Chás e lambedores devem ser consumidos com moderação e orientação médica

Apesar de serem produtos naturais, a alta dosagem pode representar risco à saúde, além de ter contraindicações

04/07/2017 08:07h

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Quem nunca ficou doente e tomou um chá para aliviar a febre? Mas cuidado, o consumo de chás também deve ser feito de maneira moderada, segundo a nutricionista Layse Duarte, que destaca os riscos de consumir o líquido sem orientação de um profissional. 
Isso porque, de acordo com a especialista, os chás são tão perigosos quanto a ingestão de medicamentos. “A prescrição deve ser bem individualizada, em quantidade e indicação, porque a quantidade vai depender da frequência de consumo, das condições de saúde, como, por exemplo, ter problemas renais e hipertensão, e a faixa etária também influencia. Não é recomendado por exemplo indicar chás para crianças”, frisa a nutricionista. 

Antônio Ribeiro trabalha com a venda de lambedores e garante que os resultados são melhores que consumir medicamentos de farmácia (Foto: Moura Alves/ O Dia)

Os chás são excelentes diuréticos e hipoglicemiantes, contudo, podem causar efeitos colaterais. Apesar de ser um produto natural não está fora do risco devido à alta dosagem, por exemplo. 

Já os lambedores trazem em sua composição especiarias que tem um poder anti-inflamatório, antigripal, viral e bacteriano, além de possuir o mel, produto com finalidade terapêutica. De acordo com a nutricionista Layse Duarte, os lambedores devem ser consumidos em caso de real necessidade, como gripe ou virose. 
“Esses produtos costumam melhorar o sistema imunológico, trazendo benefícios, revigorando o organismo da pessoa, proporcionando ao corpo chance dele se recuperar sozinho. A restrição fica por conta dos diabéticos, que não podem consumir grandes quantidades de açúcar, principalmente frutose”, pontua. 
Antônio Ribeiro de Resende trabalha no Centro de Teresina vendendo produtos caseiros, como lambedores e pimentas. Ele conta que a procura por produtos naturais é grande, principalmente por pessoas que não gostam de usar medicamentos industrializados. 
Os mais procurados são feitos à base de mel, pequi, copaíba, sementes, cebola, e tem como finalidade amenizar tosse, rouquidão, dores, entre outros problemas. Há ainda os que são feitos com mistura de especiarias, como erva doce, canela, cravo, que serve para fazer chá para controlar a pressão, ou o de boldo, indicado para dores no estômago. 
“Os alimentos têm benefício e são melhores que comprar remédios de farmácia. Eu tomei a vida toda remédios caseiros e quase nunca ficava doente. Hoje em dia as pessoas só querem tomar comprimidos, o que não cura, apenas ameniza os sintomas”, conclui.
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Por: Isabela Lopes

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