Casas abandonadas no Monte Castelo acumulam lixo e são foco de doenças

Moradores vizinhos reclamam que locais estão cheios de mato, além de servirem constantemente de abrigo para usuários de drogas

15/06/2017 09:12h

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Pelo menos seis casas abandonadas no bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina, incomodam os moradores que moram nas proximidades. Eles reclamam que as localidades estão cheias de lixo e com muito mato. Além disso, também denunciam que muitas delas são utilizadas por usuários de drogas e, por serem abandonadas, é local de proliferação de animais como ratos e gatos.

 Na Rua Major Osmar Felix, do conjunto Ipase, no Monte Castelo, a situação é agravante, a casa abandonada está tomada por matos, com muro quebrado e muito lixo. O morador Isaque Bezerra diz que esse problema de abandono é recorrente no bairro e favorece muitos riscos à população. “A gente cansa de ver desconhecidos saindo dessa casa à noite. Nem sentamos mais na porta por causa disso. Além disso, o povo joga lixo e vai acumulando um monte de bicho, como aranha”, explica. 

O problema também é crítico na Rua Maria de Lourdes Redo Monteiro. O idoso Edilberto Soares é vizinho da residência e diz que a casa serve de abrigo para mendigos, além de intensificar a proliferação de animais abandonados. O morador enfatiza que muito lixo é depositado no local, o que favorece o aparecimento de mosquitos da dengue.

 “Os gatos ficam no nosso telhado toda hora, urinam em cima das crianças, a gente não consegue nem dormir direito. E isso acontece porque ficam essas casas abandonadas, onde eles se aglomeram e se reproduzem. Essas casas incentivam até a violência, porque os usuários veem no local a possibilidade de se drogarem escondido e de se esconder”, lamenta o idoso. 

A moradora Fátima Martins mora na Rua Governador Corilano Carvalho, ao lado de outra casa abandonada e pede que a prefeitura multe o proprietário do terreno, porque o lixo abandonado traz danos à saúde da vizinhança. “É difícil por conta de usuários de drogas, insetos, questão de dengue, muitos ratos e outros bichos trazendo doença. Aqui o pessoal todo ano tem algum caso de dengue. A prefeitura deve multar, porque só assim o dono vai limpar isso aí”, reclama ela. 

A situação se repete em outras três ruas da região, na Rua Esperantina, onde os próprios vizinhos é quem limpam o excesso de lixo, para evitar prejuízos a ele; na Rua Professor Benedito Lemo, onde o mato está alto e a casa serve de moradia para animais; e na Rua Tenente Dota de Oliveira, que já foi até invadida por moradores de rua. 

Os proprietários de terrenos ou casas abandonadas que não fazem a limpeza com frequência podem ser multados no valor de R$ 300,00 a R$ 3.000,00, dependendo da extensão do território. A Superintendência de Desenvolvimento anuncia que os donos dos terrenos serão acionados e alertados do problema, se dentro do prazo dado pela superintendência eles não resolverem, serão multados.

 O gerente de fiscalização, Rogério Rodrigues, afirma, porém, que a maior dificuldade é identificar quem são os proprietários, pois muitos terrenos não são registrados. Mas garante que vai procurar no sistema e notificá-los. “A gente procura no sistema quem é o proprietário e dá o prazo de limpeza, que é de 15 dias. Para murar e edificar o terreno, o prazo dado é de 60 dias. Se não cumprirem, serão murados. A grande dificuldade é identificar o dono da casa”, explica.

 Segundo ele, uma equipe de fiscalização será enviada a cada uma das ruas para averiguar a situação. Depois os proprietários serão notificados e se encontrarem foco de dengue, ainda a Fundação Municipal de Saúde será acionada para fazer a limpeza.

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Fonte: Jornal O Dia
Edição: Yuri Ribeiro
Por: Karoll Oliveira

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