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Notícias Tecnologia

02 de maio de 2018

IA que diagnostica parada cardíaca fora de hospitais será testada na Europa

A Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa

Uma startup dinamarquesa chamada Corti desenvolveu uma inteligência artificial para reconhecer e diagnosticar casos de paradas cardíacas. Testado em Copenhague, Dinamarca, a tecnologia terá seus testes expandidos para mais cidades europeias a partir de junho, quando inicia o verão no hemisfério norte.

Ao analisar ligações para os serviços de emergência, usando dados como o tom de voz do interlocutor e sua frequência respiratória, algoritmos analisam a situação do paciente e o orienta sobre a decisão de chamar uma ambulância ou mesmo de instruir alguém que esteja atendendo o caso a iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar.

Diagnóstico precoce

Em casos de parada cardíaca, a detecção precoce é de extrema importância para as chances de sobrevivência do paciente, que caem 7% a cada minuto passado sem o devido tratamento. O software desenvolvido pela Corti obteve sucesso em sua rodada inicial de testes: das mais de 160 mil chamadas de emergência que a inteligência artificial teve acesso, ela foi capaz de identificar paradas cardíacas com 93,1% de precisão. A taxa de sucesso de humanos no diagnóstico desse tipo de falha do coração é de 72,9%.

Além da flagrante melhoria da capacidade de diagnóstico, a IA também é mais rápida que os humanos: enquanto nós fomos capazes de identificar uma parada cardíaca em um minuto e dezenove segundos, a IA fez o mesmo em apenas 48 segundos.

Falha humana

Alguns críticos se preocupam com a capacidade do software de tomar boas decisões quando analisa casos que envolvem situações desconhecidas, ou mesmo informações erroneamente coletadas pelos humanos responsáveis pelo atendimento. Sobre essas críticas, a Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa. 

Ekster Parliament, a carteira inteligente com rastreador e carregamento solar

Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras

Muito provavelmente aquele conceito (ou ideia) de que sairíamos por aí como o Inspetor Bugiganga, cheio de gadgets, está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras.

A Ekster, empresa de Rotterdam, na Holanda, fabrica alguns modelos de carteiras de couro como a Parliament. A qualidade do produto é impecável, bem como a ideia de praticidade que é transmitida. E, no fim das contas, ela também é um tanto quanto inteligente. A Parliament também é vendida com um rastreador TrackR, do tamanho e formato de um cartão de visita, que é recarregável via energia solar.

A Parliament é construída em couro e com formato compacto. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Por ser bem compacta, a Ekster Parliament (2.0) suporta cartões de visita e documentos de tamanho comum. Ela tem um elástico bem firme para prender dinheiro (ou outro papel), dois bolsos internos, um externo (que normalmente abriga o cartão rastreador) e outro que é o que eu vamos chamar de "bolso mágico".

Esse tal bolso mágico lembra aqueles brinquedos para disparar tazos, sabe? Você coloca ali três ou até quatro cartões e, sempre que quiser usar algum deles, basta apertar o gatilho. Esse é um diferencial interessante, já que o "gatilho" está numa posição facilmente acessível e cumpre sua função muito bem.

Mas, e o rastreador, hein?!

Se você é tão esquecido quanto eu, esse outro recurso da Parliament também vai ser muito útil. Ela não é, literalmente, uma carteira independentemente localizável. O rastreador utiliza-se da localização do smartphone, embora funcione bem em curto alcance.

Deste modo, sempre com o Bluetooth ligado no smartphone, o último local da carteira será exibido no aplicativo TrackR (Android/iOS) com base no seu dispositivo móvel. O grande truque, porém, é que você consegue emitir alertas para a carteira pelo app, e o dispositivo começa a emitir um alarme/bip para você encontrá-la.

E aqui vale um aviso: quando a bateria está descarregando, o som emitido pelo cartão é cada vez mais baixo. Para recarregar o cartão rastreador, basta deixá-lo sob luz solar por uma horinha e, então, ele consegue ter energia para funcionar por um mês ou até mais tempo.

Outra dica importante para os mais esquecidos: o cartão tem um botão pressionável, que serve tanto para o pareamento com o app quanto para encontrar o seu smartphone. É isso aí. Se você esqueceu onde deixou o celular, basta pressionar duas vezes esse botão que o app começa a emitir um alerta.


Rastreador que acompanha a Ekster tem tamanho de um cartão de visita e é recarregável por energia solar. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Mas há um certo porém nessa função: o TrackR precisa estar aberto ou rodando em segundo plano no smartphone. O aplicativo não é o mais intuitivo de todos, realmente, embora funcione bem para o que é proposto pela fabricante.

Existe a possibilidade de rastrear a sua Ekster a longo alcance, mas você precisará se registrar na TrackR Crowd GPS Network; deste modo, se a sua carteira estiver dentro do alcance de outro dispositivo com o aplicativo TrackR aberto, e que também faça parte da mesma rede, aí você será notificado sobre a última localização dela. Pois é, é complicado.

Ainda assim, as funcionalidades para rastrear a sua carteira em curto alcance funcionam muito bem. A carteira é compacta, com materiais de qualidade, e o cartão rastreador é um grande opcional, porém interessante para quem sempre tem esse problema de largar a carteira por aí e só encontrar horas depois.

O valor da Parliament sozinha é de US$ 89; com o TrackR, ele sobe para US$ 119. Ela foi projetada com vários acabamentos de couro e tem quatro cores disponíveis: Classic Brown, Nappa Black, Steel Blue e Roma Cognac.

30 de abril de 2018

Robôs inteligentes buscam novos talentos no mercado de trabalho

Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora

O robô russo Vera entrevistou 1,4 milhão de solicitantes de emprego, uma mostra da força que a inteligência artificial ganhou no mundo do trabalho. Mas este fenômeno não está isento de conflitos éticos. Antes de criar o "Robô Vera", a start-up russa Stafory tinha um exército de pessoas para encontrar novos talentos.

Mas desde janeiro de 2017, é um programa informático que se encarrega desta função, através de ligações telefônicas nas que faz sempre as mesmas perguntas, para encontrar candidatos para postos pouco qualificados. Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora.

"Antes, transcrevia-se as entrevistas", explica Alexéi Kostarev, cofundador da empresa. "Agora não. (Vera) responde as perguntas que lhe fazem. Nós a formamos fazendo-a escutar entrevistas e com a Wikipedia. Também a fizemos ler 160.000 livros".

"Robô Vera" tem 200 clientes, incluindo multinacionais como a Ikea. Também pode realizar entrevistas informativas, por exemplo em caso de demissão. "As pessoas são mais honestas com um robô, lhe dizem coisas que não diriam a uma pessoa", diz Kostarev.


Foto: Reprodução

'Preconceitos'

A plataforma americana de recrutamento ZipRecruiter propõe uma "experiência em tempo real". Cada oferta é publicada simultaneamente em uma centena de sites e redes sociais, enquanto o algoritmo notifica imediatamente os candidatos mais pertinentes entre seus 10 milhões de assinantes.

A empresa que busca candidatos recebe uma lista com os melhores. "O algoritmo é tão sofisticado que é impossível saber a posteriori como foi feita a seleção", explica Ian Siegel, diretor executivo da ZipRecruiter. "Mas o nível de satisfação é muitíssimo mais alto que com o método tradicional".

Siegel garante que o algoritmo leva em conta os preconceitos que um empregador pode ter na hora de contratar e que tenta corrigi-los. "Todos estes algoritmos aprendem com base em decisões humanas, de modo que existe um risco de que institucionalizem estes preconceitos", explica.

Homem branco de 42 anos

Por exemplo, se um algoritmo se baseia em plataformas como LinkedIn, uma rede social popular sobretudo entre executivos, poderia deduzir que o perfil ideal de um responsável informático é um homem branco de 42 anos com um diploma.

Como corrigir estes vieses discriminatórios? Utilizando sistemas de IA "mais fracos", segundo Jérémy Lamri: algoritmos "simples", com critérios predefinidos pelos humanos, e sem aprendizado de máquina.

Mas a tendência é criar programas capazes de detectar qualidades ainda mais subjetivas, já que os critérios para contratar mudaram com o tempo. Os conhecimentos perderam importância e hoje se dá mais relevância às competências no campo da conduta, do comportamento, que são mais difíceis de medir.

"Se amanhã alguém inventar um escâner capaz de identificar a capacidade de uma pessoa de ser eficaz, acredito que muitas empresas o adotariam", aponta Jeremy Lamri. Mas "tem que ter um marco ético. Não é porque a tecnologia pode fazer uma coisa que tem que fazê-la".

"Cada vez há mais ferramentas novas, por exemplo para detectar as emoções no rosto", explica Laurent da Silva, diretor-geral da Badenoch & Clark e da Spring, subsidiárias da Adecco dedicadas à contratação de executivos.

As máquinas podem se ocupar da seleção inicial, "mas a transação final será feita durante um encontro", afirma.

27 de abril de 2018

Brasileiro acusado de fraude em foto perde prêmio internacional

Márcio Cabral diz ter testemunha de que cena não foi manipulada; museu pediu a equipe de especialistas para analisar a imagem após denúncia.

A foto noturna de um tamanduá se movendo em direção a um enorme cupinzeiro no Parque Nacional das Emas, em Goiás, que havia sido declarada vencedora do concurso Vida Selvagem do Ano de 2017, foi desqualificada por supostamente apresentar uma cena manipulada.

A imagem, feita pelo geógrafo brasileiro Marcio Cabral, teria usado um animal empalhado, o que viola as regras, segundo o Museu de História Natural de Londres, que administra a competição.

Cabral nega ter alterado a cena da foto e alega que há uma testemunha que estava com ele no dia.

Segundo ele disse à BBC, outros fotógrafos e turistas estavam no parque naquele momento e, portanto, "seria muito improvável que alguém não visse um animal empalhado sendo transportado e colocado cuidadosamente nesta posição".

Roz Kidman Cox, presidente do júri do Vida Selvagem do Ano foi dura em suas críticas.

Especialistas analisaram a foto tirada no Parque das Emas, no Brasil, comparando o tamanduá registrado com um empalhado e concluíram que se trata do animal estático (Foto: Marcio Cabral via BBC)

"Essa desqualificação deve lembrar aos participantes que qualquer transgressão das regras e do espírito da competição será descoberta", disse ela.

A imagem intitulada The Night Raider (O Invasor Noturno, em tradução livre) havia vencido o prêmio na categoria "Animais em Seus Ambientes".

As luzes verdes que aparecem são de um besouro que vive nas camadas externas dos cupinzeiros para atrair suas presas, os cupins.

A legenda da foto dizia que a aparição do tamanduá foi inesperada, um "bônus surpresa".

O Museu de História Natural de Londres diz que recentemente algumas pessoas levantaram a suspeita de que a imagem teria sido encenada - e que o intruso faminto é, na verdade, um modelo empalhado que pode ser visto na entrada da reserva.

Quando alertado para essa possibilidade, o museu pediu a cinco cientistas que revisassem a foto vencedora e a comparassem com o modelo de exibição do centro.

Esses profissionais, incluindo o especialista em taxidermia do Museu de História Natural londrino e pesquisadores sul-americanos de mamíferos e tamanduás, trabalharam separadamente uns dos outros, mas todos chegaram à mesma conclusão - que se tratava do mesmo animal.

Os cientistas descobriram que as marcas, as posturas, as morfologias e até mesmo o posicionamento dos tufos de pelos eram muito semelhantes.

Realidade da natureza

O Museu de História Natural diz que Cabral cooperou totalmente com a investigação, fornecendo imagens RAW (formato cru) tiradas "antes" e "depois" da cena vencedora. Mas nenhuma delas incluía o tamanduá.

"Infelizmente, não tenho outra imagem do animal porque é uma longa exposição de 30 segundos e ISO 5000. Depois que os flashes foram disparados, o animal deixou o local, por isso não foi possível fazer outra foto com o animal saindo do local totalmente escuro", explicou Cabral.

As regras do Vida Selvagem do Ano afirmam que "as imagens não devem enganar o espectador ou tentar deturpar a realidade da natureza". Dessa maneira, a fotografia O Invasor Noturno perdeu seu título de vencedora e foi retirada da exposição com os registros ganhadores da competição.

"Acho desalentador e surpreendente que um fotógrafo possa ir tão longe para enganar a concorrência e seus seguidores em todo o mundo. A competição dá grande importância à honestidade e à integridade, e tal violação das regras é desrespeitosa com a comunidade de fotografia da vida selvagem, que está no coração da competição", diz à BBC Kidman Cox, que está no júri do Vida Selvagem há mais de 30 anos.

26 de abril de 2018

WhatsApp vai revelar tudo que sabe sobre você; entenda

Requisição de dados no WhatsApp, recurso chega para atender às exigências da nova lei de privacidade europeia, que entra em vigor dia 25 de maio.

O WhatsApp prepara o lançamento de uma ferramenta para que o usuário baixe todas as informações sobre ele salvas pelo mensageiro. O recurso é similar ao utilizado pelo Facebook e pelo Google, empresas que notoriamente agregam grande quantidade de dados sobre os usuários. Quando entrar em funcionamento, a opção deverá deixar mais claro quais detalhes sobre o internauta são armazenados pelo serviço.

O movimento é similar ao do Instagram, que também corre para se adequar à nova lei de proteção de dados na União Europeia. A medida entra em vigor no dia 25 de maio. O recurso, que deve chegar nas próximas semanas, foi descoberto por meio da central de dúvidas do aplicativo de chat.

Por que o WhatsApp decidiu mudar?

O mensageiro corre com mudanças que o deixem adequado ao GDPR – sigla para General Data Protection Regulation, ou Regulamento Geral de Proteção de Dados". Uma das novidades está na idade mínima, que passou para 16 anos na Europa. Ela permanece em 13 anos no restante do mundo. Só no Brasil, o serviço tem mais de 120 milhões de usuários.

A nova ferramenta, chamada "Request Account Info" ("Solicitar informações da conta", em tradução livre), vem para dar mais transparência sobre como os dados pessoais são utilizados online, uma das exigências da GDPR. 

Quem pode pedir o arquivo com os dados?

Todos os usuários. O WhatsApp vai liberar a função para todos os países e sistemas em que o mensageiro está disponível. O recurso será lançado em uma próxima versão do app, prevista para as próximas semanas.


Página de FAQ do WhatsApp sobre nova ferramenta de requisição de dados. Foto: Reprodução/WhatsApp

Quais dados são entregues pelo WhatsApp?

A função permitirá solicitar e exportar um relatório das informações e configurações da conta no WhatsApp. A empresa citou como exemplos a foto de perfil e nomes dos grupos. O relatório não incluirá as mensagens, cujo conteúdo deve ser recuperado por meio do backup com Google Drive ou exportando o chat por email.

Onde será possível pedir o arquivo de dados?

Para ver a ferramenta, o usuário deverá acessar as configurações gerais do WhatsApp e entrar no menu "Conta", onde constará a opção "Solicitar informações da conta". Em seguida, bastará um toque em "Solicitar relatório". A tela será atualizada, passando a exibir a mensagem "solicitação enviada".

Quanto tempo leva para o arquivo ficar pronto?

O relatório demora aproximadamente três dias para ficar pronto. Enquanto a solicitação estiver pendente, ações como excluir a conta, alterar o número do telefone, mudar de dispositivo ou fazer um novo registro cancelarão o pedido. Se a solicitação for cancelada, o usuário poderá pedir o relatório novamente. Contudo, o WhatsApp não permite que o próprio usuário cancele o relatório de informações.

Como fazer o download do relatório?

Quando o relatório estiver pronto, o aplicativo exibirá uma notificação no celular dizendo algo como "O relatório de informações da sua conta está pronto para download". A tela do recurso informará em quanto tempo o usuário deverá baixar o relatório antes que ele seja excluído dos servidores do WhatsApp, o que foi indicado na FAQ como "aproximadamente algumas semanas".

Após este período, o usuário deverá entrar nas configurações, acessar o menu "Conta", tocar em "Solicitar informações da conta" e, então, dar um toque em "Fazer download do relatório". O arquivo será baixado no celular no formato ZIP, no qual será incluso um arquivo HTML para visualização fácil e um JSON para transferência para outros apps.

Depois que o arquivo for baixado, o usuário terá que tocar em "Exportar relatório" e então selecionar um dos aplicativos externos que aparecerem na bandeja de compartilhamento, como o Gmail ou o Chrome, por exemplo.

É preciso pagar para receber o arquivo?

Nenhuma taxa é cobrada para receber o arquivo. Após fazer o download do relatório, o usuário poderá exclui-lo permanentemente do smarphone, sem que nenhuma informação da conta seja alterada.

MPF multa Microsoft por coletar dados sem consentimento de usuários

Ação civil pública alega que Windows 10 coleta dados pessoais sem a expressa autorização dos usuários; prática desrespeita Marco Civil, diz MPF

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota nessa quarta-feira (25/4) para informar a ação contra a Microsoft que visa impedir que o Windows 10 continue coletando dados pessoais sem o expresso consentimento dos usuários. A ação civil pública, ajuizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, requer ainda que a fabricante pague multa de pelo menos R$ 10 milhões por danos morais já causados.

O MPF alega que, atualmente, a opção padrão de instalação e atualização do sistema operacional permite que a empresa obtenha diversas informações sobre os consumidores, como geolocalização, conteúdo de e-mails, hábitos de navegação e histórico de buscas realizadas na internet.

Segundo a nota, “o procedimento viola inúmeros princípios constitucionais, como a proteção da intimidade, além de direitos relativos às relações de consumo. O MPF pede que a coleta de dados deixe de ser feita de forma automática pelo software, e que sejam incluídos alertas aos usuários sobre as consequências de autorizarem a transferência de informações.”

Ainda, o MPF explica que o fornecimento de detalhes sobre os internautas durante o uso do Windows 10 está previsto, sem alarde, no Termo de Licença do produto e na Política de Privacidade, dois documentos extensos normalmente não acessados pelos consumidores.

“Neste ponto, a Microsoft desrespeita o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), segundo o qual a coleta de informações pessoais depende de consentimento expresso do usuário, devendo ocorrer de forma destacada das demais cláusulas contratuais. O procedimento também fere o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que exige dos produtos e serviços a comunicação adequada e clara sobre os riscos que apresentem”, diz.


Foto:Divulgação

Alerta

O procurador Pedro Antônio de Oliveira Machado, autor da ação, alerta que inúmeros órgãos públicos da União utilizam o sistema operacional da Microsoft, entre eles a Justiça Eleitoral, Justiça Federal, diversos ministérios e o próprio MPF.

Segundo a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da instituição, é necessária uma análise constante por técnicos e analistas capacitados para evitar que atualizações do Windows 10 modifiquem as configurações e passem a permitir o envio de dados não controlados pelo MPF, o que colocaria em risco inclusive informações sigilosas e sensíveis, envolvendo investigações por todo o Brasil.

Ante a gravidade da situação, a Procuradoria requer que a empresa promova, em até 15 dias, a adequação do software, para que, como regra, não mais esteja programado para coletar informações pessoais de seus usuários

Outro lado

Procurada pela Computerworld Brasil, a Microsoft afirmou, por meio de nota, que ainda não foi oficialmente citada e, portanto, não teve acesso a todos os dados e está impossibilitada de responder oficialmente a questionamentos específicos. 

Frente à divulgação do MPF, a companhia lista três esclarecimentos. São eles:

- A segurança e a privacidade dos dados dos usuários do Windows e de seus produtos e serviços são uma prioridade para a Microsoft;

- A coleta e uso pela Microsoft de dados pessoais se dá mediante o consentimento e conforme controle do usuário, para fim de prestação do próprio serviço ou de interesse dos usuários, de acordo com a política de privacidade;

- Dados de forma anônima podem ser coletados para aprimoramento da segurança e do desempenho do sistema operacional Windows e na melhoria da experiência de usuário, de acordo com a legislação aplicável.

“A Microsoft tem operações no Brasil há 29 anos e sempre prezou pelo cumprimento das leis brasileiras. A empresa se coloca à disposição do Ministério Público Federal para eventuais esclarecimentos sobre o funcionamento do Windows 10”, diz a empresa.

25 de abril de 2018

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias

Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista 'Nature'. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma concentração de 14 galáxias que estão prestes a se fundir. A megafusão foi publicada nesta quarta-feira (25) na revista "Nature" e está localizada a 12,4 bilhões de anos-luz de distância. Pela 1ª vez, cientistas conseguiram observar o processo em formação.

A aglomeração deve se tornar um dos elementos mais massivos do universo moderno, sendo 10 trilhões de vezes superior à massa do Sol. Ainda, galáxias dentro do aglomerado estão produzindo estrelas a um ritmo incrível, relatam os autores. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido do que a Via Láctea.

"Com o tempo, as 14 galáxias que observamos irão parar de formar estrelas e se aglutinar em uma única galáxia gigantesca", afirmou Scott Chapman, astrofísico da Universidade Dalhousie (Canadá), em nota.

Representação artística das 14 galáxias observadas no universo distante. Essas estruturas devem se fundir com o tempo, afirmam pesquisadores (Foto: NRAO/AUI/NSF; S. Dagnello)

"O fato de que isso está acontecendo tão cedo na história do universo representa um desafio para a nossa compreensão atual do modo como as estruturas se formam", continuou o especialista.

Cientistas pontuam que, na história do universo, a matéria começou a se aglomerar em concentrações cada vez maiores, dando origem às galáxias. Já as aglomerações de galáxias, por sua vez, são conhecidas como "protoclusters" e modelos computacionais atuais indicavam que aglomerados tão grandes quanto os observados agora poderiam ter demorado muito mais para evoluir.

"Como essa galáxia ficou tão grande tão rapidamente é um mistério", diz Tim Miller, candidato a doutorado na Universidade de Yale (EUA) e coautor do estudo, em nota.

Os astrônomos perceberam que as galáxias estão em processo de fusão pela alta massa em um espaço confinado. Um outro ponto é a alta taxa de formação de estrelas, que fornece evidências para a fusão.

Importância do achado

A observação desses processos no universo podem fornecer descobertas interessantes para a ciência. É sabido, por exemplo, que esses aglomerados de galáxias transbordam um gás superaquecido que pode atingir temperaturas de 1 milhão de graus celsius.

Uma hipótese apresentada para o porquê de haver esse gás é que, com a velocidade de formação das estrelas nesse aglomerado, há a emissão de gás quente. Como esse gás não é denso o suficiente para formar estrelas, ele acaba sendo emitido dentre os espaços vazios nas galáxias.

A observação do aglomerado de galáxias foi possível com a utilização do radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Localizado no deserto do Atacama (Chile), o instrumento foi construído por meio de uma colaboração internacional e é atualmente o maior radiotelescópio do mundo.

24 de abril de 2018

Netflix, Amazon e produtoras de cinema estão processando serviço de streaming

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral

Um grupo de empresas formado pela Netflix, Amazon e diversos estúdios de cinema como a Disney, Columbia Pictures e 20th Century Fox, está processando o serviço online Set TV por quebra de direitos autorais e transmissão de conteúdo pirateado. A ação, aberta na última semana na Justiça do estado americano da Califórnia, exige compensações pela brecha de copyright e também o fim imediato do funcionamento da plataforma.

Praticamente desconhecido no Brasil, mas relativamente popular nos Estados Unidos, o Set TV serve como alternativa para quem não deseja abrir mão da TV paga. Em vez de assinaturas comuns - e caras - com empresas do setor, a plataforma oferece, por US$ 20 mensais, acesso a mais de 500 canais à cabo, com nomes de peso como HBO, ESPN e Showtime fazendo parte do pacote, bem como retransmissoras locais e estaduais de canais mesmo de fora da região do usuário.

Só com essa descrição já dá para perceber que há algo de estranho na relação entre o preço e a quantidade de conteúdo oferecido. E é justamente nesse quesito que o processo se concentra, com o serviço de streaming sendo acusado de retransmitir ilegalmente, através da internet, os canais pagos que são de propriedade de empresas de telecom.

Além de fornecer o serviço online, a Set TV também vende um set-top box que permite tanto o acesso aos serviços da própria empresa quanto o download de aplicativos. É aqui que o processo entra em uma segunda etapa de exigências, acusando a companhia de promover o streaming ilegal de produções que vão desde títulos exclusivos de serviços de streaming até filmes que ainda estão sendo exibidos nos cinemas.

Foto: Reprodução

Todo esse esquema, ainda de acordo com os documentos registrados na Justiça americana, acontece maquiado de uma aparência de legalidade aos clientes e potenciais usuários da Set TV. Aplicativos estão disponíveis para praticamente todos os sistemas operacionais e dispositivos, sempre com interface amigável e funcional, como as disponíveis em plataformas legítimas, além de serviços de suporte e aceitando métodos tradicionais de pagamento.

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral que esteja sendo retransmitido ilegalmente. Como estamos falando de mais de 500 canais e diversas outras opções, esse total pode, rapidamente, chegar à marca das centenas de milhões de dólares.

A ação foi movida pela Aliança pela Criatividade e Entretenimento (ACE, na sigla em inglês), uma associação que reúne plataformas de streaming e estúdios de cinema e TV. Normalmente, nomes como Netflix e Amazon não conversam bem com canais convencionais ou fornecedoras de televisão por assinatura, mas quando o assunto é a proteção das propriedades intelectuais, as companhias encontram força nos números, principalmente em casos como este, com centenas de violações. Um processo gigantesco tem mais força do que várias pequenas ações.

A ACE, recentemente, estampou as páginas do noticiário de tecnologia por conta de dois outros processos semelhantes a este. Demonstrando estar em uma verdadeira batalha contra a pirataria, a associação também moveu ações contra a Tickbox e a Dragonbox, fabricantes de caixas para TV baseadas no Kodi, um software de central multimídia que permite desde a reprodução de filmes a partir de pendrives até o acesso legítimo ou irregular a canais de televisão e serviços de streaming.

Até o momento em que essa reportagem foi escrita, o Set TV continua funcionando e aceitando assinaturas. A companhia ainda não se pronunciou sobre o processo judicial.