Salipi abre espaço para autores piauienses divulgarem suas produções

Durante o evento, os escritores locais podem ter contato com seu público, lançar obras e ainda apresentar seus trabalhos

09/06/2017 08:46h

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Junto à exposição dos mais de 300 mil títulos disponíveis no Salão do Livro do Piauí, o evento torna-se um palco onde novos e antigos escritores podem lançar suas obras. Desde estandes que comercializam títulos quase exclusivamente piauienses até o Bate Papo Literário, em que os autores têm um espaço onde podem dialogar com seu público, os dez dias do evento impulsionam a visibilidade desses escritores. 

A comerciante Rita França comenta que no estande onde é colaboradora cerca de 200 títulos são de autores piauienses. Ela afirma que todos os anos a loja aposta em obras originárias do estado porque é uma forma de valorização e disseminação do trabalho autoral existente no Piauí. 

Bernado participa pela terceira vez lançando livros no Salipi (Foto: Moura Alves/ O Dia)

“É um público muito grande que acaba conhecendo os escritores e veem que é muito importante valorizar a cultura local. Os autores sempre estão por aqui também, principalmente pela parte da noite, conversando e autografando os livros”, conta, acrescentando que o autor mais procurado é o piauiense Eneas Barros. 

O espaço destinado a lançamento de livros é o Bate-Papo Literário, onde a cada 30 minutos novos debates são lançados e mais de 10 autores participam de estreia de obras e debates culturais por dia. No local, o público pode dialogar diretamente com os autores. Uma das coordenadoras do Salipi, Jasmine Malta, afirma que o evento é uma espécie de vitrine porque é o local onde os escritores consagrados e iniciantes conseguem concentrar o maior número de leitores. 

Além disso, o Salipi também dispõe da Praça de Autógrafos Assis Brasil com intuito de aproximar leitor e escritor. Da mesma forma, autores de outros estados também procuram o evento pela sua diversidade, como é o exemplo do escritor e jornalista Gustavo Lacombe, que veio pelo segundo ano participar do evento. 

“É uma forma de se colocar e se apresentar no mercado e se tornar conhecido. Autores passam por processo de construção do nome, de sua produção criativa e através desse salão, nós temos o objetivo de evidenciar o escritor”, destaca Jasmine. 

Em seu terceiro ano participando do Salipi, quem lançou livros no evento foi Bernardo Aurélio, autor e proprietário de uma loja de quadrinhos. Para ele, o Salão é um evento em que pode investir em visibilidade para suas obras e para sua própria livraria, onde o espaço permite uma conversa com os leitores e é uma forma de divulgar eu trabalho. 

Bernardo é autor dos livros em quadrinhos “Por Dentro do Máscara de Ferro”, “Inefável Máscara de Ferro” e “Foices e Facões”, obra que conta a história da Batalha do Jenipapo. O escritor conta que vendeu as oito últimas cópias de “Foices e Facões” no Salão do Livro do Piauí. 

“Acho importante participar do bate-papo, mostrar o trabalho ou até mesmo, como já vi, ir com a mochila nas costas de estante em estande oferecendo livros. Isso é interessante porque não é só ver o produto na prateleira, é ver que o produto é de um cara que escreve, que está aqui, está disponível e pode dar um autógrafo e conversar depois”, ressalta. 

Por sua vez, o escritor piauiense Enéas Barros tem 14 livros lançados, em que seis deles foram publicados no Salipi. Nesta sexta (9), ele lançará na 15ª edição do evento o livro “O Boato”. O piauiense conta que desde 2009 participa do evento e vê no Bate Papo Literário a possibilidade de transmitir aos leitores um pouco do processo que ele levou para pesquisar e escrever o livro. 

“Oportunidade de passar para frente uma história que você pesquisou muito. Muita gente produzindo, escrevendo e publicando e precisamos fazer com que professores leiam esses livros e adotem em sala”, fala.

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Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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