• Piauí Férias de Norte a Sul
  • SOS Unimed
  • Ecotur 2019
  • Novo app Jornal O Dia

Notícias Tecnologia

13 de maio de 2018

Popular e de difícil controle, WhatsApp mira notícias falsas

Com 120 milhões de usuários no Brasil, aplicativo é visto como a maior ameaça na geração de desinformação política.

O WhatsApp armou uma estratégia em três frentes para se contrapor às notícias falsas no ano eleitoral, no Brasil. O aplicativo de mensagens, que pertence ao Facebook e se assemelha a uma rede social pela propagação de informações por meio de grupos, passou dos 120 milhões de usuários no Brasil e agora é visto como a maior ameaça na geração de desinformação política.

Pelo que a reportagem apurou, a plataforma vai buscar um primeiro grupo de ações voltadas aos usuários, estimulando-os a reportar casos de conteúdo indesejado e a bloqueá-los. Prevê também modificar sua própria ferramenta para evidenciar quando a mensagem é uma retransmissão, como acontece com e-mails.

Na segunda frente, o WhatsApp recorrerá a mecanismos que já tem para detectar spam via metadados, sinais como a transmissão de número inusitadamente alto de mensagens, que servirão de base para identificar eventuais fontes de conteúdo malicioso.

Na terceira, a plataforma -sediada nos EUA e sem representação formal no Brasil- busca maior proximidade com a Justiça Eleitoral e outros órgãos públicos, visando responder mais prontamente a ordens "válidas" que apontem tentativas de manipulação eleitoral e disseminação de notícias falsas.

A integração das frentes permitirá ao WhatsApp, sobretudo nos momentos críticos do processo eleitoral, bloquear usuários mal-intencionados.

Diferentemente de Facebook e outras redes, as mensagens no aplicativo são criptografadas, codificadas, impedindo o acesso ao conteúdo por terceiros, inclusive a própria plataforma. Ações indiretas foram a saída do WhatsApp para responder aos questionamentos crescentes de que estimula "fake news".

Ouvido sobre o projeto da plataforma para as eleições brasileiras, o jornalista Edgard Matsuki, cujo site de checagem Boatos.org se dedica desde 2016 às notícias propagadas no WhatsApp, avalia que ele "tende a minimizar um problema que está tendo atenção muito grande", mas o foco deve ser no usuário.

"É importante pensar para além das plataformas", diz. "Se as próprias pessoas não tiverem consciência de que compartilhar notícia falsa é nocivo, que boatos têm uma gravidade na internet, não adianta WhatsApp, Facebook, YouTube tomarem essas medidas."

Ele vê na primeira frente de ação, com o estímulo às denúncias pelos usuários, o caminho mais promissor.

Pablo Ortellado, professor da USP e colunista da Folha de S.Paulo, é ainda menos otimista, avaliando que muito do que o WhatsApp pretende "é para dizer que está fazendo alguma coisa, é enxugar gelo".

Ele acredita que as ações da plataforma vão se concentrar em combater "aquela coisa de comprar uma base [de usuários] na Santa Ifigênia [centro comercial de eletrônicos em SP] e jogar spam para todo mundo. Vão tentar ver quando um cara está mandando para centenas e interrompê-lo".

Mas isso é só parte do problema. "Os boatos políticos têm a maneira mais insidiosa, do ator malicioso que está semeando em diversos grupos, numa dinâmica muito lenta, de deixar a coisa correr sozinha", diz. Contra isso, a estratégia do WhatsApp teria pouco ou nenhum efeito.

12 de maio de 2018

Nasa planeja enviar mini-helicóptero a Marte

O helicóptero é equipado com "células solares para carregar suas baterias de íons de lítio e um mecanismo de aquecimento para mantê-lo aquecido nas frias noites de Marte"

A agência espacial americana disse nesta sexta-feira (11) que planeja lançar o primeiro helicóptero a Marte em 2020, um veículo em miniatura não-tripulado que poderia ajudar a melhorar nossa compreensão sobre o Planeta Vermelho. Conhecido simplesmente como "The Mars Helicopter", o dispositivo pesa menos de 1,8 kg, e sua seção principal do corpo, ou fuselagem, é aproximadamente do tamanho de uma bola de futebol.

Ele será anexado à barriga do Mars 2020, um robô de rodas que busca determinar a habitabilidade do ambiente marciano, procurar sinais da vida antiga e avaliar os recursos naturais e os perigos para futuros exploradores humanos. O Mars 2020 deverá ser lançado em julho de 2020, e sua chegada à superfície de Marte está prevista para fevereiro de 2021.


Marte vista do espaço. Foto: Reprodução/Megacurioso

O empreendimento começou em agosto de 2013 como um projeto de desenvolvimento de tecnologia no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Para voar na fina atmosfera de Marte, o helicóptero espacial deve ser super leve, mas o mais potente possível. "O recorde de altitude de um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 12.100 metros", disse Mimi Aung, gerente de projeto do Mars Helicopter no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

"A atmosfera de Marte é apenas 1% da da Terra, então quando nosso helicóptero está na superfície marciana, já está no equivalente da Terra a 30.500 metros", acrescentou.

O helicóptero é equipado com "células solares para carregar suas baterias de íons de lítio e um mecanismo de aquecimento para mantê-lo aquecido nas frias noites de Marte".

Os controladores da Terra comandarão o helicóptero Mars, projetado para receber e interpretar comandos do solo. A Nasa disse que considera o helicóptero uma "demonstração de tecnologia de alto risco e alta recompensa". Se for bem-sucedido, poderia ser um modelo para explorar nas futuras missões de Marte, capaz de acessar lugares que os robôs não podem alcançar.

09 de maio de 2018

Após críticas, Detran suspende taxa de R$ 200 para CNH digital

Apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Para os piauienses as taxas cobradas eram de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, a taxa é de R$ 10

O Departamento de Estadual de Trânsito do Piauí (Detran), decidiu suspender a taxa de cobrança para emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) no Estado. Após críticas ao sistema, o serviço agora é disponibilizado de forma gratuita a população, desde que possuam a CNH física atualizada com o QR Code, que é o código de verificação virtual. 

Por meio de nota, o órgão explica que a emissão da CNH-e será sem nenhum ônus para os condutores habilitados do Estado porque os serviços estão sendo executados de forma gratuita pelo Denatran. De acordo com o Detran não haverá ressarcimento a condutores, pois ninguém chegou a pagar a taxa pela CNH-e.

Até ontem (08), apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Sendo que, para os piauienses as taxas cobradas eram nos valores de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, o serviço é cobrado com um valor único de R$ 10. 


Foto: Reprodução

Segundo dados do Serpro, empresa responsável pela emissão da CNH-e, no Piauí, até o mês de maio, apenas 101 carteiras digitais foram emitidas.  O número é considerado muito baixo, levando em consideração que o serviço está disponivel desde fevereiro deste ano e em comparação a outros estados. 

Confira a nota na íntegra:

O Estado do Piauí estabeleceu taxas de emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Todavia, os serviços de emissão da CNH-e, pela regulamentação vigente, estão sendo executados pelo Denatran, por meio do site: portalservicos.denatran.serpro.gov.br 

A CNH-e, de caráter facultativo, será disponibilizada para os habilitados do Estado do Piauí sem nenhum ônus para o interessado, desde que já possua CNH física com QR Code ou quando da emissão de 2a via ou renovação da CNH.’

Após críticas, Detran suspende taxa de R$ 200 para CNH digital

Apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Para os piauienses as taxas cobradas eram de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, a taxa é de R$ 10

O Departamento de Estadual de Trânsito do Piauí (Detran), decidiu suspender a taxa de cobrança para emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) no Estado. Após críticas ao sistema, o serviço agora é disponibilizado de forma gratuita a população, desde que possuam a CNH física atualizada com o QR Code, que é o código de verificação virtual. 

Por meio de nota, o órgão se pronunciou na manhã desta quarta-feira (09). Até ontem (08), apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Sendo que, para os piauienses as taxas cobradas eram nos valores de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, o serviço é cobrado com um valor único de R$ 10. 

Segundo dados do Serpro, empresa responsável pela emissão da CNH-e, no Piauí, até o mês de maio, apenas 100 carteiras digitais foram emitidas.  O número é considerado muito baixo, levando em consideração que o serviço está disponivel desde fevereiro deste ano e em comparação a outros estados. 

Confira a nota na íntegra:

O Estado do Piauí estabeleceu taxas de emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Todavia, os serviços de emissão da CNH-e, pela regulamentação vigente, estão sendo executados pelo Denatran, por meio do site: portalservicos.denatran.serpro.gov.br 

A CNH-e, de caráter facultativo, será disponibilizada para os habilitados do Estado do Piauí sem nenhum ônus para o interessado, desde que já possua CNH física com QR Code ou quando da emissão de 2a via ou renovação da CNH.’

04 de maio de 2018

Twitter pede aos 330 milhões de usuários que mudem senhas

O blog do Twitter não informou quantas senhas foram afetadas, mas alerta para que todos os usuários mudem suas senhas.

O Twitter pediu nesta quinta (3) a seus mais de 330 milhões de usuários que mudem suas senhas, depois que uma falha fez com que algumas delas fossem armazenadas em texto em seu sistema interno de computadores.

A rede social disse que consertou a falha e que uma investigação interna não encontrou senhas que foram roubadas ou usadas por pessoas de dentro, mas pediu a todos os usuários que considerem a mudança de suas senhas por cautela.

Foto: Divulgação/Twitter

O Twitter sugere precauções como a ativação do serviço de autenticação em dois fatores, para ajudar a impedir que contas sejam sequestradas.

O blog do Twitter não informou quantas senhas foram afetadas. Mas uma pessoa familiarizada com o assunto disse que o número era substancial e que elas foram expostas por vários meses.

De acordo com a pessoa, a empresa descobriu a falha há algumas semanas e informou reguladores. "Lamentamos muito que isso tenha acontecido", afirmou o Twitter em seu blog.

A falha está relacionada ao uso por parte da empresa de uma tecnologia conhecida como "hashing", que mascara as senhas quando um usuário as digita, substituindo-as por números e letras, de acordo com o blog.

Um bug fez com que as senhas fossem escritas em um registro interno do computador antes que o processo de hashing fosse concluído.

Recomendações de segurança

  • Se você usa a mesma senha do Twitter em outros sites ou redes sociais, deve trocá-la
  • Use uma senha que você não usa em outros locais
  • Ative a verificação do login, também chamada de de autenticação de dois fatores
  • Use um gerenciador de senha para garantir senhas fortes (não óbvias e que misturam letras, números e caracteres especiais)

Apple já investiu cerca de US$ 6,8 bi em pesquisa e desenvolvimento em 2018

Se mantiver o mesmo hábito nos próximos dois trimestres, a empresa vai fechar o ano com mais que os US$ 11,6 bilhões que investiu nesse segmento durante 2017.

Um relatório enviado à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA revelou que os valores aplicados pela Apple em pesquisa e desenvolvimento representaram cerca de 6% da receita total divulgada no levantamento do segundo trimestre fiscal da empresa. Segundo os dados, a empresa aplicou mais de US$ 3,38 bilhões em pesquisa, seguindo o que já havia investido no trimestre anterior, na ordem dos US$ 3,4 bilhões. Isso faz com que, somente em 2018, a Apple já tenha direcionado cerca de US$ 6,8 bilhões ao desenvolvimento de estudos. Se mantiver o mesmo hábito nos próximos dois trimestres, a empresa vai fechar o ano com mais que os US$ 11,6 bilhões que investiu nesse segmento durante 2017.

Embora a Apple tenha mantido o segredo e não tenha revelado no relatório qual a finalidade das pesquisas, determinando apenas que se tratam de manutenção dos serviços e dispositivos, os investimentos chamam atenção pelo volume e levam a crer que inovações importantes podem estar a caminho.

Na tentativa de prever o que poderia sair disso tudo, entusiastas da marca apostam no dispositivo de realidade virtual e aumentada, que supostamente viria com dois displays 8K e funcionaria sem conexão com um Mac ou iPhone. Além dele, notaram também que as discussões da Apple acerca de veículos autônomos e segurança no trânsito têm se intensificado nos últimos meses. Pulseiras do Apple Watch capazes de aferir a taxa de glicemia do usuário, novos AirPods com suporte à Siri, novos modelos de HomePods e fones de ouvido over the ear também estariam na lista de possíveis inovações.

02 de maio de 2018

IA que diagnostica parada cardíaca fora de hospitais será testada na Europa

A Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa

Uma startup dinamarquesa chamada Corti desenvolveu uma inteligência artificial para reconhecer e diagnosticar casos de paradas cardíacas. Testado em Copenhague, Dinamarca, a tecnologia terá seus testes expandidos para mais cidades europeias a partir de junho, quando inicia o verão no hemisfério norte.

Ao analisar ligações para os serviços de emergência, usando dados como o tom de voz do interlocutor e sua frequência respiratória, algoritmos analisam a situação do paciente e o orienta sobre a decisão de chamar uma ambulância ou mesmo de instruir alguém que esteja atendendo o caso a iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar.

Diagnóstico precoce

Em casos de parada cardíaca, a detecção precoce é de extrema importância para as chances de sobrevivência do paciente, que caem 7% a cada minuto passado sem o devido tratamento. O software desenvolvido pela Corti obteve sucesso em sua rodada inicial de testes: das mais de 160 mil chamadas de emergência que a inteligência artificial teve acesso, ela foi capaz de identificar paradas cardíacas com 93,1% de precisão. A taxa de sucesso de humanos no diagnóstico desse tipo de falha do coração é de 72,9%.

Além da flagrante melhoria da capacidade de diagnóstico, a IA também é mais rápida que os humanos: enquanto nós fomos capazes de identificar uma parada cardíaca em um minuto e dezenove segundos, a IA fez o mesmo em apenas 48 segundos.

Falha humana

Alguns críticos se preocupam com a capacidade do software de tomar boas decisões quando analisa casos que envolvem situações desconhecidas, ou mesmo informações erroneamente coletadas pelos humanos responsáveis pelo atendimento. Sobre essas críticas, a Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa. 

Ekster Parliament, a carteira inteligente com rastreador e carregamento solar

Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras

Muito provavelmente aquele conceito (ou ideia) de que sairíamos por aí como o Inspetor Bugiganga, cheio de gadgets, está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras.

A Ekster, empresa de Rotterdam, na Holanda, fabrica alguns modelos de carteiras de couro como a Parliament. A qualidade do produto é impecável, bem como a ideia de praticidade que é transmitida. E, no fim das contas, ela também é um tanto quanto inteligente. A Parliament também é vendida com um rastreador TrackR, do tamanho e formato de um cartão de visita, que é recarregável via energia solar.

A Parliament é construída em couro e com formato compacto. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Por ser bem compacta, a Ekster Parliament (2.0) suporta cartões de visita e documentos de tamanho comum. Ela tem um elástico bem firme para prender dinheiro (ou outro papel), dois bolsos internos, um externo (que normalmente abriga o cartão rastreador) e outro que é o que eu vamos chamar de "bolso mágico".

Esse tal bolso mágico lembra aqueles brinquedos para disparar tazos, sabe? Você coloca ali três ou até quatro cartões e, sempre que quiser usar algum deles, basta apertar o gatilho. Esse é um diferencial interessante, já que o "gatilho" está numa posição facilmente acessível e cumpre sua função muito bem.

Mas, e o rastreador, hein?!

Se você é tão esquecido quanto eu, esse outro recurso da Parliament também vai ser muito útil. Ela não é, literalmente, uma carteira independentemente localizável. O rastreador utiliza-se da localização do smartphone, embora funcione bem em curto alcance.

Deste modo, sempre com o Bluetooth ligado no smartphone, o último local da carteira será exibido no aplicativo TrackR (Android/iOS) com base no seu dispositivo móvel. O grande truque, porém, é que você consegue emitir alertas para a carteira pelo app, e o dispositivo começa a emitir um alarme/bip para você encontrá-la.

E aqui vale um aviso: quando a bateria está descarregando, o som emitido pelo cartão é cada vez mais baixo. Para recarregar o cartão rastreador, basta deixá-lo sob luz solar por uma horinha e, então, ele consegue ter energia para funcionar por um mês ou até mais tempo.

Outra dica importante para os mais esquecidos: o cartão tem um botão pressionável, que serve tanto para o pareamento com o app quanto para encontrar o seu smartphone. É isso aí. Se você esqueceu onde deixou o celular, basta pressionar duas vezes esse botão que o app começa a emitir um alerta.


Rastreador que acompanha a Ekster tem tamanho de um cartão de visita e é recarregável por energia solar. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Mas há um certo porém nessa função: o TrackR precisa estar aberto ou rodando em segundo plano no smartphone. O aplicativo não é o mais intuitivo de todos, realmente, embora funcione bem para o que é proposto pela fabricante.

Existe a possibilidade de rastrear a sua Ekster a longo alcance, mas você precisará se registrar na TrackR Crowd GPS Network; deste modo, se a sua carteira estiver dentro do alcance de outro dispositivo com o aplicativo TrackR aberto, e que também faça parte da mesma rede, aí você será notificado sobre a última localização dela. Pois é, é complicado.

Ainda assim, as funcionalidades para rastrear a sua carteira em curto alcance funcionam muito bem. A carteira é compacta, com materiais de qualidade, e o cartão rastreador é um grande opcional, porém interessante para quem sempre tem esse problema de largar a carteira por aí e só encontrar horas depois.

O valor da Parliament sozinha é de US$ 89; com o TrackR, ele sobe para US$ 119. Ela foi projetada com vários acabamentos de couro e tem quatro cores disponíveis: Classic Brown, Nappa Black, Steel Blue e Roma Cognac.

30 de abril de 2018

Robôs inteligentes buscam novos talentos no mercado de trabalho

Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora

O robô russo Vera entrevistou 1,4 milhão de solicitantes de emprego, uma mostra da força que a inteligência artificial ganhou no mundo do trabalho. Mas este fenômeno não está isento de conflitos éticos. Antes de criar o "Robô Vera", a start-up russa Stafory tinha um exército de pessoas para encontrar novos talentos.

Mas desde janeiro de 2017, é um programa informático que se encarrega desta função, através de ligações telefônicas nas que faz sempre as mesmas perguntas, para encontrar candidatos para postos pouco qualificados. Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora.

"Antes, transcrevia-se as entrevistas", explica Alexéi Kostarev, cofundador da empresa. "Agora não. (Vera) responde as perguntas que lhe fazem. Nós a formamos fazendo-a escutar entrevistas e com a Wikipedia. Também a fizemos ler 160.000 livros".

"Robô Vera" tem 200 clientes, incluindo multinacionais como a Ikea. Também pode realizar entrevistas informativas, por exemplo em caso de demissão. "As pessoas são mais honestas com um robô, lhe dizem coisas que não diriam a uma pessoa", diz Kostarev.


Foto: Reprodução

'Preconceitos'

A plataforma americana de recrutamento ZipRecruiter propõe uma "experiência em tempo real". Cada oferta é publicada simultaneamente em uma centena de sites e redes sociais, enquanto o algoritmo notifica imediatamente os candidatos mais pertinentes entre seus 10 milhões de assinantes.

A empresa que busca candidatos recebe uma lista com os melhores. "O algoritmo é tão sofisticado que é impossível saber a posteriori como foi feita a seleção", explica Ian Siegel, diretor executivo da ZipRecruiter. "Mas o nível de satisfação é muitíssimo mais alto que com o método tradicional".

Siegel garante que o algoritmo leva em conta os preconceitos que um empregador pode ter na hora de contratar e que tenta corrigi-los. "Todos estes algoritmos aprendem com base em decisões humanas, de modo que existe um risco de que institucionalizem estes preconceitos", explica.

Homem branco de 42 anos

Por exemplo, se um algoritmo se baseia em plataformas como LinkedIn, uma rede social popular sobretudo entre executivos, poderia deduzir que o perfil ideal de um responsável informático é um homem branco de 42 anos com um diploma.

Como corrigir estes vieses discriminatórios? Utilizando sistemas de IA "mais fracos", segundo Jérémy Lamri: algoritmos "simples", com critérios predefinidos pelos humanos, e sem aprendizado de máquina.

Mas a tendência é criar programas capazes de detectar qualidades ainda mais subjetivas, já que os critérios para contratar mudaram com o tempo. Os conhecimentos perderam importância e hoje se dá mais relevância às competências no campo da conduta, do comportamento, que são mais difíceis de medir.

"Se amanhã alguém inventar um escâner capaz de identificar a capacidade de uma pessoa de ser eficaz, acredito que muitas empresas o adotariam", aponta Jeremy Lamri. Mas "tem que ter um marco ético. Não é porque a tecnologia pode fazer uma coisa que tem que fazê-la".

"Cada vez há mais ferramentas novas, por exemplo para detectar as emoções no rosto", explica Laurent da Silva, diretor-geral da Badenoch & Clark e da Spring, subsidiárias da Adecco dedicadas à contratação de executivos.

As máquinas podem se ocupar da seleção inicial, "mas a transação final será feita durante um encontro", afirma.

27 de abril de 2018

Brasileiro acusado de fraude em foto perde prêmio internacional

Márcio Cabral diz ter testemunha de que cena não foi manipulada; museu pediu a equipe de especialistas para analisar a imagem após denúncia.

A foto noturna de um tamanduá se movendo em direção a um enorme cupinzeiro no Parque Nacional das Emas, em Goiás, que havia sido declarada vencedora do concurso Vida Selvagem do Ano de 2017, foi desqualificada por supostamente apresentar uma cena manipulada.

A imagem, feita pelo geógrafo brasileiro Marcio Cabral, teria usado um animal empalhado, o que viola as regras, segundo o Museu de História Natural de Londres, que administra a competição.

Cabral nega ter alterado a cena da foto e alega que há uma testemunha que estava com ele no dia.

Segundo ele disse à BBC, outros fotógrafos e turistas estavam no parque naquele momento e, portanto, "seria muito improvável que alguém não visse um animal empalhado sendo transportado e colocado cuidadosamente nesta posição".

Roz Kidman Cox, presidente do júri do Vida Selvagem do Ano foi dura em suas críticas.

Especialistas analisaram a foto tirada no Parque das Emas, no Brasil, comparando o tamanduá registrado com um empalhado e concluíram que se trata do animal estático (Foto: Marcio Cabral via BBC)

"Essa desqualificação deve lembrar aos participantes que qualquer transgressão das regras e do espírito da competição será descoberta", disse ela.

A imagem intitulada The Night Raider (O Invasor Noturno, em tradução livre) havia vencido o prêmio na categoria "Animais em Seus Ambientes".

As luzes verdes que aparecem são de um besouro que vive nas camadas externas dos cupinzeiros para atrair suas presas, os cupins.

A legenda da foto dizia que a aparição do tamanduá foi inesperada, um "bônus surpresa".

O Museu de História Natural de Londres diz que recentemente algumas pessoas levantaram a suspeita de que a imagem teria sido encenada - e que o intruso faminto é, na verdade, um modelo empalhado que pode ser visto na entrada da reserva.

Quando alertado para essa possibilidade, o museu pediu a cinco cientistas que revisassem a foto vencedora e a comparassem com o modelo de exibição do centro.

Esses profissionais, incluindo o especialista em taxidermia do Museu de História Natural londrino e pesquisadores sul-americanos de mamíferos e tamanduás, trabalharam separadamente uns dos outros, mas todos chegaram à mesma conclusão - que se tratava do mesmo animal.

Os cientistas descobriram que as marcas, as posturas, as morfologias e até mesmo o posicionamento dos tufos de pelos eram muito semelhantes.

Realidade da natureza

O Museu de História Natural diz que Cabral cooperou totalmente com a investigação, fornecendo imagens RAW (formato cru) tiradas "antes" e "depois" da cena vencedora. Mas nenhuma delas incluía o tamanduá.

"Infelizmente, não tenho outra imagem do animal porque é uma longa exposição de 30 segundos e ISO 5000. Depois que os flashes foram disparados, o animal deixou o local, por isso não foi possível fazer outra foto com o animal saindo do local totalmente escuro", explicou Cabral.

As regras do Vida Selvagem do Ano afirmam que "as imagens não devem enganar o espectador ou tentar deturpar a realidade da natureza". Dessa maneira, a fotografia O Invasor Noturno perdeu seu título de vencedora e foi retirada da exposição com os registros ganhadores da competição.

"Acho desalentador e surpreendente que um fotógrafo possa ir tão longe para enganar a concorrência e seus seguidores em todo o mundo. A competição dá grande importância à honestidade e à integridade, e tal violação das regras é desrespeitosa com a comunidade de fotografia da vida selvagem, que está no coração da competição", diz à BBC Kidman Cox, que está no júri do Vida Selvagem há mais de 30 anos.