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Notícias Tecnologia

27 de janeiro de 2020

Blockchain pode reduzir risco de fraudes em transações

Blockchain pode reduzir risco de fraudes em transações

Tecnologia por trás dos bancos de dados pode resolver questões de segurança e privacidade de informações sensíveis

A blockchain, apesar de não ser exatamente uma novidade, tem recebido atenção cada vez maior de bancos, empresas e governos, principalmente por tornar possível a realização segura de operações financeiras que envolvem criptomoedas e outros tipos de valores digitais.

Por registrar transações de moedas virtuais de maneira transparente e imutável, a blockchain realiza um papel de uma espécie de livro contábil digital que registra informações importantes, como quantia transacionada, quem enviou, quem recebeu, quando essa transação foi feita e onde ficou gravada -- tudo de maneira pública e aberta, mas muito segura.

Como funciona a blockchain

Para saber o quanto essa tecnologia é confiável, é preciso, antes, entender como ela funciona: a blockchain é uma cadeia de blocos protegidos por camadas de criptografia praticamente impenetráveis. Dentro desses blocos, as transações são armazenadas até que o espaço do bloco seja esgotado. Feito isso, a moeda virtual pode sair de um dono para outro, ficando o seu caminho todo registrado, o que impede a reutilização de um valor ou a alteração de uma transação antiga, por exemplo.

Crédito: Divulgação

Por que empresas e governos têm dado mais atenção?

Nos últimos anos, as organizações têm descoberto utilizações da blockchain em diferentes ramos e setores. Envios de remessas agrícolas, transferências interbancárias de valores, cadeias de suprimentos e segurança de alimentos são alguns bons exemplos. 

No e-commerce, por exemplo, pode ser um caminho interessante contra os prejuízos causados pelo temido chargeback .

Apesar da imediata associação às moedas digitais, as blockchains têm uma importância ainda mais ampla entre indústrias e estão sendo usadas como uma rede segura de dados para muitos mercados.

Segurança da blockchain

Blockchains incluem uma camada de criptografia que dificulta a adulteração de dados na rede, criando potencial para melhorar a segurança e a rastreabilidade em muitos tipos de transações. 

Quanto mais dados são adicionados às blockchains, mais seguras elas ficam, pois, como cada novo bloco é construído com base na precisão compartilhada do bloco anterior, qualquer indivíduo que tente invadir e editar os dados teria que fazer o mesmo em todos os blocos anteriores da rede.

Portanto, o blockchain realmente é ótimo para evitar fraudes. Mas sempre vale a ressalva: assim como qualquer sistema de proteção, diante de eventuais estratégias e hábitos ruins de segurança dentro de uma organização, não pode ser chamado de infalível.

15 de janeiro de 2020

Conheça celulares que transformam o usuário em fotógrafo profissional

Conheça celulares que transformam o usuário em fotógrafo profissional

Marcas trouxeram lançamentos com câmeras duplas, triplas e até quádruplas

Nos últimos anos, apostar em celulares com câmeras potentes para tirar as próprias fotos se tornou algo comum. As marcas acompanharam a tendência e lançaram modelos cada vez mais profissionais neste quesito. Em 2019, alguns smartphones receberam destaques e prêmios, como é o caso do iPhone 11 Pro, da Apple, e do Galaxy Note 10 Plus, da Samsung, por suas invenções de câmeras duplas, triplas e até quádruplas. 

Fabricantes como Samsung, Apple, Huawei, Asus e Xiaomi estão entre as destacadas por seus investimentos nos sensores fotográficos. Veja os modelos que possuem as melhores avaliações nessa área:

Xiaomi Mi Note 10

No final de 2019, a empresa surpreendeu ao lançar um smartphone com cinco câmeras. O modelo vem com uma grande angular de 108 MP, uma ultra wide de 20 MP, duas teleobjetivas (uma de 12 MP e com zoom 2x e outra de 15 MP com zoom 5x) e, por fim, uma macro de 2 MP. O sensor frontal tem 32 MP. Ele foi lançado no Brasil em parceria com a Vivo, com preços que variam conforme o plano escolhido. 

Huawei P30 Pro

A empresa chinesa que coleciona títulos de melhores câmeras e alto desempenho lançou esse modelo com quatro sensores fotográficos. Neste modelo, a principal tem 40 MP e as demais são uma lente periscópica de 8 MP, uma ultra wide de 20 MP e um sensor 3D. A frontal possui 32 MP. 

iPhone 11 Pro 

O mais novo lançamento da Apple é um modelo top de linha. Ele vem com câmera tripla de 12 MP, ultra wide e teleobjetiva. A frontal também possui 12 MP e vem com um recurso que permite fazer selfies em slow motion. 

Galaxy Note 10 Plus

O modelo da Samsung também possui câmera tripla. Elas são divididas em teleobjetiva, grande angular, com 12 MP, e ultra wide, com 16 MP. Na frontal, é possível tirar selfies com 10 MP. 

ROG Phone 2

O modelo da Asus vem com duas câmeras. A principal é de 48 MP e a segunda é de 13 MP, além da frontal de 24 MP. 

Normalmente, esses smartphones chegam ao mercado com valores elevados, devido à qualidade das câmeras e dos processadores. Para andar despreocupado enquanto faz as fotografias ou anda com um desses modelos, é bacana investir em um seguro para celular. Com eles, é possível tirar fotos com qualidade semelhante ou superior a algumas câmeras semiprofissionais e profissionais. 

10 de dezembro de 2019

Whatsapp é principal fonte de informação do brasileiro, diz pesquisa

Whatsapp é principal fonte de informação do brasileiro, diz pesquisa

O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil, sendo a plataforma mais popular juntamente com o Facebook.

Uma pesquisa realizada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado mostrou o Whatsapp como principal fonte de informação dos entrevistados: 79% disseram receber notícias sempre pela rede social.

O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil, sendo a plataforma mais popular juntamente com o Facebook.

Depois do Whatsapp, outras fontes foram citadas, misturando redes sociais e veículos tradicionais na lista dos locais onde os brasileiros buscam se atualizar. Apareceram canais de televisão (50%), a plataforma de vídeos Youtube (49%), o Facebook (44%), sites de notícias (38%), a rede social Instagram (30%) e emissoras de rádio (22%). O jornal impresso também foi citado por 8% dos participantes da sondagem e o Twitter, por 7%.

No caso da televisão, o percentual foi maior entre os mais velhos: 67% dos consultados com mais de 60 anos disseram se informar sempre por esse meio, contra 40% na faixa entre 16 a 29 anos.

Já o Youtube apareceu como mais popular entre os mais jovens. Os que afirmaram ver vídeos sempre na plataforma chegaram a 55% na faixa de 16 a 29 anos, contra 31% entre os com 60 anos ou mais.

No caso do Instagram, a diferença é ainda maior. Entre os jovens, 41% relataram buscar informações sempre na rede social. Já na faixa dos 60 anos ou mais, o índice caiu para apenas 9%.

A pesquisa também avaliou os hábitos dos entrevistados nas redes sociais. O tipo de ação mais comum foi a curtida de publicações, ato realizado sempre por 41% dos participantes da sondagem. Em seguida, vieram compartilhamento de posts (20%), publicar conteúdos (19%) e comentar mensagens de outros (15%).

Método

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas com acesso à internet em todos os estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas por telefone no mês de outubro.

A amostra foi composta de modo a buscar reproduzir as proporções da população, como as de gênero, raça, região, renda e escolaridade. Segundo os autores, o nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois para mais ou para menos.

25 de agosto de 2019

Piauiense compete com mais de 26 mil pessoas e ganha maratona de programação

Piauiense compete com mais de 26 mil pessoas e ganha maratona de programação

Ele e mais quatro programadores ganharam viagens para São Francisco (EUA)

Um piauiense foi um dos vencedores da maratona Behind The Code, competição de programação organizada pela IBM. Jefferson Henrique Camelo Soares, 27 anos, é de Teresina e competiu com mais de 26 mil programadores de todo o Brasil. Ele e mais quatro programadores ganharam viagens para o IBM Watson Experience Center, em São Francisco (EUA), onde terão uma semana de imersão para desenvolverem habilidades e estarem em contato com tecnologias de ponta.

Jefferson é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Instituto Federal do Piauí (IFPI) e tem mestrado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Desde bem cedo já começou a trabalhar na área, com estágio em paralelo à graduação, graças a uma grande oportunidade de aprendizado que uma empresa local proporcionou.

Ele e os outros ganhadores estiveram entre os cem finalistas da competição, que passaram o fim de semana na Praia do Forte, na Bahia, com tudo pago pela IBM, onde participaram da grande final, que aconteceu no evento IT Forum+. A seleção dos vencedores foi baseada no tempo e na qualidade dos códigos, cuja taxa de assertividade mínima foi de 80%.

A competição de codificação, que começou no dia 6 de julho, teve como foco o desenvolvimento de tecnologias disruptivas como AI, IoT, Blockchain e Kubernetes, entre outras, a partir de nove desafios. A partir disso, os programadores puderam criar sistemas para validação digital de diplomas, auxiliar investidores, ensinar inglês ou matemática e até mediação judicial.

14 de agosto de 2019

'Future-se' deve viabilizar Parque Tecnológico do Piauí, diz professor

'Future-se' deve viabilizar Parque Tecnológico do Piauí, diz professor

A proposta, lançada recentemente pelo Ministério de Educação (MEC), abre discussões para integração público e privado.

Lançado recentemente pelo Ministério da Educação, o “Future-se” sugere uma nova forma de financiamento do ensino público através de parceria entre a União, as universidades e as organizações sociais, entidades privadas que recebem recursos do Estado para prestar serviço de interesse público. 

Por direcionar o olhar para a integração público e privado, muitas especulações surgiram. Contudo, o professor de direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Samuel Nascimento, especialista em direito econômico, ressalta que a discussão é bem-vinda, por trazer à tona projetos que caíram no esquecimento do estado e da sociedade, como o Parque Científico Tecnológico (PCT) do Piauí, em análise desde 2017.

Com o parque, a proposta é agilizar o processo de aplicabilidade dos resultados das pesquisas universitárias em benefício da população, de forma a transformar a realidade pela socialização do conhecimento, bem como investir no empreendedorismo e inovação. Para isso, a ideia é contar com a cooperação do Governo, academia/centros de pesquisa e empresas, integração também idealizada pelo Future-se, porém aplicada de forma diferente, como explica Samuel Nascimento.

Programa 'Future-se', do Ministério da Educação, propõe maior autonomia financeira para universidades e institutos federais (Foto: Luis Fortes / MEC)

“O Future-se aumenta a abertura para a participação das empresas dentro dos projetos universitários com a justificativa de trazer planos de inovação, porém as universidades já dispõem disso, só que a sociedade não tem conhecimento. A proposta, do jeito que está, não nos traz benefícios, mas a integração empresas e universidades pode ser boa sim, se aplicada da forma correta e colocando em pauta o que realmente está em questão e precisa ser repensado, como o nosso parque tecnológico e outros projetos já existentes”, ressalta o professor.

Segundo ele, as pessoas precisam discutir e ter conhecimento sobre isso, porque a proposta do Future-se ainda não foi finalizada. Ela está aberta para sugestões dos cidadãos até a próxima quinta-feira (15). Basta se cadastrar na consulta pública e fazer comentários sobre a ideia apresentada. “Não há ainda conhecimento detalhado sobre os termos que serão impostos para as universidades. Mas podemos nos posicionar, levantar o que realmente seria interessante e fazê-lo ficar bom”, diz.

O superintendente da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação da UFPI, Lívio César, enfatiza a importância da sociedade compreender a Pesquisa das universidades como uma aliada que sempre gerou muitos benefícios. “Historicamente as inovações aconteceram de dentro das universidades e centros de pesquisa. Tudo de tecnológico surgiu a partir de pesquisas e o cidadão comum não associa que a geladeira ou computador, por exemplo, foram frutos disso. Então, é necessário um esforço bilateral, tanto da sociedade em conhecer o que acontece na universidade como vice-versa”, frisa. 

O superintendente também ressalta a importância do Governo investir na pesquisa e inovação. Segundo ele, as tecnologias só vão avançar com o primeiro passo do Estado. “Nenhuma empresa vai bancar as pesquisas de base da universidade. O governo inicia a pesquisa, dependendo dos rumos que ela levar, a iniciativa privada assume para que chegue ao mercado. Mas se não tiver apoio do Estado, as empresas não vão desenvolver uma pesquisa embrionária”, afirma.

12 de agosto de 2019

Fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício

A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.

“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br ), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.

Como os fake cliques acontecem

De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.

Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.

Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.

Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.

24 de julho de 2019

TIM e Vivo assinam acordo para o compartilhamento de infraestrutura de rede

TIM e Vivo assinam acordo para o compartilhamento de infraestrutura de rede

Operadoras vão compartilhar redes 2G e 4G no país. Inicialmente, apenas nas cidades com menos de 30 mil habitantes haverá o compartilhamento da rede 4G.

As operadoras TIM e Vivo assinaram nesta quarta-feira um memorando de entendimento (MoU) para novos acordos de compartilhamento de infraestrutura de rede em todo o país.

O memorando prevê o compartilhamento da rede 2G em um modelo single grid (grade única) a nível nacional, e a evolução do compartilhamento da infraestrutura de 700 MHz em cidades com menos de 30 mil habitantes, que poderá ser expandido no futuro para municípios maiores. Além disso, as operadoras informam que vão analisar oportunidades de eficiência e redução de custos em operações e manutenções da infraestrutura, energia elétrica e aluguel de sites.

As empresas irão também avaliar as oportunidades de compartilhamento de redes em outras tecnologias. De acordo com Christian Gebara, presidente da Vivo, o principal objetivo da iniciativa é melhorar a experiência do cliente e liberar investimentos para as tecnologias do futuro. “Em um momento em que a demanda por dados cresce exponencialmente, buscamos uma melhora relevante na experiência do cliente, bem como a realocação de recursos para novas tecnologias como o 4G, 4,5G e Fibra”, explica Gebara.

Para Pietro Labriola, presidente da TIM, “o compartilhamento de infraestrutura é a solução industrial crucial para o desenvolvimento das telecomunicações no país, visando a introdução de novas tecnologias". 

"Este acordo representa uma iniciativa eficiente, que aumenta a velocidade de implantação de redes, reduzindo o nível de custos e impactos", ressalta Labriola.

Com isso, as empresas preveem melhorar ainda mais a qualidade dos serviços oferecidos a seus usuários e obter eficiências em alocação de investimentos e custos operacionais.

O documento assinado por TIM e Vivo está alinhado com os desafios relacionados à otimização de uso de energia e de espaços públicos, seguindo as melhores práticas internacionais e impulsionando o processo de digitalização sustentável do Brasil, país de dimensões continentais.

A partir deste memorando, as empresas trabalharão em conjunto para detalhar o plano de compartilhamento ao longo dos próximos 90 dias que, quando concluído, será submetido à aprovação das autoridades.

18 de julho de 2019

Instagram deixa de mostrar número de curtidas das postagens

Instagram deixa de mostrar número de curtidas das postagens

Mudança põe tema entre os mais discutidos na internet

Usuários da rede social Instagram no Brasil perceberam uma importante mudança. Entre os recursos da plataforma o número de “curtidas”, também conhecidas como “likes” que uma publicação recebe, não fica mais visível para todos os usuários. O tema foi um dos mais discutidos do dia em outra rede social, o Twitter, e esteve entre os mais buscados no Google.

A mudança no Brasil está entre os testes anunciados em abril deste ano durante um evento de desenvolvedores do Facebook, empresa controladora do Instagram.

A experiência faz parte de uma série de medidas que o Instagram vem anunciando nos últimos meses para combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web. Tais ações são uma resposta a críticas recebidas pela plataforma de que sua arquitetura e lógica de funcionamento favoreceriam um ambiente prejudicial ao bem-estar de seus integrantes.

Um estudo da Sociedade Real para a Saúde Pública , realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a saúde mental de adolescentes. Segundo o estudo, o Instagram tem impactos importantes em adolescentes, provocando ansiedade, depressão e solidão, além de outros efeitos como na autoimagem dos jovens a partir da lógica das fotos.

Felipe Neto , empresário com canais populares em redes sociais, esteve entre os que vocalizaram essa análise. Ele afirmou que a medida pode mudar a forma como a internet funciona. “O Instagram virou uma rede social tão de fomento à vaidade, ao ego que se transformou em um vírus. É um lugar muito mais negativo do que positivo. Tirar os likes vai ser interessante. Vai ser interessante tirar as disputas”, comentou em um vídeo postado em seus canais. 

Além dos testes retirando a visibilidade pública das curtidas, a empresa anunciou algumas outras ações voltadas a coibir essas práticas. Neste mês, em uma nota, o diretor Adam Mosseri informou a implantação de uma ferramenta que usa Inteligência Artificial para questionar o usuário sobre seu conteúdo antes de postá-lo, se o sistema considerar que este pode ser ofensivo.

“Testes preliminares desse recurso mostraram que ele encoraja algumas pessoas a rever os comentários e compartilhar algo que gere menor dano, uma vez que elas tiveram a chance de refletir”, disse Mosseri no comunicado, divulgado no dia 8 de julho.

13 de julho de 2019

Anatel autoriza reajuste de tarifa de telefonia fixa

Anatel autoriza reajuste de tarifa de telefonia fixa

Os aumentos variam de 0,7% a 6,76%, a depender da empresa.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou o reajuste dos planos básicos de telefonia fixa pelas concessionárias do serviço (Oi, Telefônica, Claro, Sercomtel e Algar). Os aumentos variam de 0,7% a 6,76%, a depender da empresa.

A Anatel regula apenas as tarifas das chamadas concessionárias, empresas que assumiram o direito de explorar o serviço utilizando infraestrutura da União antes controlada pelo extinto Sistema Telebrás. Nesse caso, a lei impõe uma série de obrigações, entre elas a normatização das tarifas pela agência. Outras companhias podem oferecer o serviço, mas como “autorizatárias” e sem ter seus planos sujeitos a esse tipo de regras por parte do órgão.

Serviço é cada vez menos utilizado pela população (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

Pela decisão do Conselho Diretor da Anatel, o reajuste ficará em 6% para a Oi (ligações locais em todo o país, à exceção de São Paulo), 4,9% para a Telefônica (ligações locais no estado de São Paulo), 6% para a Claro (chamadas de longa distância), 6,7% para a Sercomtel (ligações locais em cidades do Paraná) e 0,7% para a Algar (ligações locais em nove estados, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste).

A direção da Anatel também definiu o reajuste de cartões de telefones públicos, mais conhecidos como “orelhões”. A modalidade mais simples, de 20 créditos, passará a custar R$ 2,66.

Apesar da presença muito mais forte da telefonia móvel (com 228 milhões de acessos ativos em maio de 2019), de acordo com a Anatel havia no mesmo período cerca de 35,9 milhões de linhas ativas. A evolução recente, no entanto, mostra declínio do serviço: em maio de 2018, eram 38,8 milhões de telefones fixos em funcionamento.

12 de julho de 2019

Claro incorpora oferta de produtos e serviços da NET

Claro incorpora oferta de produtos e serviços da NET

Marca oferecerá soluções que reúnem conectividade dentro ou fora de casa e conteúdo em todas as telas

A partir de agora, a NET está na Claro. Os serviços residenciais de TV por assinatura, telefonia e banda larga da NET passam a ser incorporados ao portfólio da Claro, consolidando a oferta multisserviço da marca que nasceu no Brasil e hoje está presente em vários países.

“A Claro, que é líder em telecomunicações na América Latina e a operadora que mais cresce no mercado móvel brasileiro, passa agora a deter também a liderança em TV por assinatura e banda larga no país. Ao concentrar os investimentos e atuação mercadológica, fica ainda maior e mais forte, com presença global e portfólio completo de serviços”, destaca o presidente da Claro, José Antônio Félix.

A NET deixa de ser uma marca com atuação independente e passa a integrar o portfólio da Claro dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial. 

Os produtos e serviços voltados a pequenas e médias empresas passam a ser também consolidados no portfólio da Claro Empresas. Já no segmento corporativo, a Embratel segue sendo a marca da Claro dedicada às soluções que incluem aplicações em nuvem, segurança digital, IoT e serviços de TI.

Para tranquilidade e conforto dos clientes, os planos e canais de atendimento permanecem os mesmos. Lojas, sites e aplicativos serão atualizados para facilitar a interação e comunicar a novidade. 

O Claro Clube passa a ser um programa integrado de benefícios para todos os clientes da Claro. O Claro Clube oferece descontos para teatro e cinema, além de permitir acúmulo de pontos e troca por aparelhos, serviços, passagens, e outros benefícios.


Comunicação reforça posicionamento da Claro

A Claro planejou uma estratégia de comunicação integrada com o objetivo de posicionar a companhia para oferecer as melhores e mais inteligentes soluções para seus clientes. 

“É uma Claro muito mais completa, que oferece a melhor conectividade ao cliente, na fibra e no 4.5G. Que permite falar ou navegar, dentro ou fora de casa, no Brasil ou no exterior. E leva o melhor conteúdo para todas as telas. Uma Claro pronta para fazer o próximo novo acontecer”, afirma Paulo Cesar Teixeira, CEO da unidade de Consumo e PME da Claro.

Para representar o movimento de transformação, o apresentador Tiago Leifert será o porta-voz da comunicação que explica a ampliação da marca ao assumir também o portfólio de serviços residenciais. 

Nesta ação, a esfera da Claro se expande ao receber os produtos da NET, em uma solução simples e visual, que entrega a mensagem de forma direta e objetiva. A mesma animação será a nova assinatura, reforçando a ideia de integração do portfólio e ampliação e alcance da marca. 

Confira o filme da campanha: https://www.youtube.com/watch?v=YqgwbLAaj0U 


Um movimento planejado e pronto para o futuro

A Claro e a NET fazem parte da mesma empresa desde 2015. Antes disso, em 2011, haviam lançado o Combo Multi, oferta integrada de serviços das duas marcas. A consolidação de toda a oferta de serviços na marca Claro é um movimento alinhado às tendências tecnológicas apontadas para o setor.

Em breve, o Brasil terá a chegada do 5G, a mais nova tecnologia de conectividade móvel que promete transformar definitivamente a forma como as pessoas se relacionam, trabalham e se divertem.  A tecnologia 5G permitirá velocidades de conexão móvel muito maiores, com tempo de resposta muito menor. Com milhões de pessoas e dispositivos conectados, haverá um salto em automação e operação autônoma de máquinas, viabilizados pelo uso intensivo de aplicações baseadas em inteligência artificial. 

Aplicações avançadas de realidade virtual e realidade aumentada também farão parte do dia a dia, enriquecendo as experiências de educação e entretenimento, que se tornarão interativas e imersivas.

Tudo isso chegará através das redes móveis, que precisarão multiplicar a quantidade de antenas de transmissão e conectá-las via fibra óptica para garantir capacidade de transmissão necessária. 

A Claro está preparada para o 5G e para levar o futuro a seus clientes: “Estamos juntando conteúdo, tecnologia de ponta, fibra óptica e mobilidade, um passo fundamental e definitivo para preparar a Claro para continuar levando o novo para os nossos clientes. O mundo continuará evoluindo numa velocidade sem precedentes, assim como nossas soluções”, afirma Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro.

10 de junho de 2019

Saiba proteger seu WhatsApp de hackers e entenda como o ataque acontece

Saiba proteger seu WhatsApp de hackers e entenda como o ataque acontece

A adoção de medidas como a autenticação em dois fatores podem ajudar a reduzir os riscos, embora não exista uma forma de garantir 100% de segurança.

Alguns passos simples podem ampliar a segurança no uso do WhatsApp e do Telegram e a prevenir golpes que podem levar ao roubo da conta no mensageiro -e a uma baita dor de cabeça.

Por sua popularidade, os aplicativos são alvo de frequentes ataques de hackers. A adoção de medidas como a autenticação em dois fatores (entenda abaixo como ativar o recurso) podem ajudar a reduzir os riscos, embora não exista uma forma de garantir 100% de segurança.

Tudo começa com o mais básico: atenção redobrada. Quando uma conta do WhatsApp é ativada num aparelho novo, o app manda um SMS para o número de telefone cadastrado com um código de confirmação de 6 dígitos. A mensagem identifica se tratar de um código ligado ao mensageiro e que não deve ser repassado.

Golpistas precisam desse código para poder ativar a conta roubada em seus celulares, e vão tentar ludibriar a vítima de diferentes formas para consegui-lo. Ou então, tentar métodos mais sofisticados, como clonagem de chip (para receber o SMS no lugar do alvo).

Mês passado, por exemplo, a empresa de cibersegurança Kaspersky Lab identificou um ataque direcionado a usuários que anunciavam em serviços de vendas online. Os criminosos, em posse dos dados pessoais das vítimas (como o telefone), entram em contato como se fossem a plataforma de vendas.

No contato, os hackers alegam um suposto problema no anúncio e dizem que, para regularizar, é necessário que o anunciante passe para eles um código que chegará por SMS. Nesse momento, o golpista inicia o processo de ativação do WhatsApp em seu telefone, mas usando o número do alvo.

A vítima, então, recebe o código de confirmação do WhatsApp em seu próprio celular e repassa o dado para os golpistas, acreditando se tratar de algo realmente ligado à plataforma de vendas. Com essa informação, os criminosos conseguem fazer a ativação requerida pelo Whats e transferir a conta. Pronto, roubo feito.

O método, no entanto, varia. Criminosos podem roubar o WhatsApp de um amigo do alvo e entrar em contato com a nova vítima se passando pela pessoa conhecida. Aí, então, pedir o tal código. Por isso, NUNCA se deve passar esse número que chega por SMS a terceiros.

Outra dica é ativar a verificação em duas etapas. Com ela, o usuário cria uma sequência numérica que será exigida toda vez que sua conta do WhatsApp for ativada num novo telefone, além do número enviado por SMS. Dessa forma, um criminoso que conseguisse roubar o primeiro código seria travado nessa barreira.

Para ativar a verificação em duas etapas, vá em "Configurações > Conta > Verificação em duas etapas > Ativar" e siga o procedimento que será apontado na tela. Periodicamente, o WhatsApp vai pedir essa senha para dar acesso ao aplicativo como uma espécie de lembrete.

O processo de ativação no Telegram é parecido. Vá em "Configurações > Privacidade e Segurança > Verificação em Duas Etapas" e siga o procedimento, configurando a senha, uma dica para se lembrar e um email de recuperação.

O Telegram enviará uma mensagem ao endereço de email configurado com um código de confirmação, que deverá ser inserido no aplicativo para concluir o processo de ativação do recurso de segurança.

A segurança do próprio telefone também é importante. Mantê-lo com senha, aplicativos e sistema operacional atualizados é fundamental. Apps especializados (os famosos antivírus) podem ajudar a criar algumas barreiras adicionais contra eventuais ataques.

Fui roubado, e agora?

Nesses casos, o WhatsApp orienta a entrar no aplicativo com seu número de telefone e confirmar o código de seis dígitos recebido por SMS. Nessa hora, é necessário ter acesso à linha telefônica.

Com a nova ativação, a conta será desligada em outros celulares em que esteja sendo usada –o telefone dos criminosos, no caso.

No processo, será também necessário digitar o código de verificação em duas etapas, se ele estiver configurado. Se o usuário tiver esquecido a combinação, deverá esperar uma semana antes de obter acesso à conta novamente.

Como o ataque pode acontecer?

De acordo com Fabio Assolini, pesquisador de segurança da Kaspersky Lab, existem cinco técnicas possíveis das quais criminosos podem se aproveitar para roubar uma conta no WhatsApp -e, em sua avaliação, uma delas pode ter sido usada para hackear o telefone do ministro Sergio Moro (Justiça).

- Acesso físico: com o celular em mãos, um atacante pode obter as informações que quiser ou então instalar programas maliciosos no telefone sem que o dono saiba, possibilitando acesso remoto aos dados, gravação de conversa, etc;

- Ataque remoto: a distância, o atacante se aproveita de alguma vulnerabilidade em programas ou sistemas do celular -e pode, assim como no caso do acesso físico, instalar algo para conseguir acesso aos dados do telefone. Exemplo disso foi o caso revelado pelo próprio WhatsApp em maio, quando hackers conseguiram instalar um software de vigilância em telefones a partir de uma falha do aplicativo;

- SIM Swap: é o golpe da moda. Ele depende de uma pessoa com acesso aos sistemas das operadoras de telefonia, que transfere o número associado ao chip da vítima para outro chip, dos criminosos. Com isso, os atacantes conseguem receber os SMS enviados para o telefone e, assim, a conta no WhatsApp –e a outros sistemas que enviem códigos por mensagem de texto, inclusive banco. É fácil de perceber, porque o telefone da vítima "morre": para de receber e fazer ligações, se conectar à internet e alguns aplicativos podem parar de funcionar;

- Engenharia social: é o nome formal dado à técnica na qual os golpistas tentam enganar o usuário para passar o código verificador de alguma forma. É uma alternativa mais simples e barata do que o SIM Swap, já que não é necessária uma pessoa com acesso ao sistema das operadoras;

- Protocolo SS7: é o mais sofisticado de todos, e mais incomum. Depende de criminosos com conhecimento técnico sobre o protocolo SS7, usado por empresas de telefonia para o tráfego de informação. Vulnerabilidades no protocolo foram usadas pelos EUA para espionar o governo Dilma, exemplifica Assolini. É possível espelhar a linha telefônica de modo imperceptível para o usuário -o celular continua funcionando normal, mas a comunicação chega também para os criminosos.

Devido a essas vulnerabilidades, Assolini critica o fato de aplicativos mensageiros usarem o número de telefone como forma de unir uma pessoa a sua conta.

"Esses programas de comunicação têm uma falha de design. Enquanto não tratarmos de forma correta, vão continuar existindo casos assim", alerta. "Números de telefone não foram criados para te dar acesso a uma plataforma."

Por mais que ajudem, medidas como a autenticação de duas etapas ainda podem ser burladas em investidas um pouco mais elaboradas, avalia. Por isso, para uma segurança mais robusta, a recomendação seria migrar para outro aplicativo, que ofereça acesso não atrelado ao número de telefone. A recomendação de Assolini é o Threema (à venda por R$ 9,49 para Android e R$ 10,90 para iPhone).

22 de maio de 2019

Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita

Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita

Nos últimos três meses, ONG descobriu páginas suspeitas na rede social na França, Alemanha, Itália, no Reino Unido, na Polónia e Espanha.

Estudo da organização não governamental (ONG) Avaaz identificou mais de 500 contas do Facebook usadas para disseminar notícias falsas. A rede de contas de extrema-direita publicava discursos de ódio e pretendia “espalhar mensagens de supremacia branca”, segundo a edição online do jornal britânico The Guardian.

Apesar dos esforços constantes do Facebook, a rede social tem sido invadida por publicações de desinformação e redes de contas falsas que pretendem tornar virais as chamadas fake news.

Nos últimos três meses, a ONG descobriu páginas suspeitas na rede social na França, Alemanha, Itália, no Reino Unido, na Polónia e Espanha.

A rede social eliminou contas que tinham cerca de 6 milhões de seguidores e em que proliferavam notícias falsas e discursos de ódio.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A maioria foi descoberta por publicar e partilhar, por meio de perfis falsos, conteúdo desinformativo e de incitamento ao ódio. A Avaaz está investigando ainda, no entanto, centenas de outras contas, com mais de 26 milhões de seguidores, que podem ser expostos a conteúdos suspeitos.

Essas redes eram muito mais populares do que as páginas oficiais dos grupos populistas de extrema-direita e anti-União Europeia (UE) naqueles países, de acordo com o The Guardian.

“As páginas têm altos níveis de interação. Não importa quantos seguidores tem, se não houver interações”, disse Christoph Schott, diretor de campanha do grupo Avaaz. "Eles têm mais de 500 milhões de visualizações apenas nas páginas apagadas, o que é mais do que o número de eleitores na UE", acrescentou.

Armas de destruição em massa

A Avaaz encontrou, até agora, mais de 550 páginas e grupos, assim como 328 perfis que partilhavam notícias falsas. Embora o Facebook as tenha apagado, a maioria dessas páginas foi visualizada cerca de 533 milhões de vezes, em apenas três meses

19 de maio de 2019

Relatório aponta problemas que afetam

Relatório aponta problemas que afetam "saúde" da internet

Avanço da inteligência artificial (IA) preocupa especialistas em todo o mundo

O quão “saudável” é a internet no mundo? De que maneira os desenvolvimentos recentes impactam e melhoram (ou pioram) a “saúde” da web? Segundo a Fundação Mozilla, mudanças na inteligência artificial, na publicidade digital e na coleta e no processamento de dados são necessárias, afetam o estado da rede mundial de computadores e precisam ser discutidas pela sociedade.

As tendências estão no relatório “Internet Health Report 2019”, uma compilação de estudos e análises para identificar periodicamente os principais problemas da internet, mapear o que influencia esse ecossistema e discutir estratégias a serem adotadas por diversos atores (como governos, empresas e organizações da sociedade) para enfrentá-los e construir o que a fundação chama de uma web “mais saudável”.

Uma das principais preocupações é com o avanço da inteligência artificial (IA), cada vez mais disseminado no ambiente online hoje. “Sem necessariamente saber, qualquer um que use internet hoje está interagindo com alguma forma de automatização de IA”, registra o relatório.

Segundo o estudo, é preciso entender essas tecnologias, decidir o que se quer para elas e prestar atenção aos riscos. Grandes empresas de tecnologia vêm direcionando os avanços no tema a partir de sua imensa base de dados (como as plataformas Amazon, Facebook, Google e Microsoft). Entre as inovações dessas companhias estão sistemas de reconhecimento facial vendidos a governos para repressão, ainda que haja registros de erros graves nesses sistemas e riscos à privacidade.

Em abril deste ano, o Google anunciou a criação de um “conselho de ética” para supervisionar o desenvolvimento dessas soluções técnicas. A iniciativa foi recebida com críticas tanto de trabalhadores quanto de indivíduos e organizações, que apontaram a falta de efetividade no projeto. Diante disso, a companhia abandonou a proposta.

Um caso citado como exemplo no relatório foi a decisão de um grupo de pesquisadores (OpenAI, IA aberta, no termo em inglês) de não divulgar uma tecnologia de IA que podia escrever automaticamente textos realistas baseados no conteúdo existente na web. A decisão ocorreu pelo receio dos pesquisadores com usos negativos do sistema. 

Os autores defendem uma maior autonomia dos indivíduos em relação a esta tecnologia.

15 de maio de 2019

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

Pedido é feito após falha em segurança.

O WhatsApp divulgou hoje (14) recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis”, destacou a empresa em resposta à Agência Brasil.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smatphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.