Atraso de obras do Mercado Central atrapalham comércio de permissionários

A previsão é que o projeto de revitalização do prédio seja concluído até o aniversário de Teresina

03/06/2017 10:34h

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Desde 2013 o Mercado Central São José, localizado no Centro de Teresina, também conhecido como Mercado Velho, passa por reforma para revitalização com objetivo de restaurar a arquitetura do prédio. O projeto se estende até os dias de hoje e a previsão é que seja concluída no aniversário da cidade, no dia 16 de agosto. Até lá, a obra segue gerando reclamações de comerciantes permissionários do local.

De acordo com Jeferson Oliveira, engenheiro fiscal da Sdu/Norte, a reforma está em fase de conclusão, com cerca de 90% fnalizado. O engenheiro enfatiza que faltam acabamentos na pintura do prédio, no telhado, parte de instalação elétrica e também no piso.

No local, já foram feitas as intervenções na nova cobertura, a fação elétrica, a parte hidráulica, mudança de piso e também foi recuperada a estrutura original das paredes do prédio. Jeferson explica que a reforma também visa adaptar o prédio do Mercado Central por conta da acessibilidade e esse é um dos principais motivos da revitalização do local.

“O projeto é uma requalifcação que visa resgatar arquitetura histórica do prédio. E também adaptar para as funcionalidades exigidas hoje como acessibilidade, novos banheiros adaptados, rampas e plataformas elevatórias e corrimão, tudo isso está sendo incluso”, informa.

Descontentamento

Por outro lado, a realidade dos permissionários que precisaram ser realocados é outra.Eles foram transferidos para boxes próximos a Praça da Bandeira e reclamam do descaso a que estão sujeitos, principalmente pela incidência de assaltos e por não estarem protegidos de chuva. 

A permissionária Helena de Oliveira relata que há dois anos e seis meses está locada em um box provisório, suscetível aos males da violência e prejuízos nas vendas. Mesmo estando do lado de fora do Mercado, os permissionários permanecem pagando a taxa para o box, que custa R$ 60 reais.

“A gente viver em 1,5m x 1,5m, o freguês pegar o produto da banca errada, a chuva molha as coisas, é o que precisamos passar estando aqui. E ainda ameaçados de não ter o box se não pagar a taxa do Mercado”, lamenta. Além disso, ela reclama da falta de funcionamento da obra, em que poucos funcionários trabalham no local.

 “Essa obra era ser concluída em um ano e meio, mas não vai pra frente. Depois mudaram para agosto do ano passado e agora está para agosto desse ano. Se for acabada mesmo, é por causa das eleições do próximo ano”, fala.

 Da mesma forma, a comerciante Maria Desterro reclama da falta de movimentação no comércio. A permissionária há mais de vinte anos aponta que os prejuízos são principalmente pela desvalorização do produto pelos clientes resultando em baixas vendas e também problemas com assaltos na região, em que ladrões levam a mercadoria que fica exposta em frente aos comércios. “Disseram que iam colocar a gente em um lugar bom, mas olha onde que a gente está há quase três anos. Roubo toda hora e a gente não vende nada, mas não tem outro lugar para ganhar nosso dinheiro”, conta.

A obra, com orçamento de R$ 3 milhões, permaneceu parada por cerca de um ano. É o que conta o engenheiro da obra Jeferson Oliveira, que explica que o adiamento ocorreu devido a atraso de repasses financeiros do Governo Federal, responsável por R$ 975 mil da reforma. Além disso, ele fala que outro fator contribuinte para o atraso da obra foi a demora na mudança dos permissionários.

“A obra depende de vários fatores, inclusive financeiros. Há chances de atrasar novamente, mas estamos com 90% concluído. Atrasos por conta de repasses financeiros do governo federal foram um deles, mas também teve resistência dos permissionários que não queriam sair do local para os abrigos provisórios”, conclui.

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Fonte: Jornal O dia
Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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