Dengue: após chuvas atípicas em Teresina, FMS monitora possíveis criadouros

O acúmulo de águas é favorável para a proliferação dos mosquitos; a população deve intensificar os cuidados

06/10/2021 11:27h

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Com as chuvas atípicas que caíram em Teresina na semana passada, muitos terrenos e residências registraram um aumento de reservatórios com água, possíveis criadouros para o mosquito da dengue. Para evitar que surjam casos da doença, a Gerência de Zoonoses, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem intensificado o monitoramento de algumas áreas.

O diretor do Centro, Paulo Marques, pontua que o trabalho de monitoramento da dengue acontece ao longo de todo o ano, mas é aumento em épocas mais chuvosas. Ele reforça que o acúmulo de águas é favorável para a proliferação dos mosquitos, e chama atenção da população, que deve intensificar os cuidados.

(Fotos: Divulgação/FMS)

“Esse trabalho é continuado o ano todo com o mesmo contingente de pessoas fazendo os mesmos trabalhos. Toda vez que tivermos aumento no ajuntamento de água, mesmo que seja pouco, mas que favoreça a desova, teremos um aumento no número de mosquitos”, disse.

Segundo Paulo Marques, as chuvas que caíram na Capital foram sazonais e atípicas. Apesar disso, geraram um volume de águas considerável, favorecendo a postura de ovos pela fêmea do mosquito da dengue. Entretanto, ele destaca que só será possível saber se houve um aumento de mosquitos na próxima semana, quando os ovos já terão virado larvas.

“Essa chuva, nessa quantidade, os meteorologistas dizem que é anormal. Daqui a sete dias vamos ter a informação se houve aumento, porque quando chove as fêmeas irão fazer mais postura, pois essas condições são mais favoráveis, colocando os ovos em mais locais e mais mosquitos terão. Aumentou o ovo, aumentou o mosquito”, enfatiza.

O começo do ano tende a ser o período mais crítico, uma vez que o volume de chuvas se concentra nesses meses, dificultando o monitoramento das equipes da FMS. "Não temos condições de acompanhar todas as áreas devido ao volume de águas, como terrenos baldios com matos que acumulam água da chuva. Uma tampinha de garrafa é suficiente para a fêmea fazer a postura, então todo mundo deve redobrar a atenção nesta época que está chovendo. Os agentes vão de casa em casa, monitorando e pedindo aos moradores que não permitam juntar água”, completa Paulo Marques, diretor do Centro de Zoonoses. 

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