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Cemitérios da capital tem intensa visitação neste feriado de finados

Em Teresina, cemitérios tem intensa visitação neste feriado de finados

02/11/2019 11:25h - Atualizado em 02/11/2019 12:00h

Muitos teresinenses aproveitam, desde as primeiras horas deste dia de finados (2) para prestar homenagens aos seus entes que partiram desta vida. É o caso do professor Marcelo Guerra, que depois de alguns anos sem visitar o túmulo de parentes, decidiu acompanhar a mãe, a senhora Lia Carvalho, neste sábado ao Cemitério São José, na zona Norte de Teresina. “Reviver a memória, lembrar a experiência e a felicidade de ter convivido com eles”, disse.

Ao lado da mãe, Marcelo celebra a memória de familiares que partiram (Foto: Jailson Soares/ODIA)

A professora Maria do Carmo também aproveitou a manhã de hoje para, com outros familiares, visitar os jazigos da mãe, da avó e de alguns amigos já falecidos e sepultados no Cemitério São Judas Tadeu, zona Leste da cidade. Ela revela que isso já é um costume da família. 

“A gente mantém a tradição de vir de pelo menos duas vezes por mês fazer uma visita, pois é uma forma de lembrarmos as pessoas que já se foram. Geralmente a combinamos para vir todos juntos nessas datas especiais”, explicou Maria do Carmo,

A ida ao cemitério, principalmente no dia de finados, é uma tradição para da família da professora Maria do Carmo ((Foto: Jailson Soares/ODIA)

Apesar disso, a professora comenta que, diferente de outras épocas, percebeu uma menor quantidade de visitantes em relação a outras épocas.  “Diminuiu um pouco em relação ao ano passado. Acredito que em virtude do clima muito quente fez com que as pessoas recuassem um pouco”, completou.

Apesar do intenso fluxo de pessoas em cemitérios da capital nesta manhã de finados, visitantes e comerciantes relatam a diminuição do público em relação a outros anos (Foto: Jailson Soares/ODIA)

Comércio

O reflexo da diminuição no número de visitantes é sentido por quem aproveita o dia de hoje para complementar a renda familiar com a comercialização de itens bastantes procurados na data, como velas e coroas de flores e velas, mas que tem lamentado a diminuição das vendas

É o caso de Raimundo Ferreira, que vende velas na entrada do Cemitério São José. Sua expectativa é conseguir recuperar todo o dinheiro investido no estoque e, ao final do dia, conseguir um lucro de pelo menos R$ 200, porém, a diminuição do número de visitantes tem afetado o seu negócio. “Esse ano está mais fraco, ano passado foi melhor. As vendas estão mais ou menos, mas acredito que quando chegar a tarde eu consiga vender tudo”, avaliou.

Apesar do baixo movimento de clientes, Raimundo Ferreira mantém a esperança em conseguir vender todo estoque de velas neste feriado (Foto: Jailson Soares/ODIA)

Já Roberta Silva, que confecciona e comercializa coroas de flores artificiais com a ajuda do marido e dos filhos, esperava apurar, em dois dias, cerca de mil reais, no entanto, o baixo número de visitantes ao Cemitério São Judas Tadeu frustrou seus planos. “Está muito fraco”, reiterou. 

A ambulante lamenta a diminuição das vendas, que segundo ela, acompanhou a queda do número de visitantes este ano (Foto: Jailson Soares/ODIA)

O administrador do cemitério, Gilson Rezende, no entanto, acredita que o fluxo de visitas é similar ao de anos anteriores. “Teremos entre 12 e 15 mil pessoas passando por aqui hoje [...] Na realidade aumentou o número de ambulantes, com isso as vendas diminuem”, ressaltou. 

Por: Breno Cavalcante

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