Lar de Maria agora conta com horta orgânica para cultivo e consumo interno

A ação, realizada em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), faz parte da campanha nacional “Preciso Viver 2019”.

17/04/2019 08:24h

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Cuidado com o meio ambiente, cultivo ecológico e alimentos frescos são fatores importantes para a promoção a saúde e manutenção do ecossistema. Pensando nisso, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC-PI) inaugurou uma horta orgânica nesta segunda, dia 15, na Casa de Apoio à Criança com Câncer – Lar de Maria. A ação, realizada em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), faz parte da campanha nacional “Preciso Viver 2019”. 

A horta foi implantada na casa de apoio para que os pacientes e familiares possam consumir verduras frescas e livres de agrotóxicos. Além disso, as hortaliças caseiras colaboram com a diminuição de gastos e permite um maior contato com a natureza, além de qualidade e confiabilidade nos produtos produzidos em prol da saúde e do bem-estar.

Cebolinha, alface, cheiro verde, couve e outras hortaliças importantes na dieta de quem necessita de alimentos saudáveis e longe de agrotóxicos serão cultivadas na horta doméstica. As primeiras mudas já foram plantadas durante a inauguração. A presidente da Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer (RFNCC) e RFCC-PI, Carmen Campelo, explica que a campanha Preciso Viver 2019 que tem como tema a promoção da saúde.

“Um dos focos da nossa campanha é reforçar a importância da alimentação saudável como garantia de qualidade de vida. E a implantação da horta funciona como uma inspiração para que outras instituições e pessoas também pratiquem em suas casas. Assim, podendo consumir alimentos saudáveis e orgânicos”, afirma a presidente.

Para a nutricionista do Lar de Maria, Raimunda Barros, a iniciativa é fundamental no tratamento das crianças com câncer. “Nós sabemos que a alimentação é um fator importante no tratamento de pacientes oncológicos. As crianças aqui do Lar de Maria não podem comer alimentos que tenham agrotóxicos ou que já sejam contaminados por produtos químicos. Aqui na horta elas irão consumir hortaliças saudáveis e livre de contaminação externa”, ressalta a profissional.

A iniciativa de implantar a horta doméstica foi da RFCC-PI, que em seguida entrou em contato com a Embrapa, que logo abraçou a causa e viabilizou todos os detalhes. O engenheiro agronômico da Embrapa, Pedro Rodrigues, afirma que a horta vai além do plantio de alimentos saudáveis, e pode fazer parte de uma terapia para aqueles que passam o dia no Lar de Maria.

“A nossa intenção em abraçar essa parceria é fazer com que as pessoas que têm esse acompanhamento aqui, tenham a possibilidade de ter uma alimentação saudável ao seu alcance. A partir do momento que passamos a envolver os pacientes e os acompanhantes dessas pessoas, eu acredito que a horta possa servir também como uma terapia ocupacional e que possa trazer resultados positivos no tratamento”, pontua.

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Fonte: Da Redação

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