Consultas do Ambulatório do HGV serão reagendadas por conta de paralisação

Consultas agendadas para os dias 3, 4 e 5 de julho no Ambulatório Integrado Dirceu Mendes Arcoverde (Prédio Azul) serão atendidos nos dias 25, 26 e 27 de julho.

03/07/2017 10:20h - Atualizado em 03/07/2017 10:31h

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A direção do Hospital Getúlio Vargas (HGV) informa que os pacientes que tiverem consultas agendadas para os dias 3, 4 e 5 de julho no Ambulatório Integrado Dirceu Mendes Arcoverde (Prédio Azul) serão atendidos nos dias 25, 26 e 27 de julho. A diretora do (HGV), Clara Leal,  assegura que nenhum paciente com consulta marcada, nesse período, ficará prejudicado.

Clara Leal destaca que a medida visa manter o atendimento à população em decorrência da paralisação dos médicos, que acontece nos dias 3,4 e 5 de julho.

Os médicos anunciaram uma paralisação entre os dias 4 e 6 de julho em represália ao corte de 10 dias dos salários dos médicos estaduais, que não estariam assinando o ponto eletrônico corretamente. Os atendimentos eletivos, consultas e procedimentos que estavam marcados para essa data serão cancelados e somente os serviços de urgência e emergência serão mantidos.

O Ambulatório Integrado Dirceu Mendes Arcoverde atende uma média de 500 usuários por dia. (Foto: Jaílson Soares/ Arquivo O Dia)
A diretora do Ambulatório dp HGV, Antônia Lima, informa que as consultas agendadas para o dia 3, foram remarcadas para o dia 25 de julho. As consultas do dia 4, para o dia 26 e, as do dia 5, para o dia 27 de julho. Ela explica que as pessoas não precisam comparecer ao Ambulatório para remarcar. “As consultas já foram reagendadas para não causar mais transtorno à população. Nesse caso, fomos avisados previamente da paralisação e encaminhamos ofício para a Secretaria Municipal de Saúde solicitando o reagendamento”, explica Antônia Lima.

Paralisação

De acordo com uma nota enviada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí, o desconto nos salários foi arbitrário e se configura um grave abuso de autoridade e de improbidade administrativa por parte do secretário de Administração, Franzé Silva e do secretário de Saúde, Florentino Neto. “Foram cortados exatos 10 dias de trabalho dos servidores, demonstrando claramente que se trata de uma medida subjetiva e persecutória”, diz o texto.

Para os profissionais a o trabalho médico deve ser comprovado através de metas, de acordo com uma portaria de 2011. A especificidades da função inviabilizariam a aplicação de ponto eletrônico, assim como ocorre com procuradores, defensores e promotores.

Em nota, o Governo do Estado informou que os cortes nos salários são referentes às faltas e aos atrasos registrados no ponto eletrônico, e que o monitoramento visa gerar maior assiduidade dos servidores. “O sistema está implantado em todas as pastas do Governo e é uma exigência para todos os servidores públicos”, diz o texto.

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Fonte: Da Redação

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