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Excesso de velocidade é a infração mais cometida em Teresina

A violação representou 44,38% do número de multas aplicadas pela Strans este ano

19/10/2019 08:00h

O excesso de velocidade foi a infração mais cometida pelos teresinenses de janeiro a agosto deste ano, segundo os dados da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). No período, o ranking de autuações mais cometidas mostra que “transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%” representou 44,38% do número de multas aplicadas pelo órgão. Mais que números, as estatísticas alarmantes impactam a vida das pessoas.

É esse o alerta que tenta fazer o gerente de Operação e Fiscalização da Strans, Denis Lima, ao explicar as intervenções feitas na Capital no sentido de combater a imprudência dos condutores. “Na Diretoria de Trânsito, através da engenharia de tráfego, temos nossa sessão de acidente de trânsito, que serve para ter o levantamento de acidentes na cidade, ou seja, entender a causa e o porquê aqueles acidentes estão acontecendo. A partir daí, conseguimos implementar várias ações”, ressalta.

(Foto: Assis Fernandes/ODia)

Este ano, por exemplo, foi implementado o Projeto Esquina Segura, que tem o objetivo de Continuação da capa Excesso de velocidade é a infração mais cometida em Teresina Devido às ocorrências, avenidas, como a Raul Lopes, sofreram redução da velocidade máxima permitida Segundo a Strans, “transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%” representou 44,38% do número de multas aplicadas pelo órgão este ano reduzir a quantidade de colisões nas esquinas da Capital. “Percebemos que os acidentes que acontecem nesses lugares também se devem ao fato do condutor exceder a velocidade e não obedecer à sinalização. Por isso, estão sendo feitos reforços nos cruzamentos que identificamos recorrência nos acidentes para tentar preveni-los”, destaca Denis. 

Outra medida é adotar a redução da velocidade das avenidas, que deixaram de ter o limite máximo de 70km/h para 60km/h. Avenida Raul Lopes, Marechal Castelo Branco, Lindolfo Monteiro e Visconde da Parnaíba foram algumas das vias que passaram pela intervenção.

“Também temos sensores que captam avanço de sinal vermelho nos sinais e a velocidade. Ainda contamos com os sensores estáticos colocados nas avenidas que há problemas de velocidade, como a Maranhão, que são operados por uma empresa terceirizada, e temos os radares portáteis, que são operados por nós da Strans. Quanto mais fiscalização, melhor para o cidadão, porque isso é o que dá segurança para fazer com que as pessoas obedeçam a lei e com que previnamos os graves acidentes”, reforça Denis.

O desempenho dos radares foi objeto de análise na Grã- -Bretanha pela London School of Economics, uma das mais sérias instituições acadêmicas do mundo. O estudo constatou que equipamentos fizeram os acidentes diminuir em 17% a 39% nos 500 metros à frente do local das câmeras. Do mesmo modo, as mortes diminuíram em 58% a 68%. Os resultados, coletados de 1992 a 2016, referem-se às ocorrências antes e depois da instalação de 2,5 mil dispositivos da Inglaterra, da Escócia e do País de Gales


Por: Glenda Uchôa

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