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No PI, menos de 1% dos casos com material genético são solucionados

Secretário Nacional de Segurança Pública fez visita técnica ao Instituto de DNA do Piauí, que deverá ser inaugurado em até dois meses.

08/05/2019 11:09h - Atualizado em 08/05/2019 13:01h

Menos de 1% dos casos envolvendo o estudo de materiais genéticos são solucionados anualmente no Piauí, o dado foi divulgado pela coordenadora de implantação do instituto e perita criminal Adilana Gomes, nesta quarta-feira (08), durante uma visita técnica ao Instituto de DNA que será inaugurado em Teresina. A visita técnica controu com a participação do general Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, de seu assessor especial, Coronel Nixon Frota, do secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, e do delegado-geral de Polícia Civil do Estado, Lucci Keikko.

Segundo Adilana Gomes, atualmente, de cerca 1.400 casos em que há coleta de material genéticos de vítimas e de suspeitos, apenas 10 chegam a ser solucionados anualmente no Piauí. “Acaba-se criando uma fila, poucos são resolvidos aqui e outros conseguimos a resolução mandando para outros Estados. É o que esperamos mudar com a chegada do Instituto de DNA do Estado. A expectativa é que tenhamos um melhor proveito das investigações em curso de futuros inquéritos”, explica a perita. 


Foto: Assis Fernandes/O Dia

De acordo com ela, a chegada do instituto permitirá a integração do Estado na Rede Integrada de Perfis Genéticos. “A genética forense aqui aplicada poderá resolver diversos tipos de casos que envolvam vestígios biológicos, onde será possível identificar tanto o autor do crime, como a identidade da vítima que por outros métodos não foi possível identificar”, afirma Adilana.

As instalações do Intituto de DNA Forense do Piauí são o resultado do convênio firmado entre o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Secretaria de Segurança Pública do Piauí. O Estado entrou com a estrutura física e a Senasp com os equipamentos. O investimento total para a implantação do Instituto gira em torno de R$ 6 milhões e a previsão é de que as instalações sejam inauguradas em no máximo dois meses.

“O Piauí dependia de outros estados como Maranhão, Pernambuco e Brasília, que faziam os exames e isso demandava uma logística muito grande. Com o nosso instituto, vamos ter a oportunidade o nosso estado fazer isso e estamos, também, seguindo uma orientação da própria Senasp, que é a providenciar a coleta de material para a formação do Banco Nacional de DNA. Nosso peritos já coletaram boa parte do DNA dos internos nos nossos presídios, então estamos avançados nesse sentido”, explica o secretário Fábio Abreu.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Os equipamentos providenciados pela Senasp para o Instituto de DNA estão em fase final de licitação e no momento espera-se apenas que eles sejam entregues pela empresa responsável. Foi o que atestou o secretário nacional de segurança pública, General Guilherme Theophilo. Durante a visita técnica, o representante do Governo Federal disse estar satisfeito com as instalações para o Instituto e reiterou que com ele, o Piauí entrará de vez na Rede Integrada de Bancos e Perfis Genéticos.

“Só quatro estados ainda estão terminando esse processo e o Piauí já está, salvo engano, na quarta coleta de material genético dos apenados, ou seja, é um estado considerado resolvido nesse sentido. E não podemos negar que este instituto é uma ferramenta que vai nos ajudar a solucionar crimes de maneira mais rápida, sobretudo os casos de estupro, porque nós teremos acesso mais ágil às informações dos suspeitos, mesmo que o crime tenha sido cometido em outro estado”, comentou o general.


General Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública - Foto: Assis Fernandes/O Dia

De acordo com Guilherme Theophilo, atualmente a elucidação de crimes violentos no Brasil gira em torno de 8%, um percentual aquém da capacidade de investigação da polícia judiciária. Por isso é necessário o investimento em tecnologia forense. “São exames com quase 100% de certeza, que vão embasar com mais solidez toda a investigação e dar à Justiça mais condições de fazer um julgamento correto. Estamos no século XXI e é necessário que usemos de todos os meios tecnológicos para o combate ao crime organizado”, finaliza Theophilo.

Investimentos

Ainda ontem (07), o secretário Guilherme Theophilo esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro para apresentar o programa nacional de enfrentamento aos crimes violentos que deverá ser aplicado em todo o país. Os recursos para o projeto virão, segundo o general, se financiamentos externos e também do Fundo Nacional de Segurança Pública. O Governo Federal está ainda angariando recursos junto ao Banco Mundial, ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e ao BNDES para financiar as ações.

Por: Geici Mello e Maria Clara Estrêla

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