Mercado do Parque Piauí: permissionários reclamam da falta de estrutura e acúmulo de lixo

Os permissionários estimam que, devido à falta de estrutura e acúmulo de lixo, 75% dos clientes deixaram de frequentar o local

06/12/2021 14:11h - Atualizado em 07/12/2021 09:26h

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O Mercado Público do Parque Piauí é um dos pontos comerciais mais famosos da zona Sul de Teresina. O local, além de possuir uma grande variedade de produtos alimentícios, como frutas, carnes e grãos, também engloba boa parte dos estabelecimentos comerciais nas suas redondezas

Foto: Assis Fernandes/ODIA 

Contudo, apesar da importância para o comércio da região, o mercado vem perdendo seu público ao longo dos anos. Os permissionários estimam que, devido à falta de estrutura e acúmulo de lixo, 75% dos clientes deixaram de frequentar o local. É o que relata o Aloísio Mendes, 57 anos, que há 40 trabalha no local vendendo carnes.

Foto: Assis Fernandes/ODIA 


“Estamos precisando de uma reforma total, desde o piso até a estrutura geral do mercado. Está precisando de tudo, tanto instalação interna quanto externa. O mercado é um patrimônio da comunidade, não é pra deixar acabar assim. Vão deixar deteriorar tudo. Ninguém compra mais aqui porque os supermercados estão todos limpinhos, tudo organizado e aqui está assim. Perdemos 75% dos fregueses, não estamos nem conseguindo sobreviver”, denuncia.


Segundo o permissionário Francisco Santiago, de 65 anos, o mercado não recebe uma reforma há mais de uma década. Com a falta de estrutura e, principalmente, de limpeza, muitos clientes optam por realizarem as compras em outros locais e os comerciantes do mercado continuam a somar prejuízos.

Francisco Santiago. Foto: Assis Fernandes/ODIA 

“A gente está aqui porque precisa, mas não tem a mínima condição de continuarmos, em termos de higiene. É uma coisa lamentável, perdemos muitos clientes devido a isso. O ser humano, por mais pobre que seja, quer um lugar que tenha limpeza. Muitos colegas do meu bairro deixam de vir pra cá, vão pra lugares mais longe, por causa da sujeira”, lamenta.

A permissionária Jeseane Silva trabalha com a venda de comida no mercado há 30 anos. Segundo ela, os próprios moradores do bairro utilizam as lixeiras do mercado para depositar lixo domiciliar e até mesmo animais mortos. Com isso, o local acaba atraindo urubus, ratos e outros animais. 

Foto: Assis Fernandes/ODIA 

“É mosca, barra, urubu, gato, cachorro... Isso atrapalha demais. Não tem condições da gente trabalhar. Outro dia tirei quatro gatos mortos do lixo. Todo dia os moradores jogam toneladas de gato e cachorro morto. Esse lixo não é pra ficar aqui. Os próprios zeladores do mercado pegam o lixo e jogam lá, não colocam em sacolas, nem nada”, afirma.

Outro lado 

Em nota, a Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Sul, através da sua Gerência de Obras, informou que no momento já existe um projeto de infraestrutura para o Mercado do Parque Piauí, entretanto o projeto ainda aguarda ser licitado.

Sobre a limpeza do local, a Gerência de Serviços Urbanos já tomou ciência e uma equipe deve ir ao local ainda nos próximos dias para resolver a problemática do local.

A SAAD Sul se colocou à disposição para quaisquer esclarecimentos acerca das decisões tomadas sobre esse assunto.

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