Paciente desenvolve reação dermatológica rara após contrair Covid-19 em Teresina

Marcelo foi diagnosticado com a Covid-19 no dia 07 de abril e recebeu atendimento em uma unidade de saúde privada de Teresina

08/06/2021 14:03h - Atualizado em 09/06/2021 08:24h

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O gerente comercial de uma imobiliária em Teresina, Marcelo Cavalcanti Medeiros, de 53 anos, desenvolveu uma reação dermatológica rara que pode ter sido desencadeada após o paciente ter contraído o novo coronavírus ou mesmo por ter tomado medicamentos do chamado Kit Covid (ivermectina e azitromicina) em um hospital particular da capital piauiense. Em diversas partes do seu corpo, nasceram bolhas em sua pele. As informações foram divulgadas no site Metrópoles.

Foto: Arquivo/Pessoal

Marcelo foi diagnosticado com a Covid-19 no dia 07 de abril e recebeu atendimento em uma unidade de saúde privada de Teresina. Por sua vez, o hospital seguiu a recomendação médica para uso dos medicamentos do kit. Ele ficou em isolamento social sem sintomas do vírus, mas notou o aparecimento das bolhas na pele.

Em nota à imprensa, o hospital que prestou o atendimento informou que “o profissional médico tem autonomia dada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) para prescrever o medicamento necessário para o tratamento do paciente, com sua devida anuência”.

Depois das complicações, Marcelo chegou a procurar o atendimento em outro hospital particular, também em Teresina, onde foi inicialmente diagnosticado com penfigóide aguda. O paciente foi medicado com corticoides, mas as bolhas continuaram a aparecer pelo seu corpo.

Foto: Arquivo/Pessoal

Em entrevista ao site Metrópoles, de São Paulo, a médica dermatologista Lia Raquel Vale, do segundo hospital procurado pelo paciente, informou que não foi possível fechar com certeza o diagnóstico de Marcelo, e que o exame, que analisa parte do tecido lesionado, não foi realizado porque material colhido precisava ser enviado para um laboratório em São Paulo. 

Em outra parte da entrevista, a especialista conta que credita que o quadro se trata de uma dermatose por imunoglobulina A linear, doença autoimune que pode ser desencadeada como reação a uma virose. “É um quadro provável de reação ao vírus. Ainda estamos aprendendo sobre as reações da Covid-19”, resumiu ao site de notícias.

Marcelo recebeu alta no dia 16 de maio e segue com o tratamento em casa.

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