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Cágados são encontrados em córrego poluído em Teresina

De acordo com os moradores, essa não é a primeira vez que a cena é vista. Eles explicam também que os animais se alimentam com restos de comida despejada no local

30/08/2019 15:18h - Atualizado em 01/09/2019 17:11h

Fotos: Marcelo Cavalcante/O DIA

Uma cena curiosa foi registrada na tarde desta sexta-feira (30). Se trata de dezenas de cágados, animais conhecidos como “tartarugas de água doce”, que estão vivendo em um córrego poluído localizado em uma área de preservação ambiental próximo ao Parque Lagoas do Norte, em Teresina.

Imagens registrada pelo O Dia mostram os animais flutuando em meio ao lixo no córrego situado na Rua Presidente Lincoln, próximo ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS 03) inaugurado na manhã de hoje.

De acordo com os moradores, essa não é a primeira vez que a cena é vista. Eles explicam também que os animais se alimentam com restos de comida despejada no local.

Além da morte natural dos animais, todos os anos centenas de cágados de barbicha, espécie comum presente nas lagoas e no entorno do Parque Lagoas do Norte são mortos por atropelamento da região. Os quelônios também sofrem na mão de pescadores que utilizam a carne do animal para pesca. O poder público colocou placas de sinalização que alertam sobre a presença dos animais na pista. Há uma tentativa de conscientização da comunidade, por meio do Programa Lagoa do Norte, para a conservação da fauna local. 

A Secretaria do Meio Ambiente (Seman) informou ao Portal O Dia que Programa Lagoa do Norte desenvolve um trabalho voltado para o cuidado e proteção dos animais da região e que existe um Núcleo de Educação Ambiental que atua em parceira com Instituto Socioambiental Cágado de Barbicha.

Ainda segundo o órgão, a próxima etapa do Lagoas do Norte pretende fazer a estruturação de um túnel para que os animais atravessem as vias na tentativa de  conter os ricos de atropelamento.

O Portal O Dia tentou contato com responsáveis do Programa Lagoa do Norte para posicionamentos em relação aos animais na área de risco, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Por: Jorge Wesley e Viviane Menegazzo

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