Com risco de alagamento, famílias encaixotam bens e monitoram nível do rio

Após casas serem invadidas pela água da chuva, alguns moradores têm deixado o local

06/04/2019 08:47h - Atualizado em 06/04/2019 09:56h

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Após o nível do Rio Poti atingir nove metros e 76 centímetros em decorrência das chuvas de ontem (5), segundo informações da Prefeitura de Teresina, famílias em diferentes zonas da Capital entram em alerta por conta do risco de alagamento. A comunidade do Projeto Mandacaru, localizado às margens do Rio Poti, na zona Leste de Teresina, estão apreensivas com o aumento do nível do rio. Após casas serem invadidas pela água da chuva, alguns  moradores têm deixado o local e, os que permanecem, já deixam bens encaixotados. 

“Estou sem trabalhar porque tem que ficar monitorando o nível da água. Desde quando começou a chover dessa forma, ninguém dorme aqui em casa direito”, diz Maria Alice da Silva, que mora na localidade há 20 anos e já colocou em caixas e sacolas parte dos itens da casa em que divide com o esposo, filhas e netos.

(Foto: Jailson Soares)

A moradora, assim como dezenas de outros, não tem para onde ir caso o risco de alagamento do local aumente. “Vamos ter que ir para o colégio, porque eu e todo mundo da minha família moramos aqui. É uma situação bem difícil”, comenta.

Para evitar inundações, está sendo instalado um gerador que manterá em funcionamento as três bombas que drenam a água do rio acumulada ao lado das moradias. Em caso de falta de energia, o mecanismo deverá continuar funcionando para minimizar o impacto do fluxo de água.

Encontro dos rios

No outro extremo da cidade, empreendedores do Parque Encontro dos Rios também sentem as consequências deixadas pela chuva. Luana Samara teve seu quiosque invadido pelas águas do rio desde a última quinta-feira. “Subiu muito rápido e resolvemos tirar as coisas de dentro para evitar mais prejuízos”, relata.

(Foto: Jailson Soares)

No local, o fluxo de pessoas tem aumentado por conta da curiosidade da população em acompanhar o nível avançado das águas do rio Poti e Parnaíba. 

Segundo Daniel Pereira, engenheiro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), essas pessoas foram removidas de suas residencias porque a Prefeitura de Teresina sabia que, com o aumento do nível do Rio Poti, essas áreas corriam risco de alagamento. "Elas estão abrigadas em locais seguros. Já está sendo feito todo trabalho de assistência", disse.

Segundo o engenheiro, o número oficial de famílias retiradas de seus domicílios só será divulgado no fim do dia, pois este processo continua ao longo deste sábado.





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Por: Glenda Uchôa

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