10 anos do Contra o Aumento: veja fotos do maior protesto do transporte de Teresina

Em 2011, os estudantes foram às ruas de Teresina protestar contra o reajuste da passagem em 0,20. Hoje, as crises no setor continuam.

03/09/2021 11:31h - Atualizado em 03/09/2021 11:59h

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“Estudantes seguiram em marcha até a Prefeitura”. “Após confronto, estudantes continuam passeata pelas ruas do Centro”. “Estudantes protestam contra aumento da passagem em Teresina”. “Após protestos, prefeito Elmano Férrer suspende aumento da passagem de ônibus”. 

As manchetes se tornaram históricas assim como aquilo que elas retratavam. Durante cinco dias, ao final de agosto e começo de setembro de 2011, os estudantes foram às ruas de Teresina protestar contra o aumento da passagem de ônibus da capital de R$ 1,90 para R$ 2,10. A manifestação resultou em confrontos com as forças policiais, mas também registros de um momento singular na história da cidade que ganhou repercussão Brasil a fora. 

Relembre as imagens do Contra o Aumento Teresina 2011: 


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Elias Fontinele/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Doares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Jailson Soares/O Dia


Foto: Elias Fontinele/O Dia

10 anos depois, a crise é por outro motivo

Se em 2011, os teresinenses protestavam contra o aumento de vinte centavos na passagem de ônibus, em 2021, as reclamações continuam, mas não mais por conta do valor da tarifa, mas sim pela falta de transporte na capital. Hoje o valor pago pela tarifa inteira é quase o dobro do reajuste que a Prefeitura tentou implantar há 10 anos e ele não foi o único que cresceu. O tempo de espera nas paradas também aumentou e os teresinenses vivem diariamente a incerteza de ir e vir dentro da cidade.

Na tentativa de dar uma solução para a crise do transporte, a Câmara Municipal instaurou uma CPI. Chama a atenção o fato de que dois de seus membros terem participado ativamente dos protestos Contra o Aumento de 2011 como representantes de entidades estudantis: o relator da Comissão, vereador Enzo Samuel, que na época era estudante de Direito e integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPI; e o vereador Deolindo Moura, que era líder da Legião de Vanguarda da Juventude. Ambos estiveram na linha de frente manifestando pela redução do preço da passagem de ônibus da capital e, 10 anos depois, atuam diretamente no Legislativo Municipal e na mesma questão.


Deolindo Moura à época do Contra o Aumento - Foto: Reprodução/Youtube

Em entrevistas anteriores concedidas ao Sistema O Dia de Comunicação, Enzo Samuel se referiu sobre a situação do transporte de Teresina como “cabo de guerra” entre o poder público e a iniciativa privada e frisou que a população não está interessada nos conflitos destes agentes e sim em ter uma solução para seu problema. 


Enzo Samuel chegou a ser preso durante os protestos do Contra o Aumento quando era estudante - Foto: Reprodução/Youtube

“As pessoas querem um transporte de qualidade em horário certo, ônibus climatizado, uma integração funcionando. O transporte vai continuar do mesmo jeito? Através da CPI, estamos apresentando uma solução alternativa”, afirmou o vereador.

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