População ateia fogo em lixo e incomoda os moradores no bairro Redenção

Além disso, a sujeira acumulada na região soma-se ao esgoto que libera forte odor e também traz risco de doenças.

27/07/2017 07:59h

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Os moradores do bairro Redenção estão descontentes com a situação do lixo acumulado na Rua São Francisco. Além de muito entulho em dois pontos diferentes da mesma rua, há muito mato e até animal morto. Além de incomodar a população com o mau-cheiro, os moradores ainda ficam vulneráveis a diversas doenças. 

A dona de casa Andreia Carneiro mora próximo ao local há 15 anos e diz que os próprios moradores são quem joga lixo na rua e na grota de uma galeria que atende a região. Ela frisa que não adianta limpar, as pessoas devem se conscientizar que aquilo faz mal a elas mesmas. 
Para Andreia, é um constrangimento morar ali. “É muito fácil a gente pegar dengue aqui, todo mundo da rua já ficou doente por causa dessa grota. Fora que tem muito mosquito, por causa do lixo. E o mau cheiro é horrível. A gente ter que comer sentindo esse odor, é muito constrangedor”, enfatiza. 
A moradora também ressalta que muitos moradores tocam fogo no lixo. Como o mato é alto, ele se espalha e fica cheio de fumaça. A respeito disso, a orientadora pedagógica da Casa de Metara, que está localizada na mesma rua do lixo, Francislurdes Rodrigues, diz que os funcioná- rios da instituição se sentem sufocados com a fumaça do fogo. 

Mauro Sérgio aponta situação de grota repleta de resíduos (Foto: Moura Alves/ O Dia)

“Quando dá meio dia e eles começam a queimar, os funcionários ficam sufocados por causa das fumaças. Aqui a gente trabalha com pessoas de toda as idades, desde crianças a idosos, e é uma situação complicada para eles, que são mais sensíveis a doenças. A gente fica um pouco preocupada pela questão da saúde”, explica. 
Insegurança 
A insegurança é outro problema levantado pelos moradores do bairro Redenção. O morador Mauro Sérgio conta que a região é muito perigosa e constantemente há invasão de usuários de drogas no centro social e na própria Casa de Metara. “Tem um monte de usuários que pula esses muros baixos aí para fumar. E a gente se sente inseguro com essa situação. É toda noite”, desataca. 
Por sua vez, a orientadora pedagógica da Casa de Metara afirma nunca viu ninguém pulando o muro do local. “Mas, por terceiros, a gente sabe que eles pulam, até porque a Casa já foi arrombada durante a noite. A gente chega tem muitas latinhas; eles, às vezes, ficam fumando durante a noite e quando os agentes de portaria chegam, se afastam. Essa sensação de insegurança é muito ruim, mas somos acostumados com o local”, diz. 
Contraponto 
O gerente de Serviços Urbanos da Superintendência de Desenvolvimento Urbano SUL (SDU/SUL), Isaú Araújo, informa que a Prefeitura limpa o local citado nesta reportagem, mas a população insiste em fazer o depósito irregular do lixo. “Uma vez por semana, fazemos a limpeza dos locais e o povo insiste em colocar lixo de forma irregular. Nossa fiscalização está apurando, estamos rondando, mas as pessoas continuam jogando entulho”, diz. 
Ele informou que enviaria uma equipe até o local para fazer a limpeza e intensificar a fiscalização. Isaú destaca que jogar lixo em local irregular pode resultar em multa, estabelecida pela Lei do Lixo Zero. “A multa varia de R$ 70 até R$ 1.400, dependendo da quantidade, da reincidência, da quantidade de vezes que a pessoa já foi multada pelo mesmo motivo e outras variá- veis”, explica.
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Edição: Virgiane Passos
Por: Karoll Oliveira

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