Motoristas e cobradores podem deflagrar greve nesta quarta (27) em Teresina

As paralisações realizadas pelos trabalhadores durante as últimas semanas não foram suficientes para que empresários assinassem a convenção coletiva

26/10/2021 14:49h - Atualizado em 26/10/2021 15:10h

Compartilhar no

Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina se reúnem nesta quarta-feira (27) em assembleia geral para decidir sobre greve por tempo indeterminado no sistema. A convocação para a reunião foi realizada pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí (Sintetro) para dois turnos.


Leia tambémSindicato rebate acusações ao transporte alternativo: “Remédio abusivo” 


“A diretoria do sindicato se reuniu em sua sede e decidimos chamar a categoria para uma assembleia em dois turnos, pela manhã e pela tarde, para estarmos debatendo a situação até agora e tirarmos os encaminhamentos”, disse Francisco Sousa, secretário de previdência social do Sintetro.

Foto: Assis Fernandes / O Dia 

O sindicalista explicou que as paralisações realizadas pelos trabalhadores durante as últimas semanas não foram suficientes para que empresários assinassem a convenção coletiva de trabalho exigida pela categoria. A tendência é que a greve por tempo indeterminado seja colocada em pauta para que os trabalhadores decidam. 

“Essas manifestações que temos feito até agora não tem tido resultado e o risco de termos uma greve por tempo indeterminado é muito grande. A categoria vai decidir. O trabalhador não quer aumento de salário, não quer aumento de ticket, não querem nada além que os seus direitos, que já estão retirados a mais de 17 meses. Queremos que o transporte volte à normalidade, mas é justo que o trabalhador tenha as garantias das suas relações de trabalho”, defendeu Francisco Sousa.

Na última semana, a Prefeitura de Teresina realizou uma reunião de emergência para tratar sobre a situação do transporte coletivo da Capital. Ao O Dia, o vice-prefeito Robert Rios explicou que a gestão cumpriu com suas obrigações no acordo celebrado com o Setut e que a Prefeitura pode contratar novas empresas. 

“Temos aqui um plano já preparado caso haja uma paralisação, imediatamente nós acionamos o nosso projeto. Várias empresas de fora querendo vir para cá, já cadastradas, sem nenhum problema, é só acionar. O que a gente não pode é ficar refém de briga de sindicato com empresário”, afirmou o gestor. 

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário