Consumidores veem preços de alimentos subirem e vendedores atribuem à entressafra no Piauí

Segundo permissionários da Nova Ceasa, o aumento não tem relação com a pandemia

12/08/2021 13:21h

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O aumento dos preços de alguns produtos como frutas e verduras vendidos na Nova Ceasa do Piauí, na Zona Sul de Teresina, não é consequência da pandemia da Covid-19. Segundo permissionários ouvidos pelo PortalODia.com nesta quinta-feira (12), a variação de preços acontece devido à safra, entressafras e ainda por causa de condições climáticas.

Fotos: Assis Fernandes/ODIA

O permissionário Reginaldo Bento, de 48 anos, explica que a entressafra é o período intermediário entre uma safra e outra. Segundo ele, esse é um dos principais fatores que afeta diretamente a oferta desses produtos.


“O aumento do preço não tem relação com a pandemia da Covid-19. O aumento do preço de verduras, frutas e legumes está ligado diretamente a questão da entressafra e safra. É aquele negócio da oferta e demanda. Quando está no tempo da safra de qualquer produto – vai ter muito – e preço vai pode ficar baixo. Na entressafra, por ter pouco produto à disposição, ele ficará caro apesar de muitas das vezes a procura ser a mesma”, disse.


Por outro lado, Reginaldo, que há 31 anos trabalha no local, revelou que a pandemia fez com que alguns clientes deixassem de comprar com medo de contrair o vírus.  


“Muitas pessoas perderam o emprego e outras ficaram em casa com medo de pegar o vírus mesmo a gente seguindo todos os protocolos. Isso aconteceu no início da pandemia, mas com a vacinação as pessoas estão mais encorajadas a sair de casa e isso é bom para todo mundo”, completa.


Foto: Assis Fernandes/ODIA

Desde de adolescente, Eduardo Vinicius, de 20 anos, tira da venda de frutas o sustento da família no local. Ele também comentou a alta no preço dos produtos.


“No mês passado, o quilo do limão estava custando R$ 2. Agora, está R$ 4 depois que diminuiu a safra. Assim como vários outros permissionários, eu comecei aqui na adolescência com influência de outras pessoas e, daqui, tiro meu sustento. A pandemia diminuiu um pouco o movimento, mas agora ele voltou a crescer”, resumiu.


Quem saiu feliz e de sacolas cheias foi a empresária Alceli Silva, de 33 anos, que informou que encontrou boas promoções no local. “Eu tenho um mercadinho e sempre fui de pesquisar bastante os preços, principalmente com essa onda de aumento que atingiu todos os setores. Os valores aqui são bem mais acessíveis, e por isso eu aproveito já que também tenho alguns fornecedores. Fiz a feira da semana”, disse.

Com investimento de mais de R$ 15 milhões, a Nova Ceasa comercializa frutas, verduras, legumes, folhosas e tubérculos. Atualmente, são 700 lojistas nos mais diferentes ramos que juntos geraram mais de 16 mil empregos. Segundo a direção, 35 mil toneladas de alimentos são comercializadas por mês e cerca de 15 mil pessoas passam pelo local diariamente.


“Além disso, temos projetos de expansão como a nova portaria além de melhorias nas antigas estruturas da Ceasa. Teremos ainda ampliação no mercado varejista com 62 novos espaços, melhoria na sinalização horizontal e vertical e ainda a criação de 200 vagas de estacionamento pensando em transformar a Nova Ceasa no maior centro de negócios do Piauí. Uma feira da fruticultura deve ocorrer no final do ano”, finaliza. 


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