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'Future-se' deve viabilizar Parque Tecnológico do Piauí, diz professor

A proposta, lançada recentemente pelo Ministério de Educação (MEC), abre discussões para integração público e privado.

14/08/2019 16:01h

Lançado recentemente pelo Ministério da Educação, o “Future-se” sugere uma nova forma de financiamento do ensino público através de parceria entre a União, as universidades e as organizações sociais, entidades privadas que recebem recursos do Estado para prestar serviço de interesse público. 

Por direcionar o olhar para a integração público e privado, muitas especulações surgiram. Contudo, o professor de direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Samuel Nascimento, especialista em direito econômico, ressalta que a discussão é bem-vinda, por trazer à tona projetos que caíram no esquecimento do estado e da sociedade, como o Parque Científico Tecnológico (PCT) do Piauí, em análise desde 2017.

Com o parque, a proposta é agilizar o processo de aplicabilidade dos resultados das pesquisas universitárias em benefício da população, de forma a transformar a realidade pela socialização do conhecimento, bem como investir no empreendedorismo e inovação. Para isso, a ideia é contar com a cooperação do Governo, academia/centros de pesquisa e empresas, integração também idealizada pelo Future-se, porém aplicada de forma diferente, como explica Samuel Nascimento.

Programa 'Future-se', do Ministério da Educação, propõe maior autonomia financeira para universidades e institutos federais (Foto: Luis Fortes / MEC)

“O Future-se aumenta a abertura para a participação das empresas dentro dos projetos universitários com a justificativa de trazer planos de inovação, porém as universidades já dispõem disso, só que a sociedade não tem conhecimento. A proposta, do jeito que está, não nos traz benefícios, mas a integração empresas e universidades pode ser boa sim, se aplicada da forma correta e colocando em pauta o que realmente está em questão e precisa ser repensado, como o nosso parque tecnológico e outros projetos já existentes”, ressalta o professor.

Segundo ele, as pessoas precisam discutir e ter conhecimento sobre isso, porque a proposta do Future-se ainda não foi finalizada. Ela está aberta para sugestões dos cidadãos até a próxima quinta-feira (15). Basta se cadastrar na consulta pública e fazer comentários sobre a ideia apresentada. “Não há ainda conhecimento detalhado sobre os termos que serão impostos para as universidades. Mas podemos nos posicionar, levantar o que realmente seria interessante e fazê-lo ficar bom”, diz.

O superintendente da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação da UFPI, Lívio César, enfatiza a importância da sociedade compreender a Pesquisa das universidades como uma aliada que sempre gerou muitos benefícios. “Historicamente as inovações aconteceram de dentro das universidades e centros de pesquisa. Tudo de tecnológico surgiu a partir de pesquisas e o cidadão comum não associa que a geladeira ou computador, por exemplo, foram frutos disso. Então, é necessário um esforço bilateral, tanto da sociedade em conhecer o que acontece na universidade como vice-versa”, frisa. 

O superintendente também ressalta a importância do Governo investir na pesquisa e inovação. Segundo ele, as tecnologias só vão avançar com o primeiro passo do Estado. “Nenhuma empresa vai bancar as pesquisas de base da universidade. O governo inicia a pesquisa, dependendo dos rumos que ela levar, a iniciativa privada assume para que chegue ao mercado. Mas se não tiver apoio do Estado, as empresas não vão desenvolver uma pesquisa embrionária”, afirma.


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