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Notícias Tecnologia

07 de maio de 2019

Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

O Google lançou nesta terça-feira (7) dois novos celulares, o Pixel 3a e o Pixel 3a XL. Com preços a partir de US$ 399 e US$ 479 (R$ 1.580 e R$ 1.897), respectivamente, eles devem competir numa faixa intermediária, abaixo do Pixel 3, topo de linha lançado em outubro do ano passado que custa ao menos US$ 799 (R$ 3.165).

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

Um dos atrativos dos novos aparelhos é ter a mesma câmera dos Pixel 3, considerada por analistas uma das melhores do mercado, por um preço mais baixo. Eles também incluem uma entrada para fones de ouvido, eliminada das versões mais caras.

A principal diferença entre as duas novas versões é o tamanho da tela, de 5,6 polegadas no Pixel 3a e 6 polegadas no 3a XL.

A venda de aparelhos mais baratos é vista como uma tentativa de o Google aumentar sua participação no mercado de smartphones, no qual vem enfrentando dificuldades. Na semana passada, em reunião com acionistas, a empresa apontou queda nas vendas do Pixel no primeiro trimestre em relação ao ano anterior. 

Este é o segundo lançamento desde que o Google concluiu a aquisição de uma parte da divisão de celulares da taiwanesa HTC por US$ 1,1 bilhão (R$ 4,35 bilhões), em janeiro de 2018. No negócio, anunciado pela primeira vez em setembro de 2017, os americanos ficaram com 2.000 funcionários da companhia taiwanesa.

O anúncio também é um passo em direção à consolidação dos investimentos do Google no mercado de celulares, que, ao longo dos anos, foi inconstante.

De 2010 a 2015, a empresa teve a linha Nexus, em que fazia parcerias com fabricantes para desenvolver smartphones com sua visão. Em 2012, pareceu que dobraria a aposta no segmento ao adquirir a divisão de celulares da Motorola por US$ 12,5 bilhões (R$ 49,5 bilhões). Menos de dois anos depois, contudo, vendeu-a para a chinesa Lenovo por US$ 2,9 bilhões (R$ 11,5 bilhões), mantendo apenas o portfólio de patentes da pioneira americana.

Além da sequência de prejuízos milionários da Motorola, um dos motivos aventados à época para a mudança de curso foi que a aquisição havia colocado o Google em concorrência com seus principais clientes, os fabricantes de smartphone que usam o sistema operacional Android, hoje com mais de 2,5 bilhões de usuários ativos.

Em 2016, foi lançado o primeiro celular Pixel e desde então a lista de eletrônicos "made by Google" vem aumentando. A empresa já lançou laptops, caixas de som inteligentes, fones de ouvido, equipamentos de realidade virtual, entre outros.

Mas crescer no mercado de smartphones, dominado pelo duopólio Apple-Samsung, tem sido um desafio. A empresa não divulga números, mas um levantamento da IDC estimou que em 2017, foram vendidos apenas 3,9 milhões de aparelhos Pixel em um mercado de 1,5 bilhão de celulares inteligentes.

*O jornalista viajou a Mountain View a convite do Google.

14 de abril de 2019

WhatsApp, Facebook e Instagram voltam após apagão global

WhatsApp, Facebook e Instagram voltam após apagão global

As reclamações acerca de todos os serviços começaram antes das 8h.

WhatsApp, Facebook, Messenger e Instagram voltaram a funcionar após ficarem fora do ar por cerca de duas horas na manhã deste domingo (14). Todos os serviços pertencem à empresa de Mark Zuckerberg.

As reclamações acerca de todos os serviços começaram antes das 8h. Pouco mais de uma hora depois, alguns usuários já relatavam sinais de retorno no WhatsApp, o mais afetado de todos, mas ainda de forma intermintente. Perto das 10h, o sistema estava regularizado.

Antes disso, às 8h45, Facebook, Messenger e Instagram passaram a funcionar nas versões para celular, mas os sites para computador só voltaram mais tarde.

Os relatos de instabilidade, segundo o site Downdetector, que coleta relatos de usuários sobre problemas em diferentes sistemas, se espalharam por todo o mundo.

Outro site que recebe reclamações de usuários sobre indisponibilidade de serviços, o Outage Report, também registrava problemas globais nos serviços.

O Facebook não se pronunciou ainda em seus canais oficiais. A Folha de S.Paulo entrou em contato e aguarda resposta da empresa.

Como de praxe, os usuários foram para o Twitter reclamar e buscar informações. Ao procurar pelos nomes dos serviços na rede social, assim como no Downdetector, aparecem relatos de problemas pelo globo -e em vários idiomas.

FUSÃO

Os serviços que ficaram offline neste domingo estão no centro de uma grande fusão planejada pelo Facebook para este ano. A empresa diz que vai integrar os aplicativos de mensagem permitindo que um usuário do Facebook consiga conversar com alguém que só usa o WhatsApp.

De acordo com anúncio oficial feito pela empresa em março, a interoperabilidade também se estenderá ao SMS.

06 de abril de 2019

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país.

Um dessalinizador solar de baixo custo de implantação e manutenção, com capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, é alternativa para famílias do semiárido da Paraíba, que enfrentam longas estiagens e sofrem com escassez de água de boa qualidade. O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país e ajudar a solucionar a falta de acesso à água potável.

Resultado da parceria da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o dessalinizador aproveita o potencial solar da região e atende a assentamentos de agricultores familiares desde 2015. O modelo foi reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB), chegando a ser premiado pela entidade em 2017.

“A ideia [do dessalinizador] parte do princípio de que vivemos no semiárido. Os poços que a gente perfura, quase em sua totalidade, têm água salobra, água salgada, o que não serve para o consumo humano. Então, desenvolvemos junto com a UEPB essa tecnologia para exatamente fazer com que essa água salgada se tornasse uma água ideal para o consumo humano”, contou Jonas Marques de Araújo Neto, presidente da cooperativa.

“O primeiro impacto que o dessalinizador gerou foi maior solidariedade ainda entre eles [agricultores], porque um dessalinizador desse serve para quatro ou cinco famílias, não é uma questão individual. Dá uma média de 80 litros de água por dia, que é distribuída entre eles. Nós [da cooperativa] não temos o menor poder sobre isso, eles é que têm o verdadeiro poder e eles é quem dizem como vai ser dividida essa água”, disse, ao acrescentar que esse modelo fortalece a comunidade.


Foto: Fundação Banco do Brasil

Além disso, ele destacou a importância do consumo de água potável para a saúde. “Você chega em um hospital público e pergunta: ‘depois dessa história do dessalinizador, quantas crianças apareceram aqui com dor de barriga, com subnutrição?’. Eles vão dizer para você, sem sombra de dúvida, que diminuiu muito”.

Outro benefício da implementação dessa tecnologia é que as pessoas conseguem manter seu modo de vida no semiárido, desenvolver as atividades e sustentar as famílias sem precisar migrar para conseguir oferta de água potável, nem recorrer a subempregos nos centros urbanos. “Isso faz com que as pessoas consigam ficar nas suas terras, consigam habitar o semiárido”.

O dessalinizador consiste em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto e cobertura de vidro que deixa passar a radiação solar. Dessa forma, a construção possibilita o aumento da temperatura dentro da caixa e a evaporação da água armazenada em uma lona encerada, conhecida como lona de caminhão.

Tecnologias sociais

Responsável por um Banco de Tecnologias Sociais – uma base de dados com mais de 900 soluções para problemas sociais nascidas da sabedoria popular e do conhecimento científico – a fundação já beneficiou cerca de 130 mil pessoas no país, em 444 municípios, por meio de um total de 389 projetos, de acordo com relatório divulgado pela instituição na última semana. Os projetos tiveram investimento total de R$ 156,3 milhões.

Todas as tecnologias sociais do banco fazem referência aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). As inscrições estão abertas para certificação de novas tecnologias sociais até o dia 21 deste mês, com a possibilidade de concorrerem a prêmios em dinheiro. Podem participar entidades sem fins lucrativos, do Brasil ou de outros países da América Latina ou do Caribe.

03 de abril de 2019

Com aumento de chuva, Comitê do Setor Elétrico se reúne nesta quarta

Com aumento de chuva, Comitê do Setor Elétrico se reúne nesta quarta

A bandeira verde está em vigor desde janeiro deste ano.

Após o volume maior de chuvas registrado em março, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne hoje (3) para avaliar as condições do suprimento energético no país. O calor intenso no início do ano, especialmente em janeiro, levou o comitê, responsável pelo monitoramento das condições de abastecimento e pelo atendimento ao mercado de energia, a acionar usinas termelétricas para evitar queda maior no nível dos reservatórios das hidrelétricas.

As termelétricas, que têm maior custo de operação, foram desligadas no fim de fevereiro, com o aumento no volume de chuva. Havia a expectativa de que um acionamento mais duradouro pudesse causar impacto na fixação da bandeira tarifária em abril. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária na cor verde, sem custo para os consumidores, para o mês de abril. A bandeira verde está em vigor desde janeiro deste ano.


Foto:Arquivo/Agência Brasil

De acordo com a agência reguladora, abril é um mês de transição entre as estações úmida e seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A agência informou que a previsão hidrológica para o mês indica a tendência, verificada em março, de recuperação do nível dos reservatórios. "Essa conjuntura favorável aponta para a manutenção da produção hidrelétrica e do nível de risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o perfil de bandeira verde", disse a Aneel.

Mesmo com a manutenção, a Aneel estuda reajustar o preço das bandeiras tarifárias amarela e vermelha, nos patamares 1 e 2. A iniciativa consta de proposta de consulta pública, anunciada em fevereiro pela agência e encerrada segunda-feira (1º). 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, segundo a agência, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. Na amarela há o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Na vermelha no patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3,00 a cada 100 kwh; já no 2, o valor extra sobe para R$ 5,00.

Pela proposta, os custos adicionais com as bandeiras tarifárias serão reajustados entre maio deste ano e abril de 2020. Com isso, o adicional da bandeira amarela pode passar de R$ 1,00 para R$ 1,50, de R$ 3,00 para R$ 3,50 na vermelha patamar 1 e de R$ 5,00 para R$ 6,00 no patamar 2. Os valores propostos pela área técnica da Aneel ainda podem ser alterados.

02 de abril de 2019

Cinco palavras para decifrar o mundo revolucionário dos negócios tecnológicos

Cinco palavras para decifrar o mundo revolucionário dos negócios tecnológicos

Especialistas definem de forma simples palavras importantes para quem quer trabalhar com tecnologias em 2019.

A forma de fazer negócios muda a cada avanço tecnológico. Com novos recursos, serviços e tendências, surge também um vocabulário próprio, frequentemente derivado do inglês. Por isso, quem adentra esse ambiente pela primeira vez pode sentir-se perdido ou sobrecarregado por palavras como criptomoedas, blockchain, unicórnio e IoT, que significa Internet das Coisas.

Para dar suporte a quem deseja navegar por esse mundo, cinco especialistas do Centro Universitário Internacional Uninter elaboraram um glossário tecnológico. Cada um escolheu um termo que está em alta em 2019 e detalhou seu significado. Acompanhe abaixo.

1.    Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas

Quando a internet se popularizou no mundo, nos anos 1990, o único meio para acessá-la eram os computadores. Com o tempo, foram criados dispositivos como celulares, smartphones, tablets e videogames, que também acessam a rede. Hoje, a tendência é que todos os dispositivos com que temos contato no dia a dia passem a ser conectados por meio da internet.

“Já existem, por exemplo, pentes, chaveiros, carros e até mesmo aparelhos de uso sexual que têm conexão à internet. O termo ‘Internet das Coisas’ representa o conceito de interligar tudo e também de colher informações de uso de todos os dispositivos”, explica Frank Alcantara, coordenador do curso de Engenharia de Computação da Uninter.

2.    Global Trading

Além da crescente digitalização, a sociedade contemporânea passa também por um processo de internacionalização. Nesse sentido, os países intensificam a negociação de produtos entre si. A coordenadora do curso de Global Trading (do inglês, “negócios globais”) da Uninter, Angela Cristina Kochinski, elucida que o campo surgiu para facilitar transações logísticas e financeiras que envolvam mais de uma nação. “O profissional da área domina as melhores ferramentas para realizar atividades de gestão e processos no mercado internacional”, diz.

3.    Unicórnio

Diversos nomes de animais reais e figuras mitológicas são usadas para categorizar empresas. O termo foi ressignificado por Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures, para designar startups com valor de mercado superior a U$ 1 bilhão. O unicórnio foi escolhido por ser uma criatura mística rara e preciosa. “A classificação mais popular na área de startups é a de unicórnio. É um marco muito importante e dificílimo de alcançar”, diz Armando Kolbe Júnior, coordenador do curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital da Uninter.

No Brasil, alguns exemplos de unicórnios são as startups Nubank, 99 e Movile (iFood).

4.    Criptomoedas

Criptomoedas são moedas digitais cujas transações são registradas em um livro caixa com intricado sistema de segurança, chamado blockchain. Diferentemente de moedas como o real, o dólar e o euro, não são controladas por um órgão centralizador. Elas criaram um novo sistema financeiro. Seu valor é determinado pela oferta e procura.

“A primeira criptomoeda a se consolidar foi o bitcoin, por isso é a mais conhecida. Todas as outras são chamadas de altcoins. No futuro, será possível usá-las para transações de compra e venda, como já acontece no exterior. Por ora, são usadas como uma forma de investimento e para transações digitais”, explana Daniel Cavagnari, coordenador do curso de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital da Uninter.

5.    Marketing de Influência

Enquanto o marketing tradicional aposta em promover as marcas por meio de panfletos, outdoors e comerciais, o marketing de influência confia em líderes, pessoas que desfrutam de grande autoridade perante outras. São os chamados influenciadores, ou influencers, que se popularizaram com as redes sociais. Por meio de seu trabalho, esses indivíduos conquistam confiança e fidelidade do público, em uma relação autêntica. Logo, conseguem convencê-lo facilmente a consumir determinado produto ou serviço.

“O consumidor está mais exigente e tem pouca paciência para interrupções comerciais na TV, no rádio e na internet. Já os influencers captam sua atenção de forma efetiva, além de terem grande credibilidade”, pontua Achiles Júnior, coordenador do curso de Marketing Digital da Uninter.

21 de março de 2019

Com recarga SKY, clientes podem ampliar programação de TV por assinatura

Com recarga SKY, clientes podem ampliar programação de TV por assinatura

A SKY possui mais de cinco milhões de clientes, sendo a maior empresa de TV por assinatura via satélite do Brasil, presente em todos os estados da federação.

Imagina acompanhar os lançamentos dos melhores filmes, assistir aos campeonatos de futebol ou ainda ter uma programação infantil diversificada. Na SKY, tudo isso é possível. O cliente pré-pago dispõe de muitas vantagens, como flexibilidade, qualidade e um conteúdo completo, proporcionando uma melhor experiência.

Evandro Marchetto, diretor de produtos pré-pago da SKY, explica que a oferta da empresa demonstra o comprometimento em entender melhor os diversos públicos de TV por assinatura no Brasil, trazendo soluções que se adequem à sua necessidade.

O cliente pré-pago da SKY pode comprar a recarga através de diversos canais, como internet, rede credenciada, aplicativo de celular, bancas de jornais e revistas, farmácias, postos de gasolina e até em loterias, basta apresentar o número de CPF do titular e escolher a recarga que mais se adequa ao seu gosto e bolso. Todos os postos de recarga possuem um selo ‘SKY recarregue aqui’ de identificação.

“Nesse sentido, o pré-pago tem como principais características trabalhar a flexibilidade, qualidade e conteúdo, sendo uma alternativa para públicos que não querem se comprometer com mensalidades e contas, podendo assim ter acesso à TV por assinatura. Em relação à qualidade, os clientes de pré-pago têm acesso à mesma programação da TV por assinatura na modalidade pós-pago, com a mesma qualidade de sinal e de equipamento”, comenta Evandro Marchetto.


Evandro Marchetto explica planos pré-pagos da operadora. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Para o diretor, o grande diferencial da SKY é o conteúdo que chega até os lares de milhões de pessoas. Através das recargas de programação, com pacotes e períodos diferenciados, é possível que mais pessoas tenham TV por assinatura em suas casas e que seja compatível com seu orçamento.

“As recargas possuem duração de três, sete, quinze e trinta dias, conforme a escolha do cliente. Mesmo contratando uma recarga de trinta dias, há a possibilidade de contratar novas programações que se complementem ao que o consumidor já possui. Por exemplo, para quem gosta de ficar em casa com a família, é possível fazer a recarga do canal Telecine e curtir os principais lançamentos de filmes. Já para quem não abre mão do futebol, também é possível fazer a recarga do Premiere e acompanhar os principais jogos”, frisa.

A SKY possui mais de cinco milhões de clientes, sendo a maior empresa de TV por assinatura via satélite do Brasil, presente em todos os estados da federação. Por ser uma tecnologia em DTH (Direct To Home), via satélite, é possível chegar a diversas regiões pelo Brasil com a mesma qualidade de sinal e conteúdo.

“A ideia principal das recargas é a opção que o consumidor tem de adequar a programação que deseja ao seu bolso, como ele quiser e quando ele puder. O cliente tem a opção de comprar algo a mais e levar mais entretenimento para sua casa. Esse é o diferencial que a SKY dá, onde a pessoa pode adequar o que quer aos seus momentos especiais”, finaliza.

18 de março de 2019

Competição de robótica atrai cerca de 1,2 mil alunos do país ao Rio

Competição de robótica atrai cerca de 1,2 mil alunos do país ao Rio

Vencedores vão participar da maior competição do mundo, nos EUA.

Cinquenta anos depois que o homem pisou na Lua, em 1969, cerca de 1,2 mil estudantes brasileiros competiram neste fim de semana no Rio de Janeiro, do Festival Sesi de Robótica, com projetos voltados para a pesquisa no espaço. As soluções apresentadas por estudantes, a partir de 9 anos, passaram por temas como combustíveis alternativos, materiais leves e sobrevivência em atmosfera zero.


Estudantes de diversos estados do país participam do Festival Sesi de Robótica, no Píer Mauá, na zona portuária da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes disputaram em três categorias, e em duas delas estavam disponíveis vagas para participar da maior competição de robótica do mundo, o World Festival, em Houston, nos Estados Unidos. O gerente executivo de educação do Sesi, Sergio Gotti, comemora que, muito além de prêmios internacionais, a competição estimula a curiosidade e desenvolve nos jovens uma série de habilidades que não se restringem ao comando de máquinas. 

"Sempre defendemos que a robótica não pode ser uma disciplina específica, ela tem em que ser um componente transversal para ajudar as outras disciplinas a desenvolverem melhor a parte prática dentro da teoria. A robótica é um grande elemento impulsionador da aprendizagem, e não uma disciplina em si".

O educador conta que um terço das escolas participantes da competição é pública e que o perfil dos alunos que vieram ao Rio mostrar seus projetos quebra estereótipos. "Tem muita gente vinculada a arte, o cara mais criativo, o mais expansivo, o que é mais tímido. A robótica consegue aglutinar esses elementos", disse, resumindo: "O perfil é o cara mais curioso do mundo. Pode ser da matemática, da arte, da química, das linguagens. Quem está aqui tem curiosidade".


 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foi o fato de ser curiosa que levou Yasmim Santos Ferreira, hoje com 18 anos, a começar a estudar robótica, quatro anos atrás. Estudante de uma escola do Sesi em Salvador, ela hoje cursa graduação em engenharia da computação e curso técnico em desenvolvimento de sistemas.

"Meu professor de geografia era técnico de uma das equipes e comentou comigo que ia ter um campeonato interno. Participei e fui convidada para participar de outra equipe. Eu ia fazer só a pesquisa, mas como fui muito curiosa, o técnico me chamou para a arena [de competição]".

A soteropolitana já participou da competição em outros anos, mas desta vez seu time saiu com o prêmio de pensamento crítico no desafio tecnológico, que avalia a aplicação de conceitos industriais na criação de robôs. 

O robô construído por sua equipe reconhece minérios e os separa por tipos em um depósito ou no interior de uma nave espacial, usando conceitos físicos para otimizar os movimentos durante esse processo.  O interesse e a experiência em robótica fez com que ela fosse aceita com uma bolsa parcial para fazer um curso de verão no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde espera ficar ainda mais perto de seus objetivos profissionais.  "A área de tecnologia é muito abrangente. Tenho muito interesse em estudar a utilização de realidade aumentada e realidade estendida", contou.

15 de março de 2019

Mudança em servidor foi a causa de instabilidade geral, diz Facebook

Mudança em servidor foi a causa de instabilidade geral, diz Facebook

Em um post, o Facebook negou que a instabilidade tivesse como causa um ataque cibernético.

Uma mudança na configuração do servidor foi a causa da instabilidade registrada ao longo da tarde e a noite de ontem (13) no Facebook, Instagram e Whatspp, informou hoje (14) o Facebook. "Ontem, como resultado de uma mudança de configuração do servidor, muitas pessoas tiveram problemas para acessar nossos aplicativos e serviços. Resolvemos agora os problemas e os nossos sistemas estão a recuperar. Lamentamos muito o inconveniente e apreciamos a paciência de todos", postou o Facebook no Twitter.

A instabilidade afetou usuários dos aplicativos no Brasil e em diversos outros países. Ontem, o Facebook utilizou o Twitter para se comunicar com os usuários. Em um post, o Facebook negou que a instabilidade tivesse como causa um ataque cibernético do tipo "DDoS", como são conhecidos os Ataques Distribuídos de Negação de Serviço. Esse tipo de ataque sobrecarrega os servidores com uma alta demanda de conexões.

Ao longo da tarde de ontem, usuários que tentavam acessar o Instagram recebiam como mensagens: "ocorreu um erro" e "tentar novamente".  O Instagram disse estar ciente dos problemas e pediu desculpas. "Sabemos que isso é frustrante, e nossa equipe está trabalhando duro para resolver isso o mais rápido possível, postou a empresa.

Também houve relatos de dificuldades de uso do Whatsapp. Muitos usuários reclamaram que não conseguem enviar fotos ou áudios no Whatsapp. À Agência Brasil, o Whatsapp disse que estava ciente e que estava tentando resolver o problemas. "Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar a família de aplicativos do Facebook. Estamos trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”, informou a assessoria.

14 de março de 2019

Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017.

O último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje (14). A data marca o início do pagamento do nono lote do benefício, destinado a trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho e servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. A estimativa do Ministério da Economia é que R$ 3,1 bilhões sejam destinados a 3,9 milhões de pessoas. O prazo final para o saque de todos aqueles que têm direito ao Abono 2017 é 28 de junho. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas na última terça-feira (12). A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

 
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor a que cada trabalhador tem direito é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Quem esteve empregado por todo o ano recebe o equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Aquele que esteve empregado por apenas 30 dias pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84 – o equivalente a 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

O Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em julho de 2018. O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos.

09 de março de 2019

Atriz de 'The Good Place' se revolta por usarem photoshop para clarear sua pele

Atriz de 'The Good Place' se revolta por usarem photoshop para clarear sua pele

Celebridade também reclamou da remoção de suas estrias e da diminuição do tamanho de seus braços.

A atriz Jameela Jamil utilizou a conta dela no Instagram para expor sua revolta e fazer críticas públicas a uma versão editada de uma foto dela que ela encontrou nas redes sociais. Na avaliação da celebridade de 33 anos, o registro passou por uso intenso de Photoshop com o propósito de clarear a pele dela.

“Fiquei chocada com excesso de edições dessa foto”, escreveu a celebridade na legenda do registro. “Me deixou péssima ao tentar ser essa pessoa ao vivo. Clareamento de pele é coisa do DIABO”, criticou a atriz da série ‘Good Place’.


Post da atriz nas redes sociais. Foto: Reprodução

A atriz também inseriu na imagem publicada por ela um aviso explicando: “Eu não sou assim, eles me clarearam pra valer. Onde estão as estrias nos meus peitos? Os meus braços não são finos assim. A minha pele é mais escura do que isso”.

“Esse clareamento é a razão das mulheres odiarem seus joelhos. Os meus joelhos parecem uma vagina e está tudo bem! Eles clarearam até os meus tornozelos. Imagine considerar que alguém acho que tem algum problema com os tornozelos”, finalizou.

Em outubro do ano passado, ao posar para um ensaio para a revista britânica Arcadia, Jamil pediu publicamente aos editores que não removessem com Photoshop as marcas de estrias em seus seios. Mais recentemente, ela causou polêmica ao fazer uma série de críticas públicas ao estilista Karl Lagerfeld (1933-2019), chamando-o de “misógino e gordofóbico” logo após o anúncio da morte dele.


A foto compartilhada pela atriz Jameela Jamil para seu ensaio na revista Arcadia (Foto: Twitter)

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

Mudanças valem para municípios de até 50 mil habitantes.

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.


Foto: Reprodução

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

28 de fevereiro de 2019

Leilão do 5G deve ser feito até março de 2020, diz presidente da Anatel

Leilão do 5G deve ser feito até março de 2020, diz presidente da Anatel

Segundo a agência, quatro faixas serão colocadas à venda. Duas delas na faixa dos 3,5 GHz, as mais apropriadas para o 5G.

O leilão da frequência 5G no Brasil deve ser feito até março de 2020, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Morais.

"O edital deve ser lançado neste ano e a realização efetiva deve acontecer no primeiro trimestre do ano que vem", afirmou nesta quarta-feira (27).

Segundo Morais, quatro faixas serão colocadas à venda. Duas delas na faixa dos 3,5 GHz, as mais apropriadas para o 5G.

O presidente da Anatel disse também que esse não será um leilão arrecadatório. "Não trabalho com essa possibilidade. O [valor] que se gera com impostos depois é muito maior do que com aquele momento do leilão."

Morais fez a ressalva de que isso não significa que pretendem doar espectros.

Nesta semana, Morais participa do Mobile World Congress (MWC), principal evento de tecnologia móvel do mundo, em Barcelona. Com a declaração sobre o leilão não ser arrecadatório, ele vai ao encontro do que pedem as teles na feira.


Sede da Anatel (Foto: Divulgação)

Logo na abertura do MWC, o presidente da Telefónica, dona da Vivo no Brasil, criticou a abordagem de governos em relação à regulação de redes telefônicas para a adoção do 5G.

"Os governos estão usando o 5G para ganhar dinheiro a curto prazo em vez de impulsionar a transformação digital que a sociedade e a economia exigem", afirmou.

As empresas de telecomunicação têm no horizonte a possibilidade de estreitamento do faturamento nos próximos anos. A executiva-chefe da singapuriana Singtel, Chua Sock Koong, expressou a preocupação do setor com uma expectativa de diminuição do crescimento das teles de 5% ao ano para 1% em 2025.

A expectativa é que o 5G comece a chegar ao Brasil em 2021. A adoção em massa, no entanto, deve ser lenta devido a desafios técnicos –assim como no resto do mundo. Previsão da GSMA aponta uma adoção que começa a ser relevante em 2023.

14 de fevereiro de 2019

IBM e Fapesp vão investir US$ 10 mil com pesquisas de inteligência artificial

IBM e Fapesp vão investir US$ 10 mil com pesquisas de inteligência artificial

A Universidade selecionada será responsável por fornecer instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro.

A IBM e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) vão investir US$ 10 ,milhões (cerca de R$ 37,5 milhões) em um centro de pesquisas em inteligência artificial dentro de uma universidade a ser escolhida por meio de edital. Nele, serão desenvolvidas pesquisas em cinco áreas prioritárias: recursos naturais, agronegócio, ambiente, finanças e saúde.

O projeto terá duração de até 10 anos, durante os quais IBM e Fapesp vão injetar US$ 500 mil anuais. A Universidade selecionada será responsável por fornecer instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro. Ulisses Mello, diretor da IBM Research Brasil, diz que iniciativas como essa permitem à companhia produzir estudos em áreas nas quais estão as principais demandas do mercado brasileiro.

Ele explica que os investimentos serão feitos principalmente na contratação de especialistas. No centro, profissionais da IBM deverão atuar ao lado de professores e pesquisadores da universidade, diz. "Será um modelo de trabalho em conjunto, não vamos só colocar o dinheiro e esperar o resultado."

Segundo ele, o centro criado em parceria com a Fapesp irá produzir tanto pesquisa básica (para ampliar conhecimento sobre a área) como também aplicada (para o desenvolvimento de novas tecnologias). A IBM já conta com um centro de pesquisas em inteligência artificial no Brasil desde 2010.

O laboratório estuda aplicações da inteligência artificial em setores de destaque no mercado brasileiro, como agronegócio e extração de recursos naturais, além de trabalhar no aprimoramento do processamento da língua portuguesa por ela.

09 de fevereiro de 2019

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais. Especialistas avaliam que foi um avanço a inclusão da educação midiática na BNCC, pois a escola poderá dar instrumentos para que o estudante possa se tornar um consumidor e produtor de conteúdo responsável.

No fim de 2017, o Ministério da Educação homologou a Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental e, no fim do ano passado, aprovou a BNCC do ensino médio. O documento estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do país, públicas e particulares.

A partir da base, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

Habilidade

A base prevê, por exemplo, que o aluno do sexto ao nono ano do ensino fundamental desenvolva a habilidade de leitura e produção de textos jornalísticos em diferentes fontes, veículos e mídias, a autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos, além de saber diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.

“A questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news [notícias falsas], da manipulação de fatos e opiniões tem destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias [...]”, diz um trecho do documento.


BNCC do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais - Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Para os estudantes do ensino médio, as habilidades preveem a ampliação do repertório de escolhas de fontes de informação e opinião, a comparação de informações sobre um fato em diferentes mídias, além do uso de procedimentos de checagem de fatos e fotos publicados para combater a proliferação de notícias falsas.

A base também recomenda que os alunos possam atuar de maneira ética e crítica na produção e compartilhamento de comentários, textos noticiosos e de opinião e memes nas redes sociais ou em outros ambientes digitais.

Desafios

A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, afirma que foi um significativo ganho colocar o tema da educação para a mídia na BNCC, pois significa que o campo jornalístico-midiático terá que ser abordado pelas escolas em âmbito nacional. No entanto, ela destacou que há ainda um longo trabalho pela frente para que a prática seja efetivamente adotada nos currículos.

“Nunca foi tão necessário, nesse ambiente de tecnologia, educar para a mídia, para o consumo de informação. Se a criança e o adolescente desenvolvem senso crítico, a escola está contribuindo para a formação de cidadãos que podem exercer melhor sua liberdade de expressão”, diz Patrícia.

“Educação midiática tem o papel de antídoto às fake news: você percebe que tem algo estranho, vai pesquisar outra fonte, e não simplesmente compra uma informação como verdade absoluta e a repassa para a frente”, acrescenta a especialista.

Segundo ela, são três os desafios atuais para a iniciativa chegar às salas de aula: disseminar o conceito da educação midiática, divulgando sua importância, formar os professores para que eles possam abordar o tema, e desenvolver a produção de conteúdos e materiais relevantes para serem usados na escola.

Alfabetização

O representante do Comitê Internacional da Aliança Global para Parcerias em Alfabetização de Mídia e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na América Latina e Caribe, Alexandre Sayad, lembra que o tema está incluído entre as competências a serem abordadas na disciplina de língua portuguesa.

“O professor de língua portuguesa vai ter que colocar na sua aula. Mas nada impede outra disciplina abordar o tema. A questão da mídia é presente na vida das pessoas. Há uma tendência na educação, em geral, de se descompartimentalizar as disciplinas”, diz Sayad.

Segundo ele, atualmente há poucas escolas no Brasil que tratam do assunto em sala de aula. “Identificar a fonte de notícia é uma habilidade necessária no mundo hoje. É pela alfabetização midiática que você consegue separar o joio do trigo na mídia”.