Ônibus: sem efetivo, Guarda Municipal quer investir em tecnologia para monitorar estações

O coordenador de segurança municipal Nixon Frota, afirma que colocar um guarda nas estações sai caro para a gestão pública. Para ele, o ideal seria investir em câmeras, alarmes e sensores.

23/08/2021 12:41h - Atualizado em 23/08/2021 12:55h

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Nas últimas semanas as estações de ônibus em Teresina, especialmente na Zona Sul da capital, vêm sendo depredadas. Na tarde desta segunda-feira (23), o coordenador de segurança municipal de Teresina, coronel Nixon Frota, apresentará à prefeitura um plano de ação contra estes ataques. 

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

De acordo com o Coronel, o plano de ação envolve buscar novas tecnologias a fim de montar um sistema de monitoramento, visto que não há guardas municipais suficientes para cumprir com a demanda. 

“Temos um efetivo de 368 guardas que trabalham em sistema de rondas, parece ser um número grande, mas não é. Nós ficamos com cerca de 70 guardas por dia divididos nas zonas de Teresina. Assim, precisamos melhorar a quantidade e qualidade desses profissionais, mas também precisamos trazer inovações tecnológicas”, pontua. 

Atualmente, há 68 estações de ônibus na cidade, porém 12 delas já foram atacadas de alguma maneira. No bairro Saci, por exemplo, a estação está abandonada, com os vidros quebrados e espalhados pelo chão, além da inexistência de segurança para os passageiros. 

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

O coordenador afirma que colocar um guarda nas estações sai caro para a gestão pública. Para ele, o ideal seria investir em câmeras, alarmes e sensores. “Mesmo que seja um guarda municipal em cada estação, é custoso e caro colocar um profissional com essa capacitação em cada estação”, declara. 

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

O plano contra os ataques visa integrar os órgãos da prefeitura e guarda municipal juntamente com a polícia militar e civil, através dos meios tecnológicos, para que haja uma comunicação mais direta. “Devemos investir na tecnologia para que tenhamos um sistema de monitoramento que possa estar instalado não só nas estações, mas em outras estruturas municipais para que a guarda civil e outros órgãos possam trocar informações e agir imediatamente quando necessário”, pontuou Nixon. 

Ainda de acordo com o Coronel, Teresina tem a possibilidade de investir nessas tecnologias através da captação de recursos. Ele afirma que mesmo não sendo possível fazer as instalações tecnológicas de imediato em toda a capital, ainda assim pode-se começar de pouco em pouco. 

“Acredito que seja possível Teresina investir nessas inovações e captar recursos. Se nós não temos como, no primeiro momento, colocar tecnologia em toda a cidade, que se coloque um pouco aqui e ali com as emendas parlamentares e, de forma gradativa, a gente possa incluir a capital no século XXI, onde a tecnologia faz parte da nossa rotina”, conclui.

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Edição: Ithyara Borges
Por: Lalesca Setubal

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