90% dos tumores de pulmão estão relacionados ao tabagismo, diz oncologista

O tabagismo também está relacionado aos cânceres de colo do útero, bexiga, fígado, esôfago, boca, laringe, colo e reto.

30/05/2017 08:57h

Compartilhar no
Em 31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco e, para marcar a data, o Jornal O DIA traz esta semana uma série de reportagens sobre o tema, destacando os prejuízos que o fumo causa no corpo humano, assim como os tratamentos oferecidos através da rede pública de saúde. O tema da campanha deste ano, coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. 
Além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos originários do tabaco geram importantes impactos socioambientais pouco conhecidos pela população. Um exemplo é o uso de lenha para aquecer as estufas que secam as folhas de tabaco que serão utilizadas na fabricação de cigarros - o que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempos de severas mudanças climáticas. 

Tabaco traz prejuízos não só à saúde, mais ao meio ambiente (Foto: Folhapress)
Segundo o oncologista Danilo Fonseca, 90% dos tumores de pulmão têm relação com o tabagismo. Contudo, ele lembra que há cânceres que a população desconhece que também têm relação com o tabagismo, como o de colo do útero, bexiga, câncer de fígado, esôfago, boca, laringe, colo e reto. 

“O tabagismo tem mais de 4.700 substâncias tóxicas, dessas pelo menos 40 são consideradas cancerígenas, ou seja, substâncias que comprovadamente, quando entram no corpo do indivíduo, podem aumentar o risco de desenvolver câncer”, cita. 
O oncologista destaca que o tabagismo passivo traz um menor risco em relação ao tabagismo ativo, mas também é um fator de risco, sobretudo para a população que está exposta de forma prolongada a ambientes fechados. Essa incidência propicia a manifestação de diversas doenças, como infarto agudo de miocárdio, AVC e os diversos tipos de câncer. 
“Não só o cigarro é fator de risco para as doenças relacionadas ao tabagismo, mas mascá-lo ou aspirá-lo, o chamado rapé, além de cigarros de palha, charuto, todos estão relacionados à incidência de doenças, assim como à impotência sexual e circulação”, pontua. 
Segundo o especialista, a incidência de câncer causado pelo tabaco no Brasil não é tão alta quanto em outros países, porém, é significativa. 20% dos homens são tabagistas correntes, enquanto as mulheres representam 13%. “Precisamos diminuir isso, porque o tabagismo é o principal fator de risco evitável para diminuir doenças relacionadas ao câncer e outras doenças. De 20% a 30% dos tumores estão relacionados ao tabagismo”, destaca Danilo Fonseca.
Compartilhar no
Por: Isabela Lopes

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário