Atrasadas, obras de viaduto seguem gerando transtornos

Tapumes tomam parte das vias, tirando visibilidade de motoristas e tomando espaço de pedestres

29/06/2017 08:25h - Atualizado em 29/06/2017 08:33h

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Passar pelo Balão da Avenida Miguel Rosa entre as oito e nove horas da manhã ou no finalzinho da tarde tem se tornado sinônimo de transtorno para motoristas e pedestres. Isso por conta dos tapumes que isolam as obras de construção do viaduto, e que já estão tomando parte da pista, afetando, inclusive, a visibilidade de quem precisa transitar pelo local. 

Soma-se à falta de espaço, a precarização da sinalização, o que contribui para a ocorrência de acidentes, que podem ir desde um engavetamento até o atropelamento de pedestres. Estes últimos se veem obrigados a dividir o pouco espaço que resta na avenida com motocicletas, carros e ônibus. As reclamações são constantes e abrangem ainda questões como a pouca iluminação à noite e a própria demora na conclusão da obra em si. 

Trânsito lento no entorno da obra causa longos engarrafamentos diariamente (Foto: Moura Alves/ O Dia)
É o que destaca o assistente técnico Felipe Melo, que passa constantemente pelo local. Ele afirma que no final do dia, a região do viaduto da Miguel Rosa fica ainda mais perigosa para os pedestres. Segundo ele, são dois riscos: os tapumes, que tomam parte da avenida e deixam as pessoas sem nenhum espaço para sair do meio dos carros; e a falta de iluminação, que potencializa a ocorrência de assaltos. 

“No horário de pico é um transtorno muito grande, porque só funciona uma faixa e o engarrafamento é enorme, sem falar no posicionamento dos sinais e nas pessoas que não respeitam e passam direto”, diz. 

O assistente técnico espera que a obra, que já se arrasta há três anos, finalize o mais rápido possível, embora admita ainda não entender exatamente quais serão os benefícios dela para o trânsito no balão da Miguel Rosa. “A montagem do canteiro é que está trazendo problemas, mas se a sinalização for melhorar nossa vida, o ideal é que a construção finalize o mais rápido possível”, finaliza. 

Outro que menciona os transtornos causados pela construção do viaduto é Luís Alison da Silva, que trabalha como entregador e passa pelo local diariamente. Da mesma forma, ele fala que batidas e congestionamentos próximos ao canteiro de obras são algo comum e que o fato de os tapumes ocuparem boa parte da via deixa os pedestres sem lugar para ficar, tendo que entrar em confronto com os carros para poder atravessar a avenida. 

“Ninguém respeita a faixa, os pedestres correm muito risco de serem atropelados e a obra deixa o trânsito mais lento ainda porque tira a visibilidade dos motoristas, o que aumenta bastante a chance de acidente”, diz. Para evitar esses acidentes, Luís conta que tem que sair desviando dos carros e redobra a atenção no trânsito. Sobre a obra em si, o entregador acredita que ela já se arrasta há mais tempo do que deveria, mas que nos últimos meses pareceu que evoluiu um pouco mais. 

A obra 

De acordo com o planejamento do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), o viaduto vai interligar a Avenida Miguel Rosa à BR-316, no sentido de Picos, por exemplo. Quem segue pela Miguel Rosa não precisará mais fazer a rótula em direção à rodovia e poderá pegar direto a estrada. A construção se dá em três etapas. A primeira já está em estado adiantado e deve ser entregue até om fim de setembro, é o que afirma Severo Eulálio, diretor de engenharia do DER. 

A previsão é que a primeira parte da obra seja entregue até o mês de setembro (Foto: Moura Alves/ O Dia)
A segunda etapa consistirá na construção de uma trincheira para interligar a Tabuleta, Rodoviária e a região do Grande Dirceu. Esta fase se dará com a escavação no solo e os carros poderão passar em linha reta, fazendo uma espécie de mergulho abaixo do nível natural do asfalto. A previsão para a conclusão desta etapa é junho do ano que vem. 

A última e terceira etapa será a construção de estruturas de concreto na rótula que já existe hoje, para os motoristas que farão a conversão. Mas para quem for em linha reta, poderá pegar a trincheira, e quem seguir em direção ao Porto Alegre, por exemplo, poderá pegar a parte de cima do viaduto. 

A obra do viaduto foi iniciada em 2014, mas os recursos só contemplaram a construção do elevado, estimado em R$ 12 milhões. Foi realizada uma licitação e o consórcio vencedor teve difculdades em conduzir a obra. O DER teve, então, que rescindir o contrato e a segunda empresa que assumiu a obra vem conduzindo os trabalhos regularmente. A previsão é que em setembro seja entregue o viaduto que interligará a BR- 316. 

Além disso, Severo Eulálio pontua que, com as obras, será dissolvido cerca de 50% do congestionamento do trânsito no local e o objetivo é com a conclusão total da construção, todos os transtornos naquela região da Avenida Miguel Rosa tenham um fim.

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Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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