Eleição para desembargador TJPI: Agrimar Rodrigues defende objetividade e sistematização

Agrimar Rodrigues é natural de Picos, no Sul do Piauí, com experiência na área advocatícia há 29 anos.

28/09/2021 17:11h - Atualizado em 29/09/2021 08:07h

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Critérios objetivos e sistematizados é um dos pontos defendidos pelo advogado Agrimar Rodrigues para dar celeridade aos processos que chegam ao Tribunal de Justiça do Piauí. Ele, que é candidato ao cargo de desembargador do TJPI pelo Quinto Constitucional da Advocacia, foi o entrevistado desta terça-feira (28), do Jornal O Dia News, da O Dia TV filiada à RedeTV! no Piauí, que realiza uma série de entrevistas com os candidatos ao cargo.  

Agrimar Rodrigues é natural de Picos, no Sul do Piauí, com experiência na área advocatícia há 29 anos. Filho de caminhoneiro e dona de casa, possui histórico de intensa advocacia com integração nas lutas de classes. Ele também já foi juiz titular do Tribunal Regional do Piauí (TRE-PI) por dois mandatos.

Foto: Advogado Agrimar Rodrigues – Foto: Agnones Batista

O advogado esclareceu que o desejo de se tornar desembargador nasceu da sua própria história de vida além da vontade de levar o TJPI aos anseios da sociedade e da advocacia piauiense. “Por conhecer os desejos da sociedade e da classe, das pautas reivindicadas, por viver isso todos os dias e da minha vontade dar a minha contribuição, decidi ser candidato ao cargo de desembargador do TJPI”, disse.

Agrimar comentou ainda sobre a cobrança por celeridade nos processos do tribunal, problema apontado em recentes levantamentos feitos pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo ele, para resolver esse problema é necessário foco na tomada de decisões além da adoção de critérios técnicos e objetivos.

“De todas as pesquisas realizadas, esse é um dos pontos de maior cobrança. É disparado. Um dos compromissos que faço com a minha classe é justamente dar essa contribuição de celeridade. Isso deve acontecer adotando regras objetivas, com foco. Temos exemplo da Justiça do Trabalho que realiza correições a cada três meses. Então são critérios objetivos que devem ser adotados, sistematizados. Cada magistrado é gestor do seu gabinete e contribui com a gestão do seu tribunal, pois um dia será um gestor maior, e deve adotar medidas objetivas de emulsionamento além de priorizar o julgamento de méritos que está, inclusive, estabelecido no Processo Civil de 2015”, comenta.

Em relação à corrupção, o advogado esclareceu que existem inúmeras regras e princípios que auxiliam no combate. Conforme ele, as ações devem partir também do comportamento cultuado por cada autoridade sem esquecer da transparência, compromisso e responsabilidade.

“Isso tudo para que se alcance o objetivo maior que é a probidade nas decisões e também fundamentando as decisões como determina a Constituição Federal. O administrador público presta conta nos balanços mensais, nos balanços anuais. É com transparência, lisura, compromisso e responsabilidade que se combate esse grande mal que assola a sociedade”.

A justiça mais perto das pessoas também é uma pauta defendida pelo profissional. “Servidores públicos graduados têm uma boa remuneração, prerrogativas que devem reverter em favor do trabalho, da prestação jurisdicional. Não há necessidade desse distanciamento, o magistrado é um servidor graduado que tem o deve de estar em harmonia com a sociedade a partir dos advogados que são aqueles que batem na porta do judiciário para levar as demandas da sociedade. Portanto, não há necessidade no exercício de suas atribuições estabelecer esse distanciamento”.

Ainda na sua avaliação, a relação entre os advogados e poder judiciário pode melhorar. “Eu acho que não só pode como deve melhorar. É outro aspecto que se extrai das pesquisas e, que de fato, há um distanciamento. Não podemos generalizar, mas isso precisa ser melhorado e só melhora através do diálogo”, finaliza. 

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