Lei quer proibir academias de cobrar taxa de entrada de personal trainer

Hoje, para o personal trainer ter acesso às academias e acompanhar seus alunos, é necessário o pagamento de uma taxa

05/04/2019 09:48h - Atualizado em 05/04/2019 15:34h

Compartilhar no

Os valores cobrados, segundo o Conselho Regional de Educação Física do Piauí (Cref-PI), são abusivos, chegando a R$ 350 por profissional em alguns estabelecimentos. Diante das reclamações, o Conselho denunciou as cobranças e buscou a Câmara dos Vereadores de Teresina, propondo uma lei que regularizasse a situação.

O projeto de Lei nº 96/19 apresentado é de autoria do vereador Caio Bucar. O pedido de criação da lei já havia sido proposto anteriormente, mas a solicitação foi arquivada na época. Agora, o Conselho comemora a possibilidade de proibição da cobrança da taxa e espera mais diálogo entre profissionais e academias.

Foto: Poliana Oliveira/ODIA

“Somos contra a cobrança dessa taxa de acesso do personal trainer à academia, porque ele vai acompanhar o aluno e esse aluno já paga uma mensalidade, não tem porque o profissional pagar. Seria quase uma taxa extra. Claro que a academia tem o direito de saber quem está entrando na sua unidade, mas, nesse caso, cabe buscar medidas de controle, como um cadastro, de forma a identificar esse educador físico ainda na entrada”, defende Denis Queiroz, presidente do Cref-PI.

O presidente do Conselho ressalta a importância de métodos de controle por parte das academias, sobretudo em relação à entrada dos profissionais que não são efetivos na empesa, assim evitarão possíveis transtornos trabalhistas. “Esse controle que a academia precisa ter com o personal trainer, que vai orientar seu aluno, é necessária até para que os outros alunos da academia não confundam com os que atuam no estabelecimento e outros funcionários. Também precisa ser estabelecido o dia e horário que eles estarão na academia, para que não superlote o local. Tudo isso deve ser decidido entre os profissionais e as academias de forma pacífica e que ninguém se prejudique. Todos trabalhando em equipe o maior beneficiado será a sociedade, que terá um melhor atendimento, serviço e satisfação”, conclui Denis Queiroz. 


Atendimento personalizado

Para Caio Bucar (PRTB), autor do projeto de lei, a medida garante os direitos daqueles que exercem a atividade na cidade. Além disso, também pode garantir o direito do aluno ter um atendimento individualizado, prestado por um personal trainer particular.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

“A possibilidade de ter um atendimento individualizado aos usuários das academias, sem a necessidade de cobrar custos extras, é, sem dúvida, garantir melhor qualidade de vida àqueles que trabalham com o esporte e tanto para os que se beneficiam dele. Nosso objetivo é proibir que as academias cobrem valores extras, que prejudicam os instrutores e os clientes que contratam esse tipo de serviço”, declarou Caio Bucar.

Se o projeto for aprovado, as academias devem passar a ser obrigadas a afixar, em locais visíveis, informando que os usuários poderão ser acompanhados por um profissional de Educação Física particular, ou de sua livre escolha sem custo adicional. Em caso de aprovação, os estabelecimentos que não cumprirem estarão sujeitos a pagarem multa no valor R$ 1.500 reais por infração.

Compartilhar no
Edição: Virgiane Passos
Por: Isabela Lopes

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário