Cansados de esperar pelo poder público, moradores se unem para reformar ginásio

O Pato Preto, no Mocambinho, precisa de cobertura, banheiros, vestiários e iluminação elétrica

20/10/2021 12:32h

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Falta de limpeza, má conservação e insegurança. É esta a situação com a qual os moradores do bairro Mocambinho, que utilizam o Ginásio Poliesportivo Pato Preto, na Quadra C-4, convivem. Desde 2020, o local se encontra sem cobertura completa, pois parte do teto foi arrancada durante uma ventania. Os times de futsal que treinam no espaço já ficaram semanas sem poder utilizar a quadra por causa da falta de estrutura.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Cansada de esperar algum retorno do poder público, a própria comunidade se reuniu para comprar o material e instalar novamente o teto que cobre o Ginásio Pato Preto. A reforma, no entanto, não pode ser concluída por causa das limitações financeiras dos moradores e ainda há uma parte do local sem cobertura.

O teto, no entanto, não é o único problema que precisa ser resolvido no local: a quadra precisa de pintura, readequação no piso, construção de vestiário apropriado e até mesmo de bebedouros, banheiros e uma porta de entrada que garanta a segurança de quem usa o espaço. É o que comenta o estudante e jogador de futsal, Pedro Lucas Oliveira, de 20 anos.

“A situação era muito precária e ainda está precária. O teto tinha desabado com o vento e a quadra está precisando de algumas reformas. O pessoal da Prefeitura até veio aqui, mas não resolveram nada, acho que tinha um projeto, eles começaram, mas nunca mais voltaram. Como a gente precisa de um local para treinar, a gente mesmo está começando a fazer a reforma e indo atrás de começar um projeto novo”, explicou Pedro Lucas.


Pedro Lucas Oliveira usa o ginásio Pato Preto como local de treinamento - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Ele faz parte de um time de futsal cuja maioria dos jogadores mora na região do bairro Mocambinho e utiliza o Ginásio Poliesportivo Pato Preto como centro de treinamento. Até para a prática do esporte, o espaço não conta com a estrutura básica. “As traves estão enferrujadas e sem rede, não tem marcação no chão e nem iluminação. Quando começa a escurecer, não tem como a gente treinar e é até perigoso”, afirmou Pedro.

Outro lado

O PortalODIA.com buscou a Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas Norte (Saad-Norte) para comentar a situação e dar uma resposta às queixas apresentadas. A superintendente executiva do órgão, Luana Barradas, explicou que a obra da praça e do ginásio do Pato Preto se iniciou na gestão passada, do ex-prefeito Firmino Filho, e que, com a atual gestão, houve um desmembramento da antiga SDU-Centro/Norte que culminou na retomada de todo o processo burocrático que agora está sendo concluído.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Nessa segunda-feira (18), retomamos todos os serviços que contemplam a parte da praça, reforma do piso, reforma da quadra de areia, construção da academia popular assim como no ginásio, onde vamos ter revitalização da cobertura, revitalização do piso, da parte elétrica, construção de um vestiário completo entre outros serviços”, elencou Luana.

A reforma inteira foi orçada em R$ 403.006,27. A previsão é que a obra da praça e do Ginásio Poliesportivo Pato Preto sejam entregues em março de 2022.

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