Com caso de raiva confirmado em Teresina, 2 mil animais são vacinados no bairro Aroeiras

A vacinação deve ocorrer até a próxima semana e cerca de 5.600 cães e gatos devem ser vacinados

05/10/2021 12:30h - Atualizado em 05/10/2021 12:56h

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Cerca de dois mil animais, entre cães e gatos, já foram vacinados contra a raiva canina no bairro Aroeiras, zona Leste de Teresina. A gerência do Centro de Zoonoses, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), está priorizando a vacinação dos animais da região, já que foi confirmado o caso de raiva que estava sendo investigado. Essa é a primeira ocorrência na capital após 27 anos sem nenhum registro da doença. 


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Segundo o diretor do Zoonoses, Paulo Marques, o monitoramento dos animais está sendo feito em um raio de 5km que deve ter, em torno, de 5.600 animais. "Estamos na segunda semana de vacinação e vamos continuar até terminar, que tem previsão para terminar no máximo até a próxima semana. Mas vamos continuar vigiando esta área para termos conhecimento se por ventura apareça outro cão ou gato com sintomas de raiva”, explica. 

Paulo Marques, diretor do Centro de Zoonoses de Teresina (Fotos: Assis Fernandes/ODIA)

Até o momento, nenhum outro animal apresentou sintomas ou comportamento que possa sugerir a presença de raiva. O diretor confirmou que o exame de Imunofluorescência direta, realizado em Teresina, teve resultado positivo, e que está aguardando a conclusão da Prova Biológica, cujo primeiro resultado já vale como positivo, que deve sair nos próximos dias. 

Além disso, o Ministério da Saúde aconselha que seja feito um terceiro exame para confirmação. Este foi enviado para o Instituto Pasteur, em São Paulo, e demora 21 dias para ser concluído. Também será realizado no Estado o exame de caracterização de variante, para detectar se o vírus que causou a raiva na cadela veio de origem de animais silvestres, como morcegos.

Entenda o caso

No início de setembro deste ano o Centro de Zoonoses recebeu uma solicitação para recolhimento de uma cadela que havia mordido uma mulher no bairro Aroeiras, zona Leste de Teresina. O cão vivia na rua e era alimentado diariamente pela idosa. 

A cadela foi levada ao Centro de Zoonoses para que o material fosse coletado, e, em seguida, o cão foi eutanasiado. Segundo o diretor do centro,  o protocolo do Ministério da Saúde recomenda que o animal permaneça em observação por 10 dias, para detectar se há manifestação e comportamento agressivo. 

“No caso dessa cadela não foi necessário aguardar os 10 dias porque as manifestações e comportamento já era sugestivo para a doença raiva. Ela já tinha a sustentação dos membros posteriores muito debilitados e quase não conseguia ficar em pé. Ela foi eutanasiada e foi coletado material para fazer os exames”, conta. 

A raiva

De acordo com o manual do Ministério da Saúde define cão raivoso como aquele que está agressivo e morde pessoas ou outros animais, sendo, assim, orientado a recolhê-lo.

A raiva é transmitida a seres humanos através da saliva, sangue e secreções dos animais. O animal contaminado tem reações como agressividades, depressão e medo. O animal morre após o quinto dia de sintomas. Já em humanos, a doença é 100% letal e atinge o sistema nervoso central e pode levar a óbito em poucos dias. 

Vacinação antirrábica não tem data para acontecer em Teresina

Teresina segue sem data prevista para iniciar a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos. A Zoonoses está aguardando o recebimentos de alguns materiais de insumo, como cartazes para divulgação das datas e postos de vacinação. “Nós temos o principal, vacina e seringa. Eles já estão conosco, mas estamos aguardando receber o material da divulgação”, conta Paulo Marques.

O diretor do Zoonoses reforça que a população não deve se preocupar com a imunização dos seus animais. Ele pontua que não há risco dos cães e gatos que foram vacinados ano passado contraírem raiva.

(Foto: Divulgação/PMT)

“Em setembro do ano passado ocorreu a vacinação, que tem validade estipulada de um ano. No entrando, não quer dizer que, quando completado um ano, acabou e os animais estão desprotegidos. As validades têm mais de um ano, mas antes que isso se prolongue e possa ocorrer um prejuízo, a gente já faz a nova vacina para que a produção de anticorpos continue o máximo possível. Então, não traz prejuízo o fato de ainda não ter acontecido”, enfatiza.

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