Alves/ O Dia)

A voluntária e estudante do curso de Letras-Português, Raisa Loiola, faz parte do grupo de três voluntárias que desenvolvem o espaço Contação de História e explica que atividade é feita todos os dias no turno da manhã e atende crianças de todas as idades, tanto de escolas quanto aquelas trazidas pelos pais. No local, os pequenos ficam atentos a títulos como “Romeu e Julieta” e “Chapeuzinho Vermelho” e depois participam de brincadeiras feitas pelas voluntarias. 

Raisa destaca que o espaço busca estimular o contato com o livro físico pelas crianças e também desenvolver a imaginação. “Todo dia trazemos histórias diferentes para incentivar a questão da leitura e a imaginação delas porque hoje está muito presente a questão do PDF e da internet. Talvez alguma dessas crianças ainda não tenha escutado a história que a gente tem para contar, apesar que a gente percebe que muitas delas já teve contato com a história, mas alguns ficam surpresos, é novidade para eles e estimula a imaginação”, acrescenta. 

No outro extremo do Salão, está o Espaço Liz Medeiros, onde o Núcleo de Gravura e Pesquisa do Piauí (Nugrapi) desenvolve oficinas de iniciação à arte da xilogravura com os pequenos. No local, as crianças tem acesso à teoria e veem obras expostas; então partem à pratica, em que utilizam isopor, tinta guache e papel para fazerem desenhos à gosto deles. 

O cartunista e integrante do Nugrapi, Jota A acredita que esse é o primeiro passo para as crianças gostarem da gravura e se interessarem em desenvolver o trabalho futuramente. Além disso, ele aponta que Espaço Liz Medeiros atende público de todas as idades durante todo o dia. Pela manhã e tarde, os jovens são o público alvo e pela noite, os adultos podem visitar a exposição. 

O cartunista Jota A acredita que esse é o primeiro passo para as crianças gostarem da gravura (Foto: Moura Alves/ O Dia)

“Para muitos, é o primeiro contato com a arte. Eles ficam maravilhados de verem o desenho no papel impresso, o contraste do claro escuro. E o objetivo do Nugrapi é levar xilogravura para essas crianças. A gente acolhe e vai mostrando o desenho, desde a criação do desenho ate impressão”, fala. 

Para Yolanda Carvalho, coordenadora do Nugrapi, o contato com a arte faz a criança evoluir intelectualmente, em que no momento do desenho e depois da impressão no papel, ela descobre nova forma de conhecimento que é levada para a vida. As gravuras são figuras presentes nos cordéis e por isso Yolanda aponta que também é uma forma do jovem ter aproximação com essa cultura. “Não podemos deixar de falar do cordel em um ambiente de livros que é o Salipi. Quando a criança vê o cordel e logo associa à gravura que ele fez aqui, nós vemos a resposta do que foi mostrado para elas”, acrescenta. 

O Espaço Liz Medeiros não aproxima somente o publico infantil. A jovem Edleny Mayra Silva, de 17 anos estuda no Colégio da Policia Militar do Piaui e esteve no local, desenvolvendo a técnica da xilogravura em meio a seus colegas e também com crianças. 

“É muito legal fazer atividades que são parte do nosso cotidiano e da nossa cultura. É um modo de incentivar a leitura, a pesquisa pela arte regional, e também de estimular o aprendiado, principalmente das crianças, que te contato com a arte”, acrescenta

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Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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