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Quantidade de aguapés no Rio Poti reduz em 2018

Reprodução da planta tem relação direta com a quantidade de esgoto lançada nas águas.

06/11/2018 08:46h

Quem passa diariamente pelas pontes que atravessam o Rio Poti já deve ter notado um fenômeno muito comum nesta época do ano: a presença de aguapés nas águas do Poti. No entanto, em 2018, a quantidade de espécimes, que tem relação direta com a quantidade de esgoto lançada no local, está reduzida em relação aos anos anteriores.

Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), Olavo Braz, apesar de ainda existirem aguapés no Rio Poti, a situação está bem diferente por conta de medidas tomadas tanto pela Prefeitura quanto pela Águas de Teresina, empresa responsável pela distribuição e tratamento da água e esgoto da Capital. Braz lembra que o excesso de coliformes fecais jogados no Rio até o ano passado fazia com que os aguapés se proliferassem.

“A essa altura, no ano passado, o rio estava coberto de aguapés. Estamos no mês de novembro e o Rio Poti, em nenhum momento, foi coberto pelos aguapés. Ainda existem na região da Ponte Juscelino Kubistchek, mas em número menor. [Isto porque] foi desenvolvido um trabalho pela Prefeitura e a empresa Águas de Teresina, com o conserto de duas estações elevatórias próximas aos shoppings”, explica o secretário, acrescentando que a Semam tem contrato com uma empresa que realiza o manejo dos aguapés (contenção e deslocamento) diariamente, de segunda a sexta-feira.

O professor do curso de Biologia da Uespi e especialista em Botânica, Francisco Soares, também considera o trabalho executado como fundamental neste processo redução dos aguapés em Teresina e explica o processo de reprodução da planta, que também é conhecida como baronesa, orelha-de-jegue, jacinto d´água ou miriru.

“Nesse período, por ser mais quente, há alta taxa de evaporação da água e o esgoto não diminui o volume, permanecendo constante. Com maior aumento da matéria orgânica, as plantas investem em crescimento. (...) Grandes empresas geralmente tem uma estação de tratamento própria, mas também há empresas que jogam [esgoto no rio]. Em Teresina, o problema maior é o esgotamento doméstico. Eu considero um passo muito importante essa troca de companhia [da Agespisa para a Águas de Teresina]. Já vejo que houve certo ganho”, assinala.

Edição: Virgiane Passos
Por: Ananda Oliveira

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