Dia dos Animais: data alerta sobre importância de cuidados e reforça adoção

Nesta segunda-feira (04) é celebrado Dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais e da natureza

04/10/2021 13:03h - Atualizado em 04/10/2021 13:25h

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Companhia, amizade e amor incondicional. Essas são apenas algumas das inúmeras vantagens em ter um bichinho em casa.  E esse carinho pelos animais faz com que muitas pessoas adotem cães e gatos. Nesta segunda-feira (04) é celebrado o Dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais e da natureza, data que reforça a importância de cuidar, acolher e respeitar todos os animais.

Alguns abrigos de Teresina encontram-se lotados de cães e gatos que foram abandonados e/ou vítimas de maus-tratos. Todos eles aguardam a chance de serem adotados, receberem e darem muito amor aos seus novos tutores. Isabel Moura, diretora da Associação Piauiense de Amor e Proteção aos Animais (Apipa), lembra que nesta data de São Francisco de Assis é momento para celebrar, mas também refletir sobre os cuidados que devemos ter com os animais e o meio ambiente.

(Fotos: Assis Fernandes/ODIA)

“Nesse dia de hoje celebramos o Dia Internacional dos Animais, do precursor da causa animal, daquele ser especial e espetacular que passou nesta terra e fez o bem para os seres humanos e para os animais. Eu peço para as pessoas que amem seus animais, mas aqueles que não conseguirem amar os animais de modo geral, não esqueçam que temos o dever de respeitá-los. Você não precisa amar, mas precisa respeitar. E os que dizem que amam, que sejam verdadeiros, amorosos e dedicados, porque os animais precisam da gente de modo geral, que estejamos atentos aos chamados e olhar deles”, pontua.

Abandono de pets cresce na pandemia

Isabel Moura conta que foram realizadas mais adoções de cães e gatos do abrigo em 2020 do que este ano, sendo os filhotes de cães os que mais foram adotados. Para a diretora da Apipa, a diminuição das adoções pode ter relação com  a situação financeira das famílias. “Este ano diminuiu, acho que o financeiro influenciou. As pessoas adotavam mais solidão e as famílias que vêm adotar dizem que é para fazer companhia para eles ou para os filhos”, conta. 

Uma pesquisa nacional aponta estima que cerca de 10 milhões de animais de companhia foram abandonados durante a pandemia. Cerca de 40% dos respondentes afirmaram que conhecem alguém que abandonou um pet neste período. Estima-se que isso tenha ocorrido em razão da perda de poder aquisitivo de grande parte da população.

Isabel Moura, diretora da Apipa, faz um alerta contra o abandono e maus-tratos. “Não adote e deixe esse animal amarrado, preso, sem comida, sem água, sem passear. Eles só nos dão amor, conforto e paz, pois nos amam incondicionalmente. Os animais precisam de carinho não somente no dia de hoje. Todo dia é dia de cuidar dos animais e de todos desse planeta”, frisa.

Adoção na pandemia

Uma pesquisa nacional aponta que a adoção de animais continua sendo uma tendência entre as famílias brasileiras. O levantamento realizado por uma empresa que atua no mercado pet revelou que 84% dos gatos brasileiros foram adotados e 54% dos cães são frutos de adoção.

Isso demonstra que os felinos são uma tendência e futuramente serão os pets predominantes no Brasil. Os animais adotados costumam estar na faixa etária mais jovem. Durante a pandemia da Covid-19, também foi registrada uma procura por animais domésticos. A média nacional aponta que 30% dos pets do estudo foram adotados neste período. 

Assim, 78% dos cães já existiam nas residências antes da pandemia e 22% foram adquiridos durante a pandemia; 63% dos gatos já existiam nas residências antes da pandemia e 37% foram adquiridos durante a pandemia. 

De 474 donos de cães entrevistados, 31% informou que adquiriu, pelo menos, um cachorro durante a pandemia, e dos 406 donos de gatos, 50% informaram que adquiriu, pelo menos, um felino na pandemia. Dentre os cães, 53% são de raça e 47% são sem raça definida (SRD), sendo em sua maioria machos (56%). Já entre os felinos, 76% são SRD e 24% de raça, e em sua maioria são machos (57%).

Dos gatos adquiridos, 76% foram adotados, sendo que 40% foram resgatados pelos próprios tutores; apenas 5% foram comprados. Ainda que entre os cães a porcentagem de adotados seja menor (42%), o número supera o de cachorro comprados (24%).

Perfil dos tutores

As pessoas que moram sozinhas (50%) foram as que mais adquiriram cães durante a pandemia, com destaque para a região Sul do Brasil (37%). Já entre os que adquiriram gatos, o destaque vai para casais sem filhos (60%), sendo a região Norte (64%) a que mais adquiriu felinos. Vale destacar que entre as pessoas que consideram os pets como companhia, o percentual que adquiriu cães (55%) e/ou gatos (86%) é altíssimo.

Primeiro pet da pandemia

A pesquisa revela que 23% dos entrevistados não tinham cães ou gatos antes da pandemia. Dentre as regiões, a que teve mais novos donos de pets foi o Norte (29%), seguido do Sul (26%), Nordeste (24%), Sudeste (21%) e Centro-Oeste (20%). Assim, 38% dos novos donos de pets adquiriram somente cães, 55% adquiriram somente cães e 7% adquiriram cães e gatos. 

Um dos principais pontos revelados pela pesquisa é o aumento do número de pets nos lares brasileiros, crescimento que foi acelerado pela pandemia. Cerca de 30% dos pets do estudo foram adquiridos durante o período de isolamento social, com uma predominância maior de gatos entrando nos lares brasileiros. Outro dado interessante é que 23% dos tutores adquiriram seu primeiro pet durante a pandemia. 

O percentual de tutores que enxergam os animais como filhos ou membros da família aumentou, mostrando que o período também foi relevante para fortalecer os laços entre aqueles que permaneceram com seus animais. Também diminuiu o percentual de pessoas que enxergam os animais apenas como um bicho de estimação. 

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