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Notícias Tecnologia

21 de março de 2019

Com recarga SKY, clientes podem ampliar programação de TV por assinatura

Com recarga SKY, clientes podem ampliar programação de TV por assinatura

A SKY possui mais de cinco milhões de clientes, sendo a maior empresa de TV por assinatura via satélite do Brasil, presente em todos os estados da federação.

Imagina acompanhar os lançamentos dos melhores filmes, assistir aos campeonatos de futebol ou ainda ter uma programação infantil diversificada. Na SKY, tudo isso é possível. O cliente pré-pago dispõe de muitas vantagens, como flexibilidade, qualidade e um conteúdo completo, proporcionando uma melhor experiência.

Evandro Marchetto, diretor de produtos pré-pago da SKY, explica que a oferta da empresa demonstra o comprometimento em entender melhor os diversos públicos de TV por assinatura no Brasil, trazendo soluções que se adequem à sua necessidade.

O cliente pré-pago da SKY pode comprar a recarga através de diversos canais, como internet, rede credenciada, aplicativo de celular, bancas de jornais e revistas, farmácias, postos de gasolina e até em loterias, basta apresentar o número de CPF do titular e escolher a recarga que mais se adequa ao seu gosto e bolso. Todos os postos de recarga possuem um selo ‘SKY recarregue aqui’ de identificação.

“Nesse sentido, o pré-pago tem como principais características trabalhar a flexibilidade, qualidade e conteúdo, sendo uma alternativa para públicos que não querem se comprometer com mensalidades e contas, podendo assim ter acesso à TV por assinatura. Em relação à qualidade, os clientes de pré-pago têm acesso à mesma programação da TV por assinatura na modalidade pós-pago, com a mesma qualidade de sinal e de equipamento”, comenta Evandro Marchetto.


Evandro Marchetto explica planos pré-pagos da operadora. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Para o diretor, o grande diferencial da SKY é o conteúdo que chega até os lares de milhões de pessoas. Através das recargas de programação, com pacotes e períodos diferenciados, é possível que mais pessoas tenham TV por assinatura em suas casas e que seja compatível com seu orçamento.

“As recargas possuem duração de três, sete, quinze e trinta dias, conforme a escolha do cliente. Mesmo contratando uma recarga de trinta dias, há a possibilidade de contratar novas programações que se complementem ao que o consumidor já possui. Por exemplo, para quem gosta de ficar em casa com a família, é possível fazer a recarga do canal Telecine e curtir os principais lançamentos de filmes. Já para quem não abre mão do futebol, também é possível fazer a recarga do Premiere e acompanhar os principais jogos”, frisa.

A SKY possui mais de cinco milhões de clientes, sendo a maior empresa de TV por assinatura via satélite do Brasil, presente em todos os estados da federação. Por ser uma tecnologia em DTH (Direct To Home), via satélite, é possível chegar a diversas regiões pelo Brasil com a mesma qualidade de sinal e conteúdo.

“A ideia principal das recargas é a opção que o consumidor tem de adequar a programação que deseja ao seu bolso, como ele quiser e quando ele puder. O cliente tem a opção de comprar algo a mais e levar mais entretenimento para sua casa. Esse é o diferencial que a SKY dá, onde a pessoa pode adequar o que quer aos seus momentos especiais”, finaliza.

18 de março de 2019

Competição de robótica atrai cerca de 1,2 mil alunos do país ao Rio

Competição de robótica atrai cerca de 1,2 mil alunos do país ao Rio

Vencedores vão participar da maior competição do mundo, nos EUA.

Cinquenta anos depois que o homem pisou na Lua, em 1969, cerca de 1,2 mil estudantes brasileiros competiram neste fim de semana no Rio de Janeiro, do Festival Sesi de Robótica, com projetos voltados para a pesquisa no espaço. As soluções apresentadas por estudantes, a partir de 9 anos, passaram por temas como combustíveis alternativos, materiais leves e sobrevivência em atmosfera zero.


Estudantes de diversos estados do país participam do Festival Sesi de Robótica, no Píer Mauá, na zona portuária da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes disputaram em três categorias, e em duas delas estavam disponíveis vagas para participar da maior competição de robótica do mundo, o World Festival, em Houston, nos Estados Unidos. O gerente executivo de educação do Sesi, Sergio Gotti, comemora que, muito além de prêmios internacionais, a competição estimula a curiosidade e desenvolve nos jovens uma série de habilidades que não se restringem ao comando de máquinas. 

"Sempre defendemos que a robótica não pode ser uma disciplina específica, ela tem em que ser um componente transversal para ajudar as outras disciplinas a desenvolverem melhor a parte prática dentro da teoria. A robótica é um grande elemento impulsionador da aprendizagem, e não uma disciplina em si".

O educador conta que um terço das escolas participantes da competição é pública e que o perfil dos alunos que vieram ao Rio mostrar seus projetos quebra estereótipos. "Tem muita gente vinculada a arte, o cara mais criativo, o mais expansivo, o que é mais tímido. A robótica consegue aglutinar esses elementos", disse, resumindo: "O perfil é o cara mais curioso do mundo. Pode ser da matemática, da arte, da química, das linguagens. Quem está aqui tem curiosidade".


 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foi o fato de ser curiosa que levou Yasmim Santos Ferreira, hoje com 18 anos, a começar a estudar robótica, quatro anos atrás. Estudante de uma escola do Sesi em Salvador, ela hoje cursa graduação em engenharia da computação e curso técnico em desenvolvimento de sistemas.

"Meu professor de geografia era técnico de uma das equipes e comentou comigo que ia ter um campeonato interno. Participei e fui convidada para participar de outra equipe. Eu ia fazer só a pesquisa, mas como fui muito curiosa, o técnico me chamou para a arena [de competição]".

A soteropolitana já participou da competição em outros anos, mas desta vez seu time saiu com o prêmio de pensamento crítico no desafio tecnológico, que avalia a aplicação de conceitos industriais na criação de robôs. 

O robô construído por sua equipe reconhece minérios e os separa por tipos em um depósito ou no interior de uma nave espacial, usando conceitos físicos para otimizar os movimentos durante esse processo.  O interesse e a experiência em robótica fez com que ela fosse aceita com uma bolsa parcial para fazer um curso de verão no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde espera ficar ainda mais perto de seus objetivos profissionais.  "A área de tecnologia é muito abrangente. Tenho muito interesse em estudar a utilização de realidade aumentada e realidade estendida", contou.

15 de março de 2019

Mudança em servidor foi a causa de instabilidade geral, diz Facebook

Mudança em servidor foi a causa de instabilidade geral, diz Facebook

Em um post, o Facebook negou que a instabilidade tivesse como causa um ataque cibernético.

Uma mudança na configuração do servidor foi a causa da instabilidade registrada ao longo da tarde e a noite de ontem (13) no Facebook, Instagram e Whatspp, informou hoje (14) o Facebook. "Ontem, como resultado de uma mudança de configuração do servidor, muitas pessoas tiveram problemas para acessar nossos aplicativos e serviços. Resolvemos agora os problemas e os nossos sistemas estão a recuperar. Lamentamos muito o inconveniente e apreciamos a paciência de todos", postou o Facebook no Twitter.

A instabilidade afetou usuários dos aplicativos no Brasil e em diversos outros países. Ontem, o Facebook utilizou o Twitter para se comunicar com os usuários. Em um post, o Facebook negou que a instabilidade tivesse como causa um ataque cibernético do tipo "DDoS", como são conhecidos os Ataques Distribuídos de Negação de Serviço. Esse tipo de ataque sobrecarrega os servidores com uma alta demanda de conexões.

Ao longo da tarde de ontem, usuários que tentavam acessar o Instagram recebiam como mensagens: "ocorreu um erro" e "tentar novamente".  O Instagram disse estar ciente dos problemas e pediu desculpas. "Sabemos que isso é frustrante, e nossa equipe está trabalhando duro para resolver isso o mais rápido possível, postou a empresa.

Também houve relatos de dificuldades de uso do Whatsapp. Muitos usuários reclamaram que não conseguem enviar fotos ou áudios no Whatsapp. À Agência Brasil, o Whatsapp disse que estava ciente e que estava tentando resolver o problemas. "Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar a família de aplicativos do Facebook. Estamos trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”, informou a assessoria.

14 de março de 2019

Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017.

O último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje (14). A data marca o início do pagamento do nono lote do benefício, destinado a trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho e servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. A estimativa do Ministério da Economia é que R$ 3,1 bilhões sejam destinados a 3,9 milhões de pessoas. O prazo final para o saque de todos aqueles que têm direito ao Abono 2017 é 28 de junho. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas na última terça-feira (12). A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

 
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor a que cada trabalhador tem direito é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Quem esteve empregado por todo o ano recebe o equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Aquele que esteve empregado por apenas 30 dias pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84 – o equivalente a 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

O Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em julho de 2018. O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos.

09 de março de 2019

Atriz de 'The Good Place' se revolta por usarem photoshop para clarear sua pele

Atriz de 'The Good Place' se revolta por usarem photoshop para clarear sua pele

Celebridade também reclamou da remoção de suas estrias e da diminuição do tamanho de seus braços.

A atriz Jameela Jamil utilizou a conta dela no Instagram para expor sua revolta e fazer críticas públicas a uma versão editada de uma foto dela que ela encontrou nas redes sociais. Na avaliação da celebridade de 33 anos, o registro passou por uso intenso de Photoshop com o propósito de clarear a pele dela.

“Fiquei chocada com excesso de edições dessa foto”, escreveu a celebridade na legenda do registro. “Me deixou péssima ao tentar ser essa pessoa ao vivo. Clareamento de pele é coisa do DIABO”, criticou a atriz da série ‘Good Place’.


Post da atriz nas redes sociais. Foto: Reprodução

A atriz também inseriu na imagem publicada por ela um aviso explicando: “Eu não sou assim, eles me clarearam pra valer. Onde estão as estrias nos meus peitos? Os meus braços não são finos assim. A minha pele é mais escura do que isso”.

“Esse clareamento é a razão das mulheres odiarem seus joelhos. Os meus joelhos parecem uma vagina e está tudo bem! Eles clarearam até os meus tornozelos. Imagine considerar que alguém acho que tem algum problema com os tornozelos”, finalizou.

Em outubro do ano passado, ao posar para um ensaio para a revista britânica Arcadia, Jamil pediu publicamente aos editores que não removessem com Photoshop as marcas de estrias em seus seios. Mais recentemente, ela causou polêmica ao fazer uma série de críticas públicas ao estilista Karl Lagerfeld (1933-2019), chamando-o de “misógino e gordofóbico” logo após o anúncio da morte dele.


A foto compartilhada pela atriz Jameela Jamil para seu ensaio na revista Arcadia (Foto: Twitter)

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

Mudanças valem para municípios de até 50 mil habitantes.

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.


Foto: Reprodução

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

28 de fevereiro de 2019

Leilão do 5G deve ser feito até março de 2020, diz presidente da Anatel

Leilão do 5G deve ser feito até março de 2020, diz presidente da Anatel

Segundo a agência, quatro faixas serão colocadas à venda. Duas delas na faixa dos 3,5 GHz, as mais apropriadas para o 5G.

O leilão da frequência 5G no Brasil deve ser feito até março de 2020, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Morais.

"O edital deve ser lançado neste ano e a realização efetiva deve acontecer no primeiro trimestre do ano que vem", afirmou nesta quarta-feira (27).

Segundo Morais, quatro faixas serão colocadas à venda. Duas delas na faixa dos 3,5 GHz, as mais apropriadas para o 5G.

O presidente da Anatel disse também que esse não será um leilão arrecadatório. "Não trabalho com essa possibilidade. O [valor] que se gera com impostos depois é muito maior do que com aquele momento do leilão."

Morais fez a ressalva de que isso não significa que pretendem doar espectros.

Nesta semana, Morais participa do Mobile World Congress (MWC), principal evento de tecnologia móvel do mundo, em Barcelona. Com a declaração sobre o leilão não ser arrecadatório, ele vai ao encontro do que pedem as teles na feira.


Sede da Anatel (Foto: Divulgação)

Logo na abertura do MWC, o presidente da Telefónica, dona da Vivo no Brasil, criticou a abordagem de governos em relação à regulação de redes telefônicas para a adoção do 5G.

"Os governos estão usando o 5G para ganhar dinheiro a curto prazo em vez de impulsionar a transformação digital que a sociedade e a economia exigem", afirmou.

As empresas de telecomunicação têm no horizonte a possibilidade de estreitamento do faturamento nos próximos anos. A executiva-chefe da singapuriana Singtel, Chua Sock Koong, expressou a preocupação do setor com uma expectativa de diminuição do crescimento das teles de 5% ao ano para 1% em 2025.

A expectativa é que o 5G comece a chegar ao Brasil em 2021. A adoção em massa, no entanto, deve ser lenta devido a desafios técnicos –assim como no resto do mundo. Previsão da GSMA aponta uma adoção que começa a ser relevante em 2023.

14 de fevereiro de 2019

IBM e Fapesp vão investir US$ 10 mil com pesquisas de inteligência artificial

IBM e Fapesp vão investir US$ 10 mil com pesquisas de inteligência artificial

A Universidade selecionada será responsável por fornecer instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro.

A IBM e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) vão investir US$ 10 ,milhões (cerca de R$ 37,5 milhões) em um centro de pesquisas em inteligência artificial dentro de uma universidade a ser escolhida por meio de edital. Nele, serão desenvolvidas pesquisas em cinco áreas prioritárias: recursos naturais, agronegócio, ambiente, finanças e saúde.

O projeto terá duração de até 10 anos, durante os quais IBM e Fapesp vão injetar US$ 500 mil anuais. A Universidade selecionada será responsável por fornecer instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro. Ulisses Mello, diretor da IBM Research Brasil, diz que iniciativas como essa permitem à companhia produzir estudos em áreas nas quais estão as principais demandas do mercado brasileiro.

Ele explica que os investimentos serão feitos principalmente na contratação de especialistas. No centro, profissionais da IBM deverão atuar ao lado de professores e pesquisadores da universidade, diz. "Será um modelo de trabalho em conjunto, não vamos só colocar o dinheiro e esperar o resultado."

Segundo ele, o centro criado em parceria com a Fapesp irá produzir tanto pesquisa básica (para ampliar conhecimento sobre a área) como também aplicada (para o desenvolvimento de novas tecnologias). A IBM já conta com um centro de pesquisas em inteligência artificial no Brasil desde 2010.

O laboratório estuda aplicações da inteligência artificial em setores de destaque no mercado brasileiro, como agronegócio e extração de recursos naturais, além de trabalhar no aprimoramento do processamento da língua portuguesa por ela.

09 de fevereiro de 2019

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais. Especialistas avaliam que foi um avanço a inclusão da educação midiática na BNCC, pois a escola poderá dar instrumentos para que o estudante possa se tornar um consumidor e produtor de conteúdo responsável.

No fim de 2017, o Ministério da Educação homologou a Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental e, no fim do ano passado, aprovou a BNCC do ensino médio. O documento estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do país, públicas e particulares.

A partir da base, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

Habilidade

A base prevê, por exemplo, que o aluno do sexto ao nono ano do ensino fundamental desenvolva a habilidade de leitura e produção de textos jornalísticos em diferentes fontes, veículos e mídias, a autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos, além de saber diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.

“A questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news [notícias falsas], da manipulação de fatos e opiniões tem destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias [...]”, diz um trecho do documento.


BNCC do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais - Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Para os estudantes do ensino médio, as habilidades preveem a ampliação do repertório de escolhas de fontes de informação e opinião, a comparação de informações sobre um fato em diferentes mídias, além do uso de procedimentos de checagem de fatos e fotos publicados para combater a proliferação de notícias falsas.

A base também recomenda que os alunos possam atuar de maneira ética e crítica na produção e compartilhamento de comentários, textos noticiosos e de opinião e memes nas redes sociais ou em outros ambientes digitais.

Desafios

A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, afirma que foi um significativo ganho colocar o tema da educação para a mídia na BNCC, pois significa que o campo jornalístico-midiático terá que ser abordado pelas escolas em âmbito nacional. No entanto, ela destacou que há ainda um longo trabalho pela frente para que a prática seja efetivamente adotada nos currículos.

“Nunca foi tão necessário, nesse ambiente de tecnologia, educar para a mídia, para o consumo de informação. Se a criança e o adolescente desenvolvem senso crítico, a escola está contribuindo para a formação de cidadãos que podem exercer melhor sua liberdade de expressão”, diz Patrícia.

“Educação midiática tem o papel de antídoto às fake news: você percebe que tem algo estranho, vai pesquisar outra fonte, e não simplesmente compra uma informação como verdade absoluta e a repassa para a frente”, acrescenta a especialista.

Segundo ela, são três os desafios atuais para a iniciativa chegar às salas de aula: disseminar o conceito da educação midiática, divulgando sua importância, formar os professores para que eles possam abordar o tema, e desenvolver a produção de conteúdos e materiais relevantes para serem usados na escola.

Alfabetização

O representante do Comitê Internacional da Aliança Global para Parcerias em Alfabetização de Mídia e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na América Latina e Caribe, Alexandre Sayad, lembra que o tema está incluído entre as competências a serem abordadas na disciplina de língua portuguesa.

“O professor de língua portuguesa vai ter que colocar na sua aula. Mas nada impede outra disciplina abordar o tema. A questão da mídia é presente na vida das pessoas. Há uma tendência na educação, em geral, de se descompartimentalizar as disciplinas”, diz Sayad.

Segundo ele, atualmente há poucas escolas no Brasil que tratam do assunto em sala de aula. “Identificar a fonte de notícia é uma habilidade necessária no mundo hoje. É pela alfabetização midiática que você consegue separar o joio do trigo na mídia”.

06 de fevereiro de 2019

Aplicativos falsos de carteira de motorista e IPVA instalam vírus no celular

Aplicativos falsos de carteira de motorista e IPVA instalam vírus no celular

Os apps maliciosos são oferecidos ao público desde dezembro do ano passado e já infectaram mais de 17 mil smartphones.

Aplicativos que tentam se passar por CNH (Carteira Nacional de Habilitação) digital e outros que oferecem consulta ao IPVA 2019 são, na verdade, programas maliciosos que infectam os smartphones das vítimas. Eles são oferecidos na loja oficial da Google para celulares Android.

Os apps levam nomes como "CNH Digital", "Consulta IPVA" e "IPVA São Paulo", oferecidos por um suposto "Ministério da Tecnologia" -o Brasil nem tem uma pasta com esse nome, a real se chama Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Até por volta das 20h desta terça-feira (5), todos estavam disponíveis na Google Play, loja oficial de aplicativos, jogos e conteúdos, para celulares Android. Eles foram retirados do ar após a reportagem perguntar à Google se eles seriam excluídos. Procurada, a Google não respondeu o que aconteceria com usuários que já haviam baixado o aplicativo.

De acordo com a Kaspersky Lab, empresa de cibersegurança que identificou o problema, os apps maliciosos são oferecidos ao público desde dezembro do ano passado e já infectaram mais de 17 mil smartphones. Ao serem instalados, esses aplicativos ativam um adware, programa malicioso que apresenta propagandas invasivas e indesejadas. Nesse caso em particular, elas são abertas ocupando toda a tela do celular.

Adwares também consomem internet e bateria do aparelho, e podem explorar dados pessoais. Tudo sem oferecer nenhuma utilidade prática ao usuário.


Apps falsos identificados na loja do Android. Foto: Reprodução

PROTEÇÃO

Para evitar cair nesse tipo de golpe, a dica é acessar os sites oficiais das empresas e órgãos públicos para encontrar a versão correta dos aplicativos desejados. Além disso, antivírus podem identificar essas ameaças e barrá-las antes que façam algum mal.

A versão oficial da CNH digital se chama "Carteira Digital de Trânsito". Ele traz a carteira de habilitação e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo). O serviço é oferecido gratuitamente pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para Android e iPhone nas respectivas lojas oficiais de aplicativos. No menu do app Carteira Digital de Trânsito é possível encontrar um tutorial com o passo a passo para obter a CNH digital -essa, livre de vírus.

No caso do IPVA de 2019 em São Paulo, Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado informa que a consulta só é possível pelo site da pasta ou pela rede bancária autorizada. São necessários o Renavam e a placa do veículo. Os aplicativos oficiais do governo do Estado de São Paulo estão disponíveis no "SP Serviços".

Pesquisa mostra impactos no bem-estar de usuários ao deixar Facebook

Pesquisa mostra impactos no bem-estar de usuários ao deixar Facebook

Os autores também examinaram o acompanhamento de notícias e o engajamento político, incluindo a polarização das pessoas envolvidas.

Uma pesquisa de acadêmicos das universidades de Stanford e de Nova York, nos Estados Unidos (EUA), mostrou impactos positivos em pessoas que pararam de usar a rede social Facebook durante um período. O estudo verificou entre os entrevistados um aumento do “bem-estar”, melhoria na socialização offline, redução da polarização política e uma queda do tempo de presença na plataforma após o fim do levantamento.

O trabalho, que envolveu 2,8 mil pessoas residentes nos EUA, constatou que a interrupção reduziu o tempo em redes sociais, “liberando” em média uma hora por dia dos participantes. Eles relataram ter se dedicado a outras atividades, como assistir televisão e socializar com familiares e amigos.

Os autores também examinaram o acompanhamento de notícias e o engajamento político, incluindo a polarização das pessoas envolvidas. Esse último termo mostra a intensidade de discordância de pontos de vista, fenômeno indicado por outros estudos como um dos efeitos do uso de redes sociais diversas.


Foto: Divulgação/Facebook

Foi observada uma queda de 15% no tempo dedicado a notícias. As pessoas fora da rede social acompanharam menos questões de atualidade política e iniciativas de governantes, como do presidente Donald Trump. Os autores não conseguiram detectar impacto na participação política, como a decisão de não participar das eleições legislativas norte-americanas.

Contudo, o estudo verificou uma diminuição da polarização e exposição a mensagens com conteúdos de críticas fortes a determinadas visões políticas. Houve queda no índice formulado pelos autores. Contudo, eles alertam para o fato de que esse resultado não foi significativo e não pode ser generalizado como uma mudança de postura em relação a temas como o partido de preferência, por exemplo.

Bem-estar

Também foram analisados indicadores relacionados ao bem-estar das pessoas que participaram do estudo. “A desativação da rede social trouxe pequenas, mas significativas melhorias no bem-estar e, em particular, em registros de felicidade, satisfação de vida, depressão e ansiedade”, concluíram os acadêmicos. Na escala utilizada, esses impactos foram equivalentes a cerca de 25% a 40% de efeitos percebidos em intervenções psicológicas, como terapias individuais e em grupo.


Foto: Getty

Uso do Facebook

Outro ponto avaliado foi a continuidade do uso do Facebook pelos participantes. Eles relataram, em média, um tempo na plataforma 23% menor do que o dispendido pelas pessoas que não desativaram as contas e também foram acompanhadas no estudo. “Os participantes relataram que estavam passando menos o Facebook, tinham desinstalado o app de seu telefone e estavam fazendo um uso mais decidido da plataforma”, diz o texto.

Segundo os autores, essas respostas vão ao encontro da percepção de impactos positivos na vida dos usuários, ao encerrar ou reduzir o engajamento na rede social. “A desativação fez com que as pessoas apreciassem mais o Facebook, tanto em seus impactos positivos quanto negativos em sua vida”, destaca a pesquisa.

Procedimentos

O levantamento avaliou 2,8 mil usuários da rede social e convidou-os a interromper o uso durante um mês, especificamente na reta final das eleições legislativas promovidas no ano passado nos Estados Unidos. Foram avaliadas tanto pessoas que desativaram seus perfis quanto aquelas que não o fizeram, técnica chamada em pesquisas de “grupos de controle”.

02 de fevereiro de 2019

Especialista dá dicas de segurança para o uso de aplicativos

Especialista dá dicas de segurança para o uso de aplicativos

Cuidados ajudam a evitar que os usuários se exponham demais ou acabem sendo vítimas de golpes


Nunca forneça informações pessoais, como número do CPF, cartão de crédito ou informações bancárias (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

É difícil se manter reticente às muitas facilidades ofertadas pelo uso da internet e das redes sociais. Utilizar as plataformas para conhecer novas pessoas é, sim, uma chance de ampliar as possibilidades de vida, mas também é necessária certa dose de atenção e cuidados para se prevenir de uma exposição exagerada ou golpes.

Segundo Lucas Marques, co-fundador do Teresina Hacker Club, recentemente, descobriu-se vulnerabilidades no aplicativo Tinder, onde algumas informações como nome, idade, sexo, e-mails, número de telefone e até localização do GPS dos usuários estavam expostas quando o aplicativo era acessado em redes públicas. “Isso acontecia porque o Tinder utilizava algumas aplicações de terceiros, chamadas SDKs, que manipulavam essas informações em transmissões sem criptografia, o que permitia a interceptação desses dados”, revela.

Lucas ainda lembra o fato das redes sociais serem um local em que pessoas mal intencionadas podem se utilizar para fins outros. Por isso, a atenção deve ser redobrada. “É altamente recomendado que os usuários deste tipo de plataforma nunca forneçam informações pessoais, como número de CPF, número de cartão de crédito ou informações bancárias, endereço de trabalho ou residencial para desconhecidos. E, claro, denunciar perfis que fazem isso”, destaca.

Em caso de necessidade de sair das plataformas, o usuário terá duas opções, a desativação da conta ou a ação de excluir todo o registro feito. “Ao desativar, os dados ainda existirão e serão mantidos pela empresa, mantendo o perfil do usuário apenas oculto para a rede. Quando o usuário exclui a conta, os dados são de fato excluídos, mas por motivos de disponibilidade da infraestrutura da rede, pode levar até 90 dias para que essas informações sejam completamente eliminadas dos servidores”, explica o especialista.

Para Lucas, com o surgimento de periféricos cada vez mais discretos e multifuncionais, além do fator comodidade e praticidade, o uso dessas tecnologias, principalmente para relacionamentos, será mais intensificado em um mundo cada vez mais corrido e conectado.



25 de janeiro de 2019

Zuckerberg afirma que Facebook não vende dados pessoais dos usuários

Zuckerberg afirma que Facebook não vende dados pessoais dos usuários

O bilionário americano afirmou que o Facebook armazena os dados de seus usuários para melhorar sua experiência.

O cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou a repetir, nesta quinta-feira, que a rede social não vende dados pessoais de seus usuários, em mais uma tentativa de rebater as críticas cada vez mais recorrentes sobre a empresa. “Nos últimos tempos surgiram muitas perguntas obre nosso modelo econômico, por isso quero esclarecer a forma como funcionamos”, escreveu Zuckerberg em um artigo publicado por jornais como o americano Wall Street Journal ou o francês Le Monde.

“Se nos comprometemos a servir a todos, então precisamos de um serviço que seja acessível para todos. A melhor forma de fazer isto é oferecer um serviço gratuito, e isto é o que a publicidade nos permite fazer”, completou.

O bilionário americano afirmou que o Facebook armazena os dados de seus usuários para melhorar sua experiência. “As pessoas nos dizem que se devem ver anúncios, estes devem ser pertinentes para eles”. Mas isto não significa que a empresa vende os dados de seus usuários, destacou, em resposta a uma das críticas mais frequentes contra o Facebook, sobretudo desde o escândalo Cambridge Analytica, um caso de troca de informações pessoas sem o conhecimento dos usuários e com fins políticos.


Mark Zuckerbeg, cofundador do Facebook. Foto: Reprodução

O Facebook não proporciona diretamente os dados aos anunciantes ou demais companhias, e sim cobra para permitir o acesso destas empresas aos usuários, classificados graças às informações que fornecem à rede social. A rede cria categorias com os dados, como por exemplo “pessoas que gostam de jardinagem e vivem na Espanha”, a partir das páginas que elas curtem ou dos conteúdos nos quais elas clicam”.

O empresário de 34 anos respondeu a outra crítica recorrente: “Nos perguntam se deixamos conteúdos nocivos ou de conflito em nosso serviço, com o objetivo gerar mais tráfego”, o que pode contribuir para difundir conteúdos ofensivos ou notícias falsas. “A resposta é não”, afirmou.

Zuckerberg destacou que a rede social não tem interesse em abrigar este tipo de conteúdo porque não agrada os usuários e, portanto, tampouco os anunciantes. As polêmicas abalaram a empresa e custaram um preço elevado, já que a rede social teve que gastar bilhões de dólares para melhorar sua imagem

23 de janeiro de 2019

Especialistas veem com cautela limite de mensagens no WhatsApp

Especialistas veem com cautela limite de mensagens no WhatsApp

Limitação será para até cinco grupos de conversa.

O WhatsApp anunciou a limitação do encaminhamento de mensagens para até cinco grupos de conversa (chats). Segundo a empresa, tal medida teve como objetivo reforçar o caráter da plataforma como espaço de trocas de mensagens privadas. A decisão foi uma reação para lidar com o que a companhia chamou de “questão do conteúdo viral”, ou seja, a difusão massiva de informações por pessoas e grupos.

“O WhatsApp avaliou com cuidado essa teste [de limite de encaminhamento] e ouviu o feedback dos usuários durante o período de seis meses. O limite de encaminhamento reduziu significantemente o encaminhamento de mensagens no mundo todo. Começando hoje, todos os usuários da última versão do WhatsApp podem encaminhar apenas cinco mensagens por vez, o que vai ajudar a manter o WhatsApp focado em mensagens privadas com contatos próximos”, informou a empresa por meio de nota ontem (21).

O aplicativo entrou na mira de questionamentos em vários locais do mundo como espaço de disseminação de desinformação, conteúdos também chamados popularmente de “fake news” (no termo utilizado na língua inglesa). Na Índia, mensagens falsas reproduzidas em massa foram identificadas como fatores de estímulo a linchamentos de pessoas no ano passado. Em razão desse caso, o WhatsApp instituiu no país no ano passado este limite de cinco destinatários como um teste.

Eficácia

Foto: Reprodução

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a medida pode ajudar a conter a circulação de conteúdos enganosos, mas ainda é preciso avaliar se terá eficácia na prática para impactar a quantidade de desinformação enviada. Na opinião do coordenador de Tecnologia e Democracia do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), Marco Konopacki, não há clareza se o novo limite vai conter de fato as chamadas "fake news".

“Existem diferentes grupos com distintos interesses utilizando o WhatsApp para fins escusos, não simplesmente para distribuição de notícias falsas, mas aplicando poder computacional intensivo, com recursos de automatização e semi-automatização. Essas fontes automatizadas não se sujeitam a isso [os limites de encaminhamentos], pois têm base de números e enviam por meio delas”, explicou.

A diretora da agência de checagem de fatos Lupa, Cristina Tardáguila, também vê com cautela os impactos da decisão. “A gente precisa acompanhar. Vamos ver como vai ser a implementação. Observar se será mesmo o Brasil ao mesmo tempo, todos os telefones ao mesmo tempo ou alguma coisa escalonada para ver se não teremos algum tipo de desequilíbrio”, disse.

Mensagens privadas x difusão

Tardáguila foi uma das especialistas que defendeu medida nesse sentido durante as eleições, juntamente com outros professores. Para a diretora da Lupa, o debate de fundo é o uso do WhatsApp, uma plataforma inicialmente de mensagens privadas, para a difusão de conteúdos em massa. Outra mudança para reduzir essa condição de circulação em larga escala, acrescenta a diretora, seria a diminuição também das listas de transmissão, recurso que permite ao usuário enviar uma mensagem para 256 contatos de uma vez.

“Você tem a possibilidade de encaminhar uma mensagem para 256 pessoas, que podem também enviar para 256 e assim sucessivamente, tendo um sistema piramidal enorme. Isso precisa ser reavaliado. Quem é que precisa disparar mensagens para 256 destinatários?”, questiona. Ela acrescenta que o número de pessoas em grupos, hoje 256, também deveria ser limitado.

Fiscalização x criptografia

Segundo Cristina Tardáguila, o uso do WhatsApp para promoção de desinformação levanta questionamentos sobre como a proteção das mensagens pela criptografia, um dos recursos da plataforma, contribuiria para o fenômeno. “Não tenho opinião formada sobre isso. Mas criptografia é algo para poucas pessoas guardarem. No momento que você faz um broadcasting você está contando para muitas pessoas. Talvez ele possa não ser criptografado”, cogita.

O diretor do instituto de pesquisa Internet Lab, Francisco Brito Cruz, também avalia que a medida do WhatsApp tem como pano de fundo a tentativa da plataforma se afirmar como espaço de mensagens privadas frente ao uso para difusão massiva, especialmente de informações falsas. Ele acredita que a redução dos destinatários pode “estrangular um pouco o fluxo”, mas que é preciso ver como será a eficácia na prática. O pesquisador considera, no entanto, que, a despeito da circulação de conteúdos enganosos, o recurso da criptografia não deveria ser flexibilizado.

“Quebrar criptografia pode trazer vulnerabilidade para as pessoas e deixar a plataforma mais insegura para todo mundo, o que cria risco de ser aproveitado para práticas de vigilância. Ela [a criptografia] não tem que ser vista como empecilho, mas como escolha que é importante e que a gente não pode jogar fora o ‘bebê com a água do banho’. Talvez uma das coisas mais importantes do WhatsApp seja a criptografia sob a perspectiva de segurança, de privacidade”, defende.

20 de janeiro de 2019

Brasil e Europa vão ser interligados por novo cabo submarino

Novo cabo dará impulso à transmissão de dados para o exterior

O Brasil e a Europa vão ser interligados por um novo cabo submarino de fibra ótica com capacidade de 40 terabytes (TB) por segundo, o que vai facilitar as comunicações telefônicas e de imagens entre diferentes pontos do território brasileiro e o continente europeu.

A informação é do ministro-conselheiro para o mercado digital da representação da União Europeia no Brasil, Carlos Oliveira. Segundo ele, a União Europeia já disponibilizou US$ 30 milhões para o início da implantação do projeto.Porém, de acordo com o ministro-conselheiro o volume total a ser aplicado no cabo submarino ainda não está calculado porque depende de um detalhamento que vem sendo analisado por um consórcio de empresas, que inclui a brasileira Telebras. Ao final, um consórcio internacional de bancos vai financiar toda a operação.

Carlos Oliveira: União Europeia disponibilizou US$ 30 milhões para implantação do projeto(Foto:Divulgação/União Europeia)

Atualmente o Brasil tem um cabo submarino que liga o território brasileiro à Europa, denominado Atlantis 2. Porém, esse cabo tem uma capacidade de apenas 20 gigabytes, muito distante de atender ao gigantesco desenvolvimento de transmissão de dados nos últimos anos, sobretudo com o avanço da tecnologia de vídeos e imagens.

Em decorrência da deficiência nas comunicações com a Europa, o Brasil é obrigado atualmente a utilizar os cabos submarinos que ligam o território brasileiro aos Estados Unidos para transmitir dados (voz e imagem) internacionais e de lá é que esses dados são retransmitidos para outras partes do mundo, inclusive a Europa.

Os Estados Unidos hoje são um hub, ou seja, um centro armazenador e distribuir de dados brasileiros. De acordo com especialistas, o novo cabo submarino proporcionará praticidade e redução de custos para a transmissão de dados do Brasil para o continente europeu.