Aumentos sucessivos na conta de luz pesam no bolso do brasileiro; veja dicas de economia

Aneel criou nova bandeira tarifária e a taxa extra da conta de luz vai para R$ 14,20. Valor preocupa principalmente comerciantes que depender da energia elétrica para ter seu sustento.

01/09/2021 12:42h - Atualizado em 01/09/2021 13:40h

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Nesta terça-feira (30), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária com uma taxa extra na conta de luz no valor de R$ 14,20. O que justificou mais este aumento na tarifa de energia foi a gravidade da crise hídrica pela qual o Brasil vem passando e as dificuldades e altos custos para a geração de energia elétrica. A partir de hoje (01), o brasileiro vai pagar R$ 14,20 pelo consumo de 100 kWh até o dia 30 de abril de 2022.


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Com os aumentos sucessivos na conta de energia quem mais sofre é o consumidor final, que se vê seu orçamento cada vez mais apertado para pagar por serviços básicos. E para quem depende da energia elétrica para ter seu sustento, a situação fica ainda mais difícil. A bandeira vermelha na conta de luz preocupa os pequenos comerciantes e empresários de Teresina, sobretudo neste período de B-R-O-Bró em que o uso de eletros como ventilador e ar condicionado se torna indispensável por conta do calor.

O empresário Diogo da Silva Santos, que possui um bar e um restaurante no bairro Ininga, conta que a saída encontrada para economizar na conta de luz é desligar durante a noite equipamentos que não terão impacto na qualidade do produto como a geladeira da água e dos refrigerantes. “Tiramos os aparelhos das tomadas, usamos bastante a iluminação natural para evitar ligar as luzes durante o dia e desligamos o ar condicionado quando a movimentação de clientes diminui, deixamos só o ventilador”, explicou.


Diogo Santos é dono de um restaurante e um bar - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Essa rotatividade no uso das geladeiras é a mesma que o comerciante Francisco Mendes também aplica em seu estabelecimento. Dono de um mercadinho próximo à UFPI, ele conta que, no final do mês, tudo pesa no orçamento, mas que a luz tem sido um fator preocupante. “À noite um dia ou outro quando a gente fecha, desliga um freezer de bebida aqui e outro acolá para poder amenizar. O que eu vejo é que para o comerciante não devia subir tanto, porque não temos só a energia pra pagar”, diz o comerciante.


Francisco Mendes comenta o peso que a conta de energia tem no final do mês - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Mas mesmo com toda a economia, os empresários dizem que boa parte do apurado no mês acaba sendo destinado para a conta de energia. Em média, Diogo Santos paga de R$ 450,00 a R$ 500,00 por mês de luz em seu restaurante. “E essa conta só aumenta. Diferente do governo, que aumenta o preço e coloca para a gente pagar, nós enquanto comerciantes, não podemos colocar essa carga para o cliente porque tem hora que ele mesmo não aceita e deixa de consumir nosso produto. Se ele não consumir o que a gente vende, como vamos sobreviver?”, finaliza Diogo.

Entenda a conta de luz que você paga

Quando o cliente recebe sua conta de luz, o que ele paga não é só o equivalente ao seu consumo, mas também os custos e tributos incidentes sobre a produção de energia. No valor final consta também a taxa de iluminação pública, a taxa de disponibilidade de energia, que nesta época do ano está maior por conta do momento de escassez hídrica pelo qual o Brasil passa.

Além disso, incide também na conta a bandeira, que pode ser verde, amarela ou vermelha, dependendo do custo da produção. O valor da bandeira é decretado pela Aneel conforme a disponibilidade de matéria prima e recursos para a geração de energia elétrica no país. Em momentos de escassez, essa bandeira fica mais cara.

Consumidor deve conhecer os eletrodomésticos que tem em casa

Com os aumentos sucessivos na conta de energia a principal pergunta que os brasileiros em geral têm se feito é: o que fazer para economizar e não deixar boa parte dos ganhos mensais nos boletos de luz? Uma das primeiras dicas que devem ser postas em prática nesta situação é conhecer os eletroeletrônicos que se possui em casa porque só assim será possível adequar a rotina a novos hábitos de uso que não sobrecarreguem o consumo.

Quem explica o engenheiro eletricista Raionne Furtado. Ele diz que o consumidor deve preferir eletrodomésticos classe A, que consomem menos, e, de preferência, evitar usar muito aqueles que usam resistência em seus componentes e esquentam. “Eletros que esquentam como fornos elétricos, panelas elétricas e ferro de passar demandam muito consumo de energia. Se puder evitar o uso deles já vai ter uma grande diminuição. Quem conseguir trocar equipamentos antigos também pode reduzir a conta. É que os aparelhos antigos têm classe de consumo muito elevada. Prefira equipamentos classe A e ar condicionado inverter”, explica.


O engenheiro eletricista Raionne Furtado dá dicas de economia de energia - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Uma revisão na fiação elétrica da casa também ajuda bastante a encontrar eventuais falhas que ocasionam fuga de energia e acabam fazendo com que o consumidor pague por uma energia que ele sequer está usando.

Além destas, outras dicas que Raionne dá diz respeito à mudança de hábitos em casa. São pequenas atitudes que podem ajudar na redução do consumo e da conta tais como: diminuir a quantidade de vezes de uso da máquina de lavar durante a semana; não deixar a luz acesa em aposentos onde ninguém da casa fica; deixar água gelada fora da  geladeira para evitar abrir e fechá-la toda hora; evitar o uso de panelas elétricas, chuveiro elétrico e ferro de passar.

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