“O trabalho informal acaba não sendo uma questão de escolha”, diz advogado

Especialista destaca que onda de desemprego por conta da crise contribui para o crescente número de trabalhadores informais

23/06/2017 07:58h

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Dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontam que em maio deste ano 4.801 trabalhadores piauienses foram demitidos, desses, 4.708 foram dispensados sem justa causa. No mesmo período de 2016, dos 6.376 demitidos, 6.262 foram dispensados sem justa causa. 
Segundo André Saraiva devido à onda de desemprego que tem atingido o Brasil, inclusive com o fechamento de grandes empresas, a quantidade de desempregados tem crescido. Sem emprego, essas pessoas acabam buscando alternativas de sustentar suas famílias, consequentemente aumentando o número de trabalhadores informais. 

Sem opção, trabalhadores recorrem a atividades alternativa (Foto: Moura Alves/ O Dia)

“O trabalho informal acaba não sendo uma questão de escolha, mas sim falta de opção. Muitas pessoas estão investindo em venda de cosméticos ou produtos de beleza como fonte de renda, vendas alternativas, que é considerado um trabalho informal”, explica. 

O advogado trabalhista ainda pontua que, quem trabalha de maneira informal, geralmente, não contribui com a Previdência Social. Nesses casos, como não há o pagamento desses benefícios, o trabalhador não tem como reaver seus direitos, vez que são adquiridos por quem segue legalmente a consolidação das leis trabalhistas. 
“O ideal é que cada trabalhador se planeje e faça o pagamento da sua Previdência Privada, justamente por conta das reformas que estão acontecendo. Ou ainda criar seu PIS (Programa de Integração Social) através da carteira de trabalho, onde o trabalhador pode contribuir e garantir seus direitos previdenciários mesmo sem ser contratado, seja autônomo, trabalhador informal ou liberal”, ressalta André Saraiva.
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Por: Isabela Lopes

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