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Notícias Tecnologia

20 de maio de 2018

Tudo sobre o uberAIR: saiba como vai funcionar o táxi voador da Uber

Serviço está previsto para começar a operar em 2023, mas ainda precisa enfrentar desafios

A uberAIR é a próxima aposta da Uber para o serviço de transporte. Como um táxi aéreo, o projeto vai permitir que usuários peçam um voo com a mesma simplicidade que se pede um carro atualmente. A ideia é fazer um modelo elétrico e autônomo, e os primeiros testes serão em 2020 – com início das operações previsto para 2023.

Há também projetos voltados para receber e embarcar passageiros, em uma espécie de aeroporto próprio para o serviço: o Skyport. Conheça um pouco mais da novidade que pode surgir nos próximos anos e entenda como vai funcionar o taxi aéreo da Uber.

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Serviço de 'carona aérea' poderá entrar em operação em 2023 com aeronaves autônomas (Foto: Divulgação/Uber)

Ficha técnica

Previsão de início dos testes: 2020

Previsão de início da operação: 2023

Controle na aeronave: autônomo

Capacidade: quatro passageiros

Velocidade prevista: de 240 a 320 km/h

Expectativa de duração da bateria por carga: 60 milhas (equivalente a 96,5 km)

Glossário

uberAIR: serviço da Uber que vai permitir ao usuário solicitar voos pelo aplicativo

eVTOL: veículo elétrico de pouso e decolagem verticais que será usado no uberAIR

Skyport: estação planejada para ficar no topo de prédios para que as aeronaves possam decolar e pousar

O que é o UberAir?

Procedimento para pedir uberAIR deverá ser semelhante à solicitação de um carro (Foto: Divulgação/Uber)

O uberAIR é o futuro serviço de transporte aéreo da Uber. Iniciado em 2016 a partir da publicação de um artigo técnico sobre mobilidade aérea urbana pela Elevate, o projeto tem como um dos objetivos tornar a rede de veículos aéreos acessível a pessoas comuns que querem evitar o trânsito em distâncias longas.

O projeto propõe que as aeronaves contem com um piloto a bordo. No entanto, ao longo do tempo, a ideia é tornar os eVTOLs – veículos elétricos para voos – autônomos. A capacidade deve ser de quatro passageiros, com espaço para pequenas bagagens. Além disso, deve ter autonomia de bateria para até 60 milhas (equivalente a 96,5 km) e tecnologia avançada para fazer uma recarga completa em até cinco minutos durante horários de pico.

Para utilizar a tecnologia, o usuário precisará apenas reservar o voo pelo aplicativo da Uber e encontrar a aeronave na estação Skyport mais próxima. Ainda não se sabe, porém, qual será o preço do serviço.

Datas e locais de testes

Proposta do uberAIR inclui estações para pousos e decolagens; este é o projeto "Connect" (Foto: Divulgação/Uber)

De acordo com a Uber, o período de testes do uberAIR está previsto para começar em 2020. Já as operações com o serviço podem ter início em 2023. Três locais serão selecionados para participar da etapa de "cidades lançamento" do projeto. Por enquanto duas já estão definidas: Dallas e Los Angeles, ambas nos Estados Unidos.

Preocupação sustentável

Segundo a companhia do app de caronas, atualmente o deslocamento médio por terra dentro de megacidades do mundo passa de 90 minutos, representando "menos tempo com a família, menos tempo de trabalho para o crescimento das economias e mais dinheiro gasto em combustível". Para resolver a questão, a meta com o uberAIR é aproveitar o espaço aéreo para aliviar os congestionamentos, criar uma forma de transporte menos poluente e ajudar na qualidade de vida dos cidadãos.

Dentro do projeto, os veículos – que não vão utilizar combustíveis como gasolina – devem ter capacidade de propulsão elétrica para voar de forma ultra-sileciosa. Além disso, os níveis de ruído das aeronaves devem ser baixos a ponto de se misturarem com os sons da cidade.

Parcerias

Aeronaves poderão ter espaço para até quatro passageiros sem pilotos a bordo (Foto: Divulgação/Uber)

Para auxiliar no projeto, a Uber firmou parcerias com a Nasa (Administração Nacional Aeronáutica e Espacial dos Estados Unidos), e com o Exército do país. No primeiro caso, a coparticipação deve criar simulações do serviço e de voos considerando tráfego, espaço aéreo e riscos de colisões. Com o grupo das Forças Armadas, a proposta é testar as aeronaves para avançar nas pesquisas.

A empresa também estabeleceu acordos com fabricantes de aeronaves de todo o mundo, entre elas a brasileira Embraer, responsável por aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares. O objetivo é ampliar a possibilidade de criação dos eVTOLs como planejados.

Skyports

Outras parcerias no projeto do uberAIR são com empresas de arquitetura e engenharia, pensando nas Skyports, estações de embarque e desembarque. Após a avaliação interna de dezenas de propostas, a Uber selecionou seis modelos com infraestruturas consideradas viáveis para colocar a operação do serviço em prática.

"Uber Hover" se baseia na ideia de colmeias e abelhas para receber pousos e decolagens do uberAIR (Foto: Divulgação/Uber)

Além de precisarem acompanhar as exigências ambientais para não prejudicar o meio ambiente e a comunidade em torno das estações, os projetos devem levar em conta as recargas rápidas dos eVTOLs e tráfego de mais de quatro mil passageiros. Segundo o diretor de Design da Uber, John Badalamenti, o uberAIR está mais perto do que pensamos, apesar de parecer um sonho distante. Para ele, a infraestrutura urbana precisa começar a evoluir desde já para acompanhar a novidade.

Entre os projetos selecionados está o "Connect", um modelo com conceito futurista de Mega Skyport que promete comportar até mil pousos por hora. Além dele, há o "Uber Hover" e o "The Hive", ambos baseados em colmeias e na forma como as abelhas utilizam várias portas de entrada e saída. Outra opção para as estações de pouso e decolagem do uberAIR é a "Sky Tower", um único módulo com capacidade para até 1.800 passageiros em horários de pico e 180 voos por hora.

"Sky Tower" promete capacidade para até 1.800 passageiros em horários de pico (Foto: Divulgação/Uber)

Desafios

Mesmo com as parcerias com a Nasa, Exército dos Estados Unidos, fabricantes de aeronaves e empresas de arquitetura, a Uber aponta alguns obstáculos que precisam ser trabalhados para que o uberAIR entre em operação, sendo o principal a colaboração dos órgãos reguladores. De acordo com a empresa, novos conceitos de aeronaves passam por um processo lento de certificação até cumprirem todas as regras das autoridades de aviação mundiais.

Além disso, as baterias elétricas precisarão ser suficientes para viagens de longo alcance e os veículos deverão ter um bom desempenho em condições climáticas variadas. O controle de tráfego aéreo nas grandes cidades também poderá ser um desafio para o projeto.

Concorrência

Drone autônomo já foi testado em mais de mil voos e pode concorrer com uberAIR (Foto: Divulgação/Ehang)

Apesar de parecer um projeto bastante futurístico e a longo prazo, o uberAIR já conta com um concorrente mundial: o Ehang 184. Apresentado na CES 2016, o "drone táxi" autônomo realizou mais de mil voos de testes com passageiros a bordo. De acordo com a fabricante, a aeronave foi capaz de transportar mais de 230 kg com velocidade máxima de 130 km/h.

A maior distância alcançada foi de 15 km, com experimentos em diferentes condições climáticas – neblinas, altas temperaturas e até um tufão de categoria 7 com ventos fortes. Apesar dos avanços, ainda não há data para o serviço da fabricante chinesa chegar ao mercado.

16 de maio de 2018

Twitter muda estratégia para combater usuários violentos

Rede social vai identificar contas agressivas com base em seu comportamento.

Twitter apresentou nesta terça-feira (15) uma revisão de sua estratégia para combater usuários violentos. O microblog vai usar sinais comportamentais para identificar assediadores na rede social para limitar a visibilidade de seus comentários. O Twitter vem tentando se livrar de conteúdo nocivo por temer que ataques pessoais estejam afastando os usuários de seu serviço.

O Twitter já tem regras que proíbem o abuso e punem com suspensão ou bloqueio os usuários que forem denunciados. Também há mecanismos para silenciar usuários considedos ofensivos.

O que muda

O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, informou que a empresa agora tentará encontrar contas problemáticas examinando seu comportamento. Alguns dos aspectos analisados serão a frequência com que as pessoas tuítam sobre contas que não as seguem ou se confirmaram o endereço de e-mail vinculados a elas.

Os tuítes dessas contas aparecerão mais abaixo em determinadas áreas do serviço, como resultados de pesquisa ou respostas a tuítes, mesmo que as próprias mensagens não tenham violado nenhuma regra. Os tuítes, no entanto, não serão removidos só com base em sinais comportamentais, disse Dorsey.

O executivo disse que os 336 milhões de usuários ativos mensais do Twitter devem esperar uma série de outras mudanças nos próximos meses, enquanto a empresa explora maneiras de encorajar os tuítes menos agressivos.

14 de maio de 2018

Devolver lança novo jogo para Super Nintendo; lucros vão para caridade

Fork Parker's Crunch Out é o título do novo game, e também uma brincadeira com o nome do suposto CFO da Devolver, Fork Parker

Os grandes entusiastas de games retro, em especial os de Super Nintendo, já podem comemorar com a proposta da Devolver Digital de distribuir jogos para o console. Por sinal, a empresa não está apenas distribuindo desta vez, mas também codesenvolvendo um novo game com o Mega Cat Studios que será lançado em um cartucho para SNES. A melhor parte de toda esta história? 100% dos lucros serão entregues à caridade.

Fork Parker's Crunch Out é o título do novo game, e também uma brincadeira com o nome do suposto CFO da Devolver, Fork Parker. Além disso, o jogo também faz referência a um problema que vem sendo enfrentando cada vez mais por desenvolvedores, o "crunch time" (tempo decisivo, em tradução livre). O termo faz referência ao tempo muito curto que os profissionais têm para concluir seus trabalhos. Após a conclusão desses projetos, eles são realocados para outros imediatamente.


Ilustrativa. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da IDGA realizada em 2016, concluiu que 37% dos desenvolvedores de jogos não são compensados pelas horas extras de trabalho, o que lhes causa um grande estresse mental. O intuito da Devolver Digital, com a proposta, é, em suma, aumentar a conscientização sobre o assunto através de seu novo jogo para o Super Nintendo, que promete ser bem ao estilo Game Dev Story . Os lucros do título serão 100% revertidos para a Take This, uma instituição de caridade focada em aumentar a conscientização sobre saúde metal.

Em Fork Parker's Crunch Out , os jogadores estarão no papel do "pior executivo de games do mundo", que está tentando competir com uma nova, grande e poderosa publisher no mercado. Será necessário motivar seus funcionários usando todos os meios possíveis para ganhar da competidora. O game também irá brincar com elementos que tornam um jogo único, envolvendo a integridade artística dos desenvolvedores, jogabilidade envolvente, eliminação de "elementos" ou mecânicas que não fazem sentido, dentre outros tópicos constantemente avaliados.

Além disso, a empresa que o jogador controlar poderá utilizar de "poderes especiais", o que inclui contratar estagiários não-remunerados que trabalham com serviços expositivos, até utilizar "café, disciplina e tratamento de choque" para manter os desenvolvedores dentro do cronograma. Seria hilário se não fosse trágico.

13 de maio de 2018

Popular e de difícil controle, WhatsApp mira notícias falsas

Com 120 milhões de usuários no Brasil, aplicativo é visto como a maior ameaça na geração de desinformação política.

O WhatsApp armou uma estratégia em três frentes para se contrapor às notícias falsas no ano eleitoral, no Brasil. O aplicativo de mensagens, que pertence ao Facebook e se assemelha a uma rede social pela propagação de informações por meio de grupos, passou dos 120 milhões de usuários no Brasil e agora é visto como a maior ameaça na geração de desinformação política.

Pelo que a reportagem apurou, a plataforma vai buscar um primeiro grupo de ações voltadas aos usuários, estimulando-os a reportar casos de conteúdo indesejado e a bloqueá-los. Prevê também modificar sua própria ferramenta para evidenciar quando a mensagem é uma retransmissão, como acontece com e-mails.

Na segunda frente, o WhatsApp recorrerá a mecanismos que já tem para detectar spam via metadados, sinais como a transmissão de número inusitadamente alto de mensagens, que servirão de base para identificar eventuais fontes de conteúdo malicioso.

Na terceira, a plataforma -sediada nos EUA e sem representação formal no Brasil- busca maior proximidade com a Justiça Eleitoral e outros órgãos públicos, visando responder mais prontamente a ordens "válidas" que apontem tentativas de manipulação eleitoral e disseminação de notícias falsas.

A integração das frentes permitirá ao WhatsApp, sobretudo nos momentos críticos do processo eleitoral, bloquear usuários mal-intencionados.

Diferentemente de Facebook e outras redes, as mensagens no aplicativo são criptografadas, codificadas, impedindo o acesso ao conteúdo por terceiros, inclusive a própria plataforma. Ações indiretas foram a saída do WhatsApp para responder aos questionamentos crescentes de que estimula "fake news".

Ouvido sobre o projeto da plataforma para as eleições brasileiras, o jornalista Edgard Matsuki, cujo site de checagem Boatos.org se dedica desde 2016 às notícias propagadas no WhatsApp, avalia que ele "tende a minimizar um problema que está tendo atenção muito grande", mas o foco deve ser no usuário.

"É importante pensar para além das plataformas", diz. "Se as próprias pessoas não tiverem consciência de que compartilhar notícia falsa é nocivo, que boatos têm uma gravidade na internet, não adianta WhatsApp, Facebook, YouTube tomarem essas medidas."

Ele vê na primeira frente de ação, com o estímulo às denúncias pelos usuários, o caminho mais promissor.

Pablo Ortellado, professor da USP e colunista da Folha de S.Paulo, é ainda menos otimista, avaliando que muito do que o WhatsApp pretende "é para dizer que está fazendo alguma coisa, é enxugar gelo".

Ele acredita que as ações da plataforma vão se concentrar em combater "aquela coisa de comprar uma base [de usuários] na Santa Ifigênia [centro comercial de eletrônicos em SP] e jogar spam para todo mundo. Vão tentar ver quando um cara está mandando para centenas e interrompê-lo".

Mas isso é só parte do problema. "Os boatos políticos têm a maneira mais insidiosa, do ator malicioso que está semeando em diversos grupos, numa dinâmica muito lenta, de deixar a coisa correr sozinha", diz. Contra isso, a estratégia do WhatsApp teria pouco ou nenhum efeito.

12 de maio de 2018

Nasa planeja enviar mini-helicóptero a Marte

O helicóptero é equipado com "células solares para carregar suas baterias de íons de lítio e um mecanismo de aquecimento para mantê-lo aquecido nas frias noites de Marte"

A agência espacial americana disse nesta sexta-feira (11) que planeja lançar o primeiro helicóptero a Marte em 2020, um veículo em miniatura não-tripulado que poderia ajudar a melhorar nossa compreensão sobre o Planeta Vermelho. Conhecido simplesmente como "The Mars Helicopter", o dispositivo pesa menos de 1,8 kg, e sua seção principal do corpo, ou fuselagem, é aproximadamente do tamanho de uma bola de futebol.

Ele será anexado à barriga do Mars 2020, um robô de rodas que busca determinar a habitabilidade do ambiente marciano, procurar sinais da vida antiga e avaliar os recursos naturais e os perigos para futuros exploradores humanos. O Mars 2020 deverá ser lançado em julho de 2020, e sua chegada à superfície de Marte está prevista para fevereiro de 2021.


Marte vista do espaço. Foto: Reprodução/Megacurioso

O empreendimento começou em agosto de 2013 como um projeto de desenvolvimento de tecnologia no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Para voar na fina atmosfera de Marte, o helicóptero espacial deve ser super leve, mas o mais potente possível. "O recorde de altitude de um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 12.100 metros", disse Mimi Aung, gerente de projeto do Mars Helicopter no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

"A atmosfera de Marte é apenas 1% da da Terra, então quando nosso helicóptero está na superfície marciana, já está no equivalente da Terra a 30.500 metros", acrescentou.

O helicóptero é equipado com "células solares para carregar suas baterias de íons de lítio e um mecanismo de aquecimento para mantê-lo aquecido nas frias noites de Marte".

Os controladores da Terra comandarão o helicóptero Mars, projetado para receber e interpretar comandos do solo. A Nasa disse que considera o helicóptero uma "demonstração de tecnologia de alto risco e alta recompensa". Se for bem-sucedido, poderia ser um modelo para explorar nas futuras missões de Marte, capaz de acessar lugares que os robôs não podem alcançar.

09 de maio de 2018

Após críticas, Detran suspende taxa de R$ 200 para CNH digital

Apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Para os piauienses as taxas cobradas eram de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, a taxa é de R$ 10

O Departamento de Estadual de Trânsito do Piauí (Detran), decidiu suspender a taxa de cobrança para emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) no Estado. Após críticas ao sistema, o serviço agora é disponibilizado de forma gratuita a população, desde que possuam a CNH física atualizada com o QR Code, que é o código de verificação virtual. 

Por meio de nota, o órgão explica que a emissão da CNH-e será sem nenhum ônus para os condutores habilitados do Estado porque os serviços estão sendo executados de forma gratuita pelo Denatran. De acordo com o Detran não haverá ressarcimento a condutores, pois ninguém chegou a pagar a taxa pela CNH-e.

Até ontem (08), apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Sendo que, para os piauienses as taxas cobradas eram nos valores de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, o serviço é cobrado com um valor único de R$ 10. 


Foto: Reprodução

Segundo dados do Serpro, empresa responsável pela emissão da CNH-e, no Piauí, até o mês de maio, apenas 101 carteiras digitais foram emitidas.  O número é considerado muito baixo, levando em consideração que o serviço está disponivel desde fevereiro deste ano e em comparação a outros estados. 

Confira a nota na íntegra:

O Estado do Piauí estabeleceu taxas de emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Todavia, os serviços de emissão da CNH-e, pela regulamentação vigente, estão sendo executados pelo Denatran, por meio do site: portalservicos.denatran.serpro.gov.br 

A CNH-e, de caráter facultativo, será disponibilizada para os habilitados do Estado do Piauí sem nenhum ônus para o interessado, desde que já possua CNH física com QR Code ou quando da emissão de 2a via ou renovação da CNH.’

Após críticas, Detran suspende taxa de R$ 200 para CNH digital

Apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Para os piauienses as taxas cobradas eram de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, a taxa é de R$ 10

O Departamento de Estadual de Trânsito do Piauí (Detran), decidiu suspender a taxa de cobrança para emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) no Estado. Após críticas ao sistema, o serviço agora é disponibilizado de forma gratuita a população, desde que possuam a CNH física atualizada com o QR Code, que é o código de verificação virtual. 

Por meio de nota, o órgão se pronunciou na manhã desta quarta-feira (09). Até ontem (08), apenas o Piauí e Goiás estavam entre os estados que cobravam pelo serviço. Sendo que, para os piauienses as taxas cobradas eram nos valores de R$ 207 (Categoria A- motociclista) e R$222 para as demais categorias. Em Goiás, o serviço é cobrado com um valor único de R$ 10. 

Segundo dados do Serpro, empresa responsável pela emissão da CNH-e, no Piauí, até o mês de maio, apenas 100 carteiras digitais foram emitidas.  O número é considerado muito baixo, levando em consideração que o serviço está disponivel desde fevereiro deste ano e em comparação a outros estados. 

Confira a nota na íntegra:

O Estado do Piauí estabeleceu taxas de emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Todavia, os serviços de emissão da CNH-e, pela regulamentação vigente, estão sendo executados pelo Denatran, por meio do site: portalservicos.denatran.serpro.gov.br 

A CNH-e, de caráter facultativo, será disponibilizada para os habilitados do Estado do Piauí sem nenhum ônus para o interessado, desde que já possua CNH física com QR Code ou quando da emissão de 2a via ou renovação da CNH.’

04 de maio de 2018

Twitter pede aos 330 milhões de usuários que mudem senhas

O blog do Twitter não informou quantas senhas foram afetadas, mas alerta para que todos os usuários mudem suas senhas.

O Twitter pediu nesta quinta (3) a seus mais de 330 milhões de usuários que mudem suas senhas, depois que uma falha fez com que algumas delas fossem armazenadas em texto em seu sistema interno de computadores.

A rede social disse que consertou a falha e que uma investigação interna não encontrou senhas que foram roubadas ou usadas por pessoas de dentro, mas pediu a todos os usuários que considerem a mudança de suas senhas por cautela.

Foto: Divulgação/Twitter

O Twitter sugere precauções como a ativação do serviço de autenticação em dois fatores, para ajudar a impedir que contas sejam sequestradas.

O blog do Twitter não informou quantas senhas foram afetadas. Mas uma pessoa familiarizada com o assunto disse que o número era substancial e que elas foram expostas por vários meses.

De acordo com a pessoa, a empresa descobriu a falha há algumas semanas e informou reguladores. "Lamentamos muito que isso tenha acontecido", afirmou o Twitter em seu blog.

A falha está relacionada ao uso por parte da empresa de uma tecnologia conhecida como "hashing", que mascara as senhas quando um usuário as digita, substituindo-as por números e letras, de acordo com o blog.

Um bug fez com que as senhas fossem escritas em um registro interno do computador antes que o processo de hashing fosse concluído.

Recomendações de segurança

  • Se você usa a mesma senha do Twitter em outros sites ou redes sociais, deve trocá-la
  • Use uma senha que você não usa em outros locais
  • Ative a verificação do login, também chamada de de autenticação de dois fatores
  • Use um gerenciador de senha para garantir senhas fortes (não óbvias e que misturam letras, números e caracteres especiais)

Apple já investiu cerca de US$ 6,8 bi em pesquisa e desenvolvimento em 2018

Se mantiver o mesmo hábito nos próximos dois trimestres, a empresa vai fechar o ano com mais que os US$ 11,6 bilhões que investiu nesse segmento durante 2017.

Um relatório enviado à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA revelou que os valores aplicados pela Apple em pesquisa e desenvolvimento representaram cerca de 6% da receita total divulgada no levantamento do segundo trimestre fiscal da empresa. Segundo os dados, a empresa aplicou mais de US$ 3,38 bilhões em pesquisa, seguindo o que já havia investido no trimestre anterior, na ordem dos US$ 3,4 bilhões. Isso faz com que, somente em 2018, a Apple já tenha direcionado cerca de US$ 6,8 bilhões ao desenvolvimento de estudos. Se mantiver o mesmo hábito nos próximos dois trimestres, a empresa vai fechar o ano com mais que os US$ 11,6 bilhões que investiu nesse segmento durante 2017.

Embora a Apple tenha mantido o segredo e não tenha revelado no relatório qual a finalidade das pesquisas, determinando apenas que se tratam de manutenção dos serviços e dispositivos, os investimentos chamam atenção pelo volume e levam a crer que inovações importantes podem estar a caminho.

Na tentativa de prever o que poderia sair disso tudo, entusiastas da marca apostam no dispositivo de realidade virtual e aumentada, que supostamente viria com dois displays 8K e funcionaria sem conexão com um Mac ou iPhone. Além dele, notaram também que as discussões da Apple acerca de veículos autônomos e segurança no trânsito têm se intensificado nos últimos meses. Pulseiras do Apple Watch capazes de aferir a taxa de glicemia do usuário, novos AirPods com suporte à Siri, novos modelos de HomePods e fones de ouvido over the ear também estariam na lista de possíveis inovações.

02 de maio de 2018

IA que diagnostica parada cardíaca fora de hospitais será testada na Europa

A Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa

Uma startup dinamarquesa chamada Corti desenvolveu uma inteligência artificial para reconhecer e diagnosticar casos de paradas cardíacas. Testado em Copenhague, Dinamarca, a tecnologia terá seus testes expandidos para mais cidades europeias a partir de junho, quando inicia o verão no hemisfério norte.

Ao analisar ligações para os serviços de emergência, usando dados como o tom de voz do interlocutor e sua frequência respiratória, algoritmos analisam a situação do paciente e o orienta sobre a decisão de chamar uma ambulância ou mesmo de instruir alguém que esteja atendendo o caso a iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar.

Diagnóstico precoce

Em casos de parada cardíaca, a detecção precoce é de extrema importância para as chances de sobrevivência do paciente, que caem 7% a cada minuto passado sem o devido tratamento. O software desenvolvido pela Corti obteve sucesso em sua rodada inicial de testes: das mais de 160 mil chamadas de emergência que a inteligência artificial teve acesso, ela foi capaz de identificar paradas cardíacas com 93,1% de precisão. A taxa de sucesso de humanos no diagnóstico desse tipo de falha do coração é de 72,9%.

Além da flagrante melhoria da capacidade de diagnóstico, a IA também é mais rápida que os humanos: enquanto nós fomos capazes de identificar uma parada cardíaca em um minuto e dezenove segundos, a IA fez o mesmo em apenas 48 segundos.

Falha humana

Alguns críticos se preocupam com a capacidade do software de tomar boas decisões quando analisa casos que envolvem situações desconhecidas, ou mesmo informações erroneamente coletadas pelos humanos responsáveis pelo atendimento. Sobre essas críticas, a Corti explica que a IA foi desenvolvida para nunca tomar decisões autônomas, limitando-se a agir como um guia para apoiar as decisões tomadas por profissionais habilitados para definir o que cada paciente precisa. 

Ekster Parliament, a carteira inteligente com rastreador e carregamento solar

Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras

Muito provavelmente aquele conceito (ou ideia) de que sairíamos por aí como o Inspetor Bugiganga, cheio de gadgets, está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Os wearables, ou dispositivos vestíveis, já ganharam um certo espaço com os relógios inteligentes, mas também dominam roupas, tênis e até carteiras.

A Ekster, empresa de Rotterdam, na Holanda, fabrica alguns modelos de carteiras de couro como a Parliament. A qualidade do produto é impecável, bem como a ideia de praticidade que é transmitida. E, no fim das contas, ela também é um tanto quanto inteligente. A Parliament também é vendida com um rastreador TrackR, do tamanho e formato de um cartão de visita, que é recarregável via energia solar.

A Parliament é construída em couro e com formato compacto. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Por ser bem compacta, a Ekster Parliament (2.0) suporta cartões de visita e documentos de tamanho comum. Ela tem um elástico bem firme para prender dinheiro (ou outro papel), dois bolsos internos, um externo (que normalmente abriga o cartão rastreador) e outro que é o que eu vamos chamar de "bolso mágico".

Esse tal bolso mágico lembra aqueles brinquedos para disparar tazos, sabe? Você coloca ali três ou até quatro cartões e, sempre que quiser usar algum deles, basta apertar o gatilho. Esse é um diferencial interessante, já que o "gatilho" está numa posição facilmente acessível e cumpre sua função muito bem.

Mas, e o rastreador, hein?!

Se você é tão esquecido quanto eu, esse outro recurso da Parliament também vai ser muito útil. Ela não é, literalmente, uma carteira independentemente localizável. O rastreador utiliza-se da localização do smartphone, embora funcione bem em curto alcance.

Deste modo, sempre com o Bluetooth ligado no smartphone, o último local da carteira será exibido no aplicativo TrackR (Android/iOS) com base no seu dispositivo móvel. O grande truque, porém, é que você consegue emitir alertas para a carteira pelo app, e o dispositivo começa a emitir um alarme/bip para você encontrá-la.

E aqui vale um aviso: quando a bateria está descarregando, o som emitido pelo cartão é cada vez mais baixo. Para recarregar o cartão rastreador, basta deixá-lo sob luz solar por uma horinha e, então, ele consegue ter energia para funcionar por um mês ou até mais tempo.

Outra dica importante para os mais esquecidos: o cartão tem um botão pressionável, que serve tanto para o pareamento com o app quanto para encontrar o seu smartphone. É isso aí. Se você esqueceu onde deixou o celular, basta pressionar duas vezes esse botão que o app começa a emitir um alerta.


Rastreador que acompanha a Ekster tem tamanho de um cartão de visita e é recarregável por energia solar. Foto: Reprodução/ Leonardo Pavini/Canaltech

Mas há um certo porém nessa função: o TrackR precisa estar aberto ou rodando em segundo plano no smartphone. O aplicativo não é o mais intuitivo de todos, realmente, embora funcione bem para o que é proposto pela fabricante.

Existe a possibilidade de rastrear a sua Ekster a longo alcance, mas você precisará se registrar na TrackR Crowd GPS Network; deste modo, se a sua carteira estiver dentro do alcance de outro dispositivo com o aplicativo TrackR aberto, e que também faça parte da mesma rede, aí você será notificado sobre a última localização dela. Pois é, é complicado.

Ainda assim, as funcionalidades para rastrear a sua carteira em curto alcance funcionam muito bem. A carteira é compacta, com materiais de qualidade, e o cartão rastreador é um grande opcional, porém interessante para quem sempre tem esse problema de largar a carteira por aí e só encontrar horas depois.

O valor da Parliament sozinha é de US$ 89; com o TrackR, ele sobe para US$ 119. Ela foi projetada com vários acabamentos de couro e tem quatro cores disponíveis: Classic Brown, Nappa Black, Steel Blue e Roma Cognac.

30 de abril de 2018

Robôs inteligentes buscam novos talentos no mercado de trabalho

Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora

O robô russo Vera entrevistou 1,4 milhão de solicitantes de emprego, uma mostra da força que a inteligência artificial ganhou no mundo do trabalho. Mas este fenômeno não está isento de conflitos éticos. Antes de criar o "Robô Vera", a start-up russa Stafory tinha um exército de pessoas para encontrar novos talentos.

Mas desde janeiro de 2017, é um programa informático que se encarrega desta função, através de ligações telefônicas nas que faz sempre as mesmas perguntas, para encontrar candidatos para postos pouco qualificados. Segundo a Stafory, este trabalho, que antes levava uma semana, agora é feito em uma hora.

"Antes, transcrevia-se as entrevistas", explica Alexéi Kostarev, cofundador da empresa. "Agora não. (Vera) responde as perguntas que lhe fazem. Nós a formamos fazendo-a escutar entrevistas e com a Wikipedia. Também a fizemos ler 160.000 livros".

"Robô Vera" tem 200 clientes, incluindo multinacionais como a Ikea. Também pode realizar entrevistas informativas, por exemplo em caso de demissão. "As pessoas são mais honestas com um robô, lhe dizem coisas que não diriam a uma pessoa", diz Kostarev.


Foto: Reprodução

'Preconceitos'

A plataforma americana de recrutamento ZipRecruiter propõe uma "experiência em tempo real". Cada oferta é publicada simultaneamente em uma centena de sites e redes sociais, enquanto o algoritmo notifica imediatamente os candidatos mais pertinentes entre seus 10 milhões de assinantes.

A empresa que busca candidatos recebe uma lista com os melhores. "O algoritmo é tão sofisticado que é impossível saber a posteriori como foi feita a seleção", explica Ian Siegel, diretor executivo da ZipRecruiter. "Mas o nível de satisfação é muitíssimo mais alto que com o método tradicional".

Siegel garante que o algoritmo leva em conta os preconceitos que um empregador pode ter na hora de contratar e que tenta corrigi-los. "Todos estes algoritmos aprendem com base em decisões humanas, de modo que existe um risco de que institucionalizem estes preconceitos", explica.

Homem branco de 42 anos

Por exemplo, se um algoritmo se baseia em plataformas como LinkedIn, uma rede social popular sobretudo entre executivos, poderia deduzir que o perfil ideal de um responsável informático é um homem branco de 42 anos com um diploma.

Como corrigir estes vieses discriminatórios? Utilizando sistemas de IA "mais fracos", segundo Jérémy Lamri: algoritmos "simples", com critérios predefinidos pelos humanos, e sem aprendizado de máquina.

Mas a tendência é criar programas capazes de detectar qualidades ainda mais subjetivas, já que os critérios para contratar mudaram com o tempo. Os conhecimentos perderam importância e hoje se dá mais relevância às competências no campo da conduta, do comportamento, que são mais difíceis de medir.

"Se amanhã alguém inventar um escâner capaz de identificar a capacidade de uma pessoa de ser eficaz, acredito que muitas empresas o adotariam", aponta Jeremy Lamri. Mas "tem que ter um marco ético. Não é porque a tecnologia pode fazer uma coisa que tem que fazê-la".

"Cada vez há mais ferramentas novas, por exemplo para detectar as emoções no rosto", explica Laurent da Silva, diretor-geral da Badenoch & Clark e da Spring, subsidiárias da Adecco dedicadas à contratação de executivos.

As máquinas podem se ocupar da seleção inicial, "mas a transação final será feita durante um encontro", afirma.

27 de abril de 2018

Brasileiro acusado de fraude em foto perde prêmio internacional

Márcio Cabral diz ter testemunha de que cena não foi manipulada; museu pediu a equipe de especialistas para analisar a imagem após denúncia.

A foto noturna de um tamanduá se movendo em direção a um enorme cupinzeiro no Parque Nacional das Emas, em Goiás, que havia sido declarada vencedora do concurso Vida Selvagem do Ano de 2017, foi desqualificada por supostamente apresentar uma cena manipulada.

A imagem, feita pelo geógrafo brasileiro Marcio Cabral, teria usado um animal empalhado, o que viola as regras, segundo o Museu de História Natural de Londres, que administra a competição.

Cabral nega ter alterado a cena da foto e alega que há uma testemunha que estava com ele no dia.

Segundo ele disse à BBC, outros fotógrafos e turistas estavam no parque naquele momento e, portanto, "seria muito improvável que alguém não visse um animal empalhado sendo transportado e colocado cuidadosamente nesta posição".

Roz Kidman Cox, presidente do júri do Vida Selvagem do Ano foi dura em suas críticas.

Especialistas analisaram a foto tirada no Parque das Emas, no Brasil, comparando o tamanduá registrado com um empalhado e concluíram que se trata do animal estático (Foto: Marcio Cabral via BBC)

"Essa desqualificação deve lembrar aos participantes que qualquer transgressão das regras e do espírito da competição será descoberta", disse ela.

A imagem intitulada The Night Raider (O Invasor Noturno, em tradução livre) havia vencido o prêmio na categoria "Animais em Seus Ambientes".

As luzes verdes que aparecem são de um besouro que vive nas camadas externas dos cupinzeiros para atrair suas presas, os cupins.

A legenda da foto dizia que a aparição do tamanduá foi inesperada, um "bônus surpresa".

O Museu de História Natural de Londres diz que recentemente algumas pessoas levantaram a suspeita de que a imagem teria sido encenada - e que o intruso faminto é, na verdade, um modelo empalhado que pode ser visto na entrada da reserva.

Quando alertado para essa possibilidade, o museu pediu a cinco cientistas que revisassem a foto vencedora e a comparassem com o modelo de exibição do centro.

Esses profissionais, incluindo o especialista em taxidermia do Museu de História Natural londrino e pesquisadores sul-americanos de mamíferos e tamanduás, trabalharam separadamente uns dos outros, mas todos chegaram à mesma conclusão - que se tratava do mesmo animal.

Os cientistas descobriram que as marcas, as posturas, as morfologias e até mesmo o posicionamento dos tufos de pelos eram muito semelhantes.

Realidade da natureza

O Museu de História Natural diz que Cabral cooperou totalmente com a investigação, fornecendo imagens RAW (formato cru) tiradas "antes" e "depois" da cena vencedora. Mas nenhuma delas incluía o tamanduá.

"Infelizmente, não tenho outra imagem do animal porque é uma longa exposição de 30 segundos e ISO 5000. Depois que os flashes foram disparados, o animal deixou o local, por isso não foi possível fazer outra foto com o animal saindo do local totalmente escuro", explicou Cabral.

As regras do Vida Selvagem do Ano afirmam que "as imagens não devem enganar o espectador ou tentar deturpar a realidade da natureza". Dessa maneira, a fotografia O Invasor Noturno perdeu seu título de vencedora e foi retirada da exposição com os registros ganhadores da competição.

"Acho desalentador e surpreendente que um fotógrafo possa ir tão longe para enganar a concorrência e seus seguidores em todo o mundo. A competição dá grande importância à honestidade e à integridade, e tal violação das regras é desrespeitosa com a comunidade de fotografia da vida selvagem, que está no coração da competição", diz à BBC Kidman Cox, que está no júri do Vida Selvagem há mais de 30 anos.

26 de abril de 2018

WhatsApp vai revelar tudo que sabe sobre você; entenda

Requisição de dados no WhatsApp, recurso chega para atender às exigências da nova lei de privacidade europeia, que entra em vigor dia 25 de maio.

O WhatsApp prepara o lançamento de uma ferramenta para que o usuário baixe todas as informações sobre ele salvas pelo mensageiro. O recurso é similar ao utilizado pelo Facebook e pelo Google, empresas que notoriamente agregam grande quantidade de dados sobre os usuários. Quando entrar em funcionamento, a opção deverá deixar mais claro quais detalhes sobre o internauta são armazenados pelo serviço.

O movimento é similar ao do Instagram, que também corre para se adequar à nova lei de proteção de dados na União Europeia. A medida entra em vigor no dia 25 de maio. O recurso, que deve chegar nas próximas semanas, foi descoberto por meio da central de dúvidas do aplicativo de chat.

Por que o WhatsApp decidiu mudar?

O mensageiro corre com mudanças que o deixem adequado ao GDPR – sigla para General Data Protection Regulation, ou Regulamento Geral de Proteção de Dados". Uma das novidades está na idade mínima, que passou para 16 anos na Europa. Ela permanece em 13 anos no restante do mundo. Só no Brasil, o serviço tem mais de 120 milhões de usuários.

A nova ferramenta, chamada "Request Account Info" ("Solicitar informações da conta", em tradução livre), vem para dar mais transparência sobre como os dados pessoais são utilizados online, uma das exigências da GDPR. 

Quem pode pedir o arquivo com os dados?

Todos os usuários. O WhatsApp vai liberar a função para todos os países e sistemas em que o mensageiro está disponível. O recurso será lançado em uma próxima versão do app, prevista para as próximas semanas.


Página de FAQ do WhatsApp sobre nova ferramenta de requisição de dados. Foto: Reprodução/WhatsApp

Quais dados são entregues pelo WhatsApp?

A função permitirá solicitar e exportar um relatório das informações e configurações da conta no WhatsApp. A empresa citou como exemplos a foto de perfil e nomes dos grupos. O relatório não incluirá as mensagens, cujo conteúdo deve ser recuperado por meio do backup com Google Drive ou exportando o chat por email.

Onde será possível pedir o arquivo de dados?

Para ver a ferramenta, o usuário deverá acessar as configurações gerais do WhatsApp e entrar no menu "Conta", onde constará a opção "Solicitar informações da conta". Em seguida, bastará um toque em "Solicitar relatório". A tela será atualizada, passando a exibir a mensagem "solicitação enviada".

Quanto tempo leva para o arquivo ficar pronto?

O relatório demora aproximadamente três dias para ficar pronto. Enquanto a solicitação estiver pendente, ações como excluir a conta, alterar o número do telefone, mudar de dispositivo ou fazer um novo registro cancelarão o pedido. Se a solicitação for cancelada, o usuário poderá pedir o relatório novamente. Contudo, o WhatsApp não permite que o próprio usuário cancele o relatório de informações.

Como fazer o download do relatório?

Quando o relatório estiver pronto, o aplicativo exibirá uma notificação no celular dizendo algo como "O relatório de informações da sua conta está pronto para download". A tela do recurso informará em quanto tempo o usuário deverá baixar o relatório antes que ele seja excluído dos servidores do WhatsApp, o que foi indicado na FAQ como "aproximadamente algumas semanas".

Após este período, o usuário deverá entrar nas configurações, acessar o menu "Conta", tocar em "Solicitar informações da conta" e, então, dar um toque em "Fazer download do relatório". O arquivo será baixado no celular no formato ZIP, no qual será incluso um arquivo HTML para visualização fácil e um JSON para transferência para outros apps.

Depois que o arquivo for baixado, o usuário terá que tocar em "Exportar relatório" e então selecionar um dos aplicativos externos que aparecerem na bandeja de compartilhamento, como o Gmail ou o Chrome, por exemplo.

É preciso pagar para receber o arquivo?

Nenhuma taxa é cobrada para receber o arquivo. Após fazer o download do relatório, o usuário poderá exclui-lo permanentemente do smarphone, sem que nenhuma informação da conta seja alterada.

MPF multa Microsoft por coletar dados sem consentimento de usuários

Ação civil pública alega que Windows 10 coleta dados pessoais sem a expressa autorização dos usuários; prática desrespeita Marco Civil, diz MPF

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota nessa quarta-feira (25/4) para informar a ação contra a Microsoft que visa impedir que o Windows 10 continue coletando dados pessoais sem o expresso consentimento dos usuários. A ação civil pública, ajuizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, requer ainda que a fabricante pague multa de pelo menos R$ 10 milhões por danos morais já causados.

O MPF alega que, atualmente, a opção padrão de instalação e atualização do sistema operacional permite que a empresa obtenha diversas informações sobre os consumidores, como geolocalização, conteúdo de e-mails, hábitos de navegação e histórico de buscas realizadas na internet.

Segundo a nota, “o procedimento viola inúmeros princípios constitucionais, como a proteção da intimidade, além de direitos relativos às relações de consumo. O MPF pede que a coleta de dados deixe de ser feita de forma automática pelo software, e que sejam incluídos alertas aos usuários sobre as consequências de autorizarem a transferência de informações.”

Ainda, o MPF explica que o fornecimento de detalhes sobre os internautas durante o uso do Windows 10 está previsto, sem alarde, no Termo de Licença do produto e na Política de Privacidade, dois documentos extensos normalmente não acessados pelos consumidores.

“Neste ponto, a Microsoft desrespeita o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), segundo o qual a coleta de informações pessoais depende de consentimento expresso do usuário, devendo ocorrer de forma destacada das demais cláusulas contratuais. O procedimento também fere o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que exige dos produtos e serviços a comunicação adequada e clara sobre os riscos que apresentem”, diz.


Foto:Divulgação

Alerta

O procurador Pedro Antônio de Oliveira Machado, autor da ação, alerta que inúmeros órgãos públicos da União utilizam o sistema operacional da Microsoft, entre eles a Justiça Eleitoral, Justiça Federal, diversos ministérios e o próprio MPF.

Segundo a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da instituição, é necessária uma análise constante por técnicos e analistas capacitados para evitar que atualizações do Windows 10 modifiquem as configurações e passem a permitir o envio de dados não controlados pelo MPF, o que colocaria em risco inclusive informações sigilosas e sensíveis, envolvendo investigações por todo o Brasil.

Ante a gravidade da situação, a Procuradoria requer que a empresa promova, em até 15 dias, a adequação do software, para que, como regra, não mais esteja programado para coletar informações pessoais de seus usuários

Outro lado

Procurada pela Computerworld Brasil, a Microsoft afirmou, por meio de nota, que ainda não foi oficialmente citada e, portanto, não teve acesso a todos os dados e está impossibilitada de responder oficialmente a questionamentos específicos. 

Frente à divulgação do MPF, a companhia lista três esclarecimentos. São eles:

- A segurança e a privacidade dos dados dos usuários do Windows e de seus produtos e serviços são uma prioridade para a Microsoft;

- A coleta e uso pela Microsoft de dados pessoais se dá mediante o consentimento e conforme controle do usuário, para fim de prestação do próprio serviço ou de interesse dos usuários, de acordo com a política de privacidade;

- Dados de forma anônima podem ser coletados para aprimoramento da segurança e do desempenho do sistema operacional Windows e na melhoria da experiência de usuário, de acordo com a legislação aplicável.

“A Microsoft tem operações no Brasil há 29 anos e sempre prezou pelo cumprimento das leis brasileiras. A empresa se coloca à disposição do Ministério Público Federal para eventuais esclarecimentos sobre o funcionamento do Windows 10”, diz a empresa.

25 de abril de 2018

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias

Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista 'Nature'. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma concentração de 14 galáxias que estão prestes a se fundir. A megafusão foi publicada nesta quarta-feira (25) na revista "Nature" e está localizada a 12,4 bilhões de anos-luz de distância. Pela 1ª vez, cientistas conseguiram observar o processo em formação.

A aglomeração deve se tornar um dos elementos mais massivos do universo moderno, sendo 10 trilhões de vezes superior à massa do Sol. Ainda, galáxias dentro do aglomerado estão produzindo estrelas a um ritmo incrível, relatam os autores. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido do que a Via Láctea.

"Com o tempo, as 14 galáxias que observamos irão parar de formar estrelas e se aglutinar em uma única galáxia gigantesca", afirmou Scott Chapman, astrofísico da Universidade Dalhousie (Canadá), em nota.

Representação artística das 14 galáxias observadas no universo distante. Essas estruturas devem se fundir com o tempo, afirmam pesquisadores (Foto: NRAO/AUI/NSF; S. Dagnello)

"O fato de que isso está acontecendo tão cedo na história do universo representa um desafio para a nossa compreensão atual do modo como as estruturas se formam", continuou o especialista.

Cientistas pontuam que, na história do universo, a matéria começou a se aglomerar em concentrações cada vez maiores, dando origem às galáxias. Já as aglomerações de galáxias, por sua vez, são conhecidas como "protoclusters" e modelos computacionais atuais indicavam que aglomerados tão grandes quanto os observados agora poderiam ter demorado muito mais para evoluir.

"Como essa galáxia ficou tão grande tão rapidamente é um mistério", diz Tim Miller, candidato a doutorado na Universidade de Yale (EUA) e coautor do estudo, em nota.

Os astrônomos perceberam que as galáxias estão em processo de fusão pela alta massa em um espaço confinado. Um outro ponto é a alta taxa de formação de estrelas, que fornece evidências para a fusão.

Importância do achado

A observação desses processos no universo podem fornecer descobertas interessantes para a ciência. É sabido, por exemplo, que esses aglomerados de galáxias transbordam um gás superaquecido que pode atingir temperaturas de 1 milhão de graus celsius.

Uma hipótese apresentada para o porquê de haver esse gás é que, com a velocidade de formação das estrelas nesse aglomerado, há a emissão de gás quente. Como esse gás não é denso o suficiente para formar estrelas, ele acaba sendo emitido dentre os espaços vazios nas galáxias.

A observação do aglomerado de galáxias foi possível com a utilização do radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Localizado no deserto do Atacama (Chile), o instrumento foi construído por meio de uma colaboração internacional e é atualmente o maior radiotelescópio do mundo.

24 de abril de 2018

Netflix, Amazon e produtoras de cinema estão processando serviço de streaming

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral

Um grupo de empresas formado pela Netflix, Amazon e diversos estúdios de cinema como a Disney, Columbia Pictures e 20th Century Fox, está processando o serviço online Set TV por quebra de direitos autorais e transmissão de conteúdo pirateado. A ação, aberta na última semana na Justiça do estado americano da Califórnia, exige compensações pela brecha de copyright e também o fim imediato do funcionamento da plataforma.

Praticamente desconhecido no Brasil, mas relativamente popular nos Estados Unidos, o Set TV serve como alternativa para quem não deseja abrir mão da TV paga. Em vez de assinaturas comuns - e caras - com empresas do setor, a plataforma oferece, por US$ 20 mensais, acesso a mais de 500 canais à cabo, com nomes de peso como HBO, ESPN e Showtime fazendo parte do pacote, bem como retransmissoras locais e estaduais de canais mesmo de fora da região do usuário.

Só com essa descrição já dá para perceber que há algo de estranho na relação entre o preço e a quantidade de conteúdo oferecido. E é justamente nesse quesito que o processo se concentra, com o serviço de streaming sendo acusado de retransmitir ilegalmente, através da internet, os canais pagos que são de propriedade de empresas de telecom.

Além de fornecer o serviço online, a Set TV também vende um set-top box que permite tanto o acesso aos serviços da própria empresa quanto o download de aplicativos. É aqui que o processo entra em uma segunda etapa de exigências, acusando a companhia de promover o streaming ilegal de produções que vão desde títulos exclusivos de serviços de streaming até filmes que ainda estão sendo exibidos nos cinemas.

Foto: Reprodução

Todo esse esquema, ainda de acordo com os documentos registrados na Justiça americana, acontece maquiado de uma aparência de legalidade aos clientes e potenciais usuários da Set TV. Aplicativos estão disponíveis para praticamente todos os sistemas operacionais e dispositivos, sempre com interface amigável e funcional, como as disponíveis em plataformas legítimas, além de serviços de suporte e aceitando métodos tradicionais de pagamento.

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral que esteja sendo retransmitido ilegalmente. Como estamos falando de mais de 500 canais e diversas outras opções, esse total pode, rapidamente, chegar à marca das centenas de milhões de dólares.

A ação foi movida pela Aliança pela Criatividade e Entretenimento (ACE, na sigla em inglês), uma associação que reúne plataformas de streaming e estúdios de cinema e TV. Normalmente, nomes como Netflix e Amazon não conversam bem com canais convencionais ou fornecedoras de televisão por assinatura, mas quando o assunto é a proteção das propriedades intelectuais, as companhias encontram força nos números, principalmente em casos como este, com centenas de violações. Um processo gigantesco tem mais força do que várias pequenas ações.

A ACE, recentemente, estampou as páginas do noticiário de tecnologia por conta de dois outros processos semelhantes a este. Demonstrando estar em uma verdadeira batalha contra a pirataria, a associação também moveu ações contra a Tickbox e a Dragonbox, fabricantes de caixas para TV baseadas no Kodi, um software de central multimídia que permite desde a reprodução de filmes a partir de pendrives até o acesso legítimo ou irregular a canais de televisão e serviços de streaming.

Até o momento em que essa reportagem foi escrita, o Set TV continua funcionando e aceitando assinaturas. A companhia ainda não se pronunciou sobre o processo judicial.

Facebook divulga regras para publicação de conteúdo na plataforma

As regras não incluem procedimentos no qual um governo veta determinado conteúdo

Uma pessoa que já matou outra pode ter uma conta no Facebook, mas caso cometa um segundo assassinato, será expulsa da rede social. A regra faz parte do código que estabelece o que pode ou não ser feito na plataforma, que foi pela primeira vez divulgado em detalhes nesta terça-feira (24).  As informações foram reveladas pela própria empresa, que disponibilizou aos usuários informações sobre o que é autorizado em um documento de 27 páginas. São essas regras que os 7.600 moderadores seguem na hora de definir se determinado conteúdo deve ou não ser deletado, por exemplo.

Os usuários da rede social já tinham acesso a uma versão resumida destas regras, mas agora poderão acessar todos os detalhes do que é proibido. Notícias falsas e o vazamento de informações privadas não fazem parte do documento.

No caso de homicídio, a regra estabelece que será considerado "um assassino em série todo indivíduo que tenha cometido dois ou mais homicídios em diversos incidentes ou locais". Já quem comete um homicídio com quatro ou mais mortes é classificado como "assassino em massa".

Ambos, em série ou em massa, devem ser expulsos da plataforma. Condenações na Justiça ou acusações de autoridades policiais são usadas para definir se a pessoa cometeu os crimes, diz o documento. 

Também são proibidos de estar na rede social terroristas, pessoas ligadas a grupos de ódio, responsáveis por tráfico humano (incluindo escravidão e prostituição) e acusados de participar de violência organizada ou de atividades criminosas. 


Foto: Divulgação

O documento também deixa mais claro quais tipos de imagens com nudez estão liberadas. São proibidas, por exemplo, fotos que mostrem nádegas nuas, com uma exceção: elas podem ser usadas em montagens com figuras públicas. 

Já seios femininos nus estão liberados apenas nos contextos de amamentação, parto, saúde (como campanhas de prevenção contra o câncer de mama) e em protestos, além de representações artísticas. No geral, a maior parte do conteúdo sexual é proibido, exceto se usado em contexto educativo, de denúncia ou de humor.

A regra é ainda mais dura em caso de imagens com menores. O Facebook considera como nudez qualquer "ausência de roupas do pescoço aos joelhos para crianças que já não são mais bebês". Xingar menores também está vetado.  Imagens de pessoas feridas por canibalismo também são proibidas, salvo se estiverem em um contexto médico –neste caso, devem vir com um aviso de que o conteúdo é violento. 

A vice-presidente de política de produtos e de contraterrorismo do Facebook, Monika Bickert, disse que a decisão de publicar os detalhes das novas regras faz parte de um esforço da empresa em ser mais transparente. Ela afirmou que as regras são atualizadas a cada duas semanas.  "Quando você vem para o Facebook, deve entender onde desenhamos estes limites, o que é OK e o que não é", afirmou a jornalistas na sede da companhia, na Califórnia. Segundo ela, a decisão de publicar o documento não está ligada ao escândalo de vazamentos de dados de 87 milhões de usuários. 

Alguns dos novos detalhes nunca tinham sido feitos públicos e outros deixam mais claras regras já conhecidas. A compra e venda de drogas (legais ou ilegais) e armas, por exemplo, sempre foi proibida, mas agora também se sabe que os usuários não devem usar a rede social para confessar se já usaram drogas ilegais, a não ser caso estejam falando sobre reabilitação.

Material obtido a partir da invasão de computadores também é proibido, a não ser se ele trouxer informações jornalísticas relevantes.  As regras não incluem procedimentos no qual um governo veta determinado conteúdo. Nestes casos -como a proibição de criticar a família real na Tailândia- o conteúdo é bloqueado apenas no país onde a regra existe, mas continua disponível no resto do mundo. 

Admirável mundo cognitivo: como a AI promete revolucionar o setor da saúde

Poderemos usufruir de tratamentos mais avançados, da busca pela cura de doenças, de consultas mais ágeis, dinâmicas e de um ambiente de saúde altamente tecnológico e informativo

A força da quarta revolução industrial caminha com passos firmes e propósito em direção ao futuro visando a entrega de soluções que melhorem o dia a dia de empresas de todos os segmentos, a vida em sociedade e a satisfação de anseios e necessidade da população global. Neste contexto, vemos emergir a Inteligência Artificial como o próximo elemento transformador dos ambientes de trabalho, das estruturas organizacionais e, porque não, da forma como lidamos com a saúde.

Mas a própria IA, por meio de pesquisas desenvolvidas em todo o mundo, traça suas rotas de transformação e desenvolvimento. Dentro dessas rotas, a computação cognitiva surge como um importante pilar capaz de oferecer uma verdadeira revolução em Healthcare.

Caracterizada, de modo bastante sintético, pelo potencial de autoaprendizagem de máquinas que, por meio de algoritmos baseados em data minding, são capazes de interpretar dados, linguagem e desenvolver tomadas de decisão de modo semelhante ao raciocínio humano, a computação cognitiva desponta como um farol no âmbito da oferta de novos serviços, tratamentos e pesquisas em saúde, bem como, nos planos organizacionais de clínicas, centros médicos e laboratórios e até mesmo no suporte a médicos e profissionais da área.

Foto: Reprodução

Não é por menos, pois, que a Gartner apontou em outubro do ano passado, a necessidade de que empresas considerem o uso de tecnologias de computação cognitiva dentro de uma megatendência de Inteligência Artificial, que, segundo a consultoria, devem ser o ramo tecnológico mais inovador na próxima década. Mas como a Computação Cognitiva pode mudar os parâmetros do Healthcare? Comento alguns pontos no tópico a seguir.

O uso de Computação Cognitiva em Healthcare

Imaginemos cenários onde pesquisadores utilizam o potencial da computação cognitiva para analisar, por exemplo, bancos de dados sobre doenças e ter a contribuição de máquinas na geração de insights. Podemos pensar ainda em um plano mais organizacional, como o compartilhamento, busca e parametrização de informações sobre pacientes e clínicas, e, em última instância, contribuir para uma tomada de decisões mais assertiva de profissionais, médicos e gestores de saúde.

Vale salientar aqui que não estamos falando de cases hipotéticos, mas, sim, de realidades que já vem sendo implantadas por diferentes organizações ao redor do mundo.

Estamos vendo o surgimento de um movimento, de um admirável mundo cognitivo que só tende a se expandir em escala global e os maiores beneficiados seremos nós, enquanto sociedade, que poderemos usufruir de tratamentos mais avançados, da busca pela cura de doenças, de consultas mais ágeis, dinâmicas e de um ambiente de saúde altamente tecnológico e informativo.

Foto: Reprodução

Sem dúvidas, este ambiente conta com desafios. Para que possamos promover maior acesso e difusão de tais tecnologias cognitivas, temos de nos colocar como agentes de mudança, líderes aptos a promover uma maior inserção de clínicas, hospitais, laboratórios e todo o setor de Healthcare no contexto da inovação e da Inteligência Artificial. Há, certamente, um longo caminho a se percorrer, mas as sementes da transformação já dão frutos surgem neste novo cenário de saúde cognitiva. 

A abertura para o avanço 

Ainda segundo a Gartner, em pesquisa divulgada pelo Jornal Valor Econômico, somente a Inteligência Artificial deve impulsionar quase 3 trilhões de dólares em criação de valor até 2021, mobilizando boa parte do orçamento focado em inovação de companhias globais. Neste sentido, é mais do que premente a necessidade de que o setor de Healthcare invista no caminho transformador da computação cognitiva, abrindo espaço para uma revolução sem precedentes que beneficiará pacientes, pesquisadores e empresas do setor.

Afinal de contas, o novo mundo da união entre inteligência humana e inteligência de máquinas já chegou. Ganharão aqueles que souberem liderar este novo ambiente de inovação, dinamismo e insights gerados em uma velocidade cada vez mais exponencial.   

23 de abril de 2018

Sons tatuados na pele, uma nova onda nos Estados Unidos

Essa é uma “Soundwave Tattoo”, um tipo de tatuagem criada e lançada no ano passado por Nate Siggard em Los Angeles

Hanna Washlake aproxima o celular de uma tatuagem no antebraço, e ele começa a tocar uma gravação com a voz de sua mãe: “Estou orgulhosa de você, te amo muito”. Essa é uma “Soundwave Tattoo”, um tipo de tatuagem criada e lançada no ano passado por Nate Siggard em Los Angeles.

Trata-se de uma onda sonora pintada permanentemente na pele que pode ser lida e reproduzida por um aplicativo de celular. Sua empresa se chama Skin Motion. As tatuagens quase sempre têm um significado especial registrado num pedaço de pele. Alguns eternizam um amor, um filho, os pais, ou um grupo musical, por meio de uma palavra, um símbolo, uma foto… E agora, um som. Hanna, de 24 anos, dedicou sua 35ª tatuagem a sua mãe.

“Eu disse basicamente, sem dar muitos detalhes, ‘me manda uma gravação de algo que você quer que eu escute sempre’, para poder fazer e lhe dar de presente de dia das mães”, no próximo 13 de maio.

Tiffany García foi responsável por tatuar a onda sonora, que Hanna começou a reproduzir sem parar. “Oi, Hanna, sou eu, sua mãe. Estou muito orgulhosa de você, te amo muito e sempre te amarei. Mamãe te ama”, diz a mensagem completa. “É encantador ter sua voz comigo. Ela não será eterna, mas poderei escutar sua voz sempre que quiser”, explicou .


Foto: Divulgação

A inspiração 

Um comentário da namorada de Siggard, Juliana Damiano, foi a origem desta ideia. Siggard, que já trabalhava há dez anos como tatuador, estava tatuando a onda sonora da música “Tiny Dancer”, de Elton John, quando Damiano lhe disse: “Não seria maravilhoso se pudéssemos escutar essa tatuagem?”.

Ele viu o potencial e tatuou em si mesmo o primeiro protótipo. Em seguida, subiu na internet. Os sons, que podem ter no máximo 30 segundos, são variados. O de Siggard inclui um “Te amo” da namorada, seguido dos sons do seu bebê balbuciando.

Outra mulher tatuou o som do latido de seu cachorro. “A maioria das pessoas faz algo baseado em motivos extremamente sentimentais, às vezes têm um áudio de uma criança, ou uma pessoa querida, ou, vai saber, o som de seu carro preferido, e querem ter ele sempre consigo, é importante para elas”, explicou García, membro de uma rede de mais de 300 tatuadores de Skin Motion, em Torrance, 35km ao sul de Los Angeles.

Funciona assim: o usuário sobe um som no site da empresa; a página gera a onda a ser levada ao tatuador especializado, que passará a imagem para a pele.

No aplicativo 

O aplicativo lê apenas ondas, não funciona com outras formas, ou imagens, e elas têm que ser tatuadas em uma superfície plana, como o antebraço. Quando a tatuagem for ativada, deve-se pagar pelo serviço de reprodução. São 40 dólares no primeiro ano e, depois, 10 dólares anuais. Pode-se ter mais de uma, mas cada tatuagem precisa de uma ativação diferente e, portanto, de pagamentos separados.

Receita Federal promove leilão com lotes de iPhone, MacBook e GoPro

Leilão online tem eletrônicos mais baratos; produtos devem ser retirados pessoalmente no Rio de Janeiro

Receita Federal leiloa uma série de produtos apreendidos no Aeroporto Internacional Galeão – Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. Os lotes contam com equipamentos eletrônicos, como celulares e câmeras de ação. Os trâmites começam a partir de segunda-feira (23) e seguem até dia 3 de maio, quando está previsto para acontecer o pregão.

A maioria dos lotes é destinada a pessoas jurídicas, mas é possível encontrar alternativas voltadas para o consumidor final. Há, inclusive, uma opção que traz a câmera GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 6 Plus, com o lance mínimo de R$ 800 – para fins de comparação, o preço oficial dos dois aparelhos juntos sai por volta de R$ 3 mil.

Como funciona o leilão?


Foto: Divulgação/Receita Federal 

Estão disponíveis 41 lotes e o pregão é feito de forma online. Em primeiro lugar, os participantes dão sugestões de valor por cada lote. Só passa para a próxima fase o consumidor que der um lance até 10% menor do que a melhor proposta.

Após concluir a etapa online, os produtos devem ser retirados no próprio Aeroporto Galeão ou no depósito dos Correios, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Um lote voltado para pessoa jurídica, contendo um MacBook de 12 polegadas, um Mac mini, um smartwatch, além de quatro iPhones e uma GoPro Hero 4 Silver traz o lance mínimo de R$ 30 mil. É importante citar que só o notebook da Apple custa mais de R$ 10 mil no Brasil.

Vale reforçar que a Receita Federal não se responsabiliza pelo frete. O próprio participante deve ir até o local para retirar os aparelhos. Também não há qualquer tipo de garantia em relação aos possíveis defeitos de funcionamento.

Os leilões da Receita Federal são uma oportunidade para quem deseja pagar mais barato em eletrônicos. No entanto, eles podem afastar as pessoas por conta da burocracia. É preciso ter um certificado digital, além de passar por algumas etapas até conseguir pegar os produtos arrematados.

19 de abril de 2018

App faz criança interagir com o “diabo” e ameaça de estupro

Nas conversas, o chat robô incentiva os usuários a cometerem suicídio e faz bullying e ameaças. Pais devem ficar em alerta.

Um aplicativo está causando polêmica nos últimos dias e virou o principal assunto em grupos de pais e mães. Disponível para Android e Iphone (iOS), o Simsimi conquistou crianças ao promover um diálogo em tempo real com um personagem amarelo com fisionomia divertida. Contudo, apesar do visual “fofinho”, as mensagens trocadas no decorrer da interação são assustadoras e preocupantes. Isso porque, entre os assuntos das conversas estão incentivos ao suicídio, ofensas e ameaças de estupro.

O app desenvolvido pela empresa Simsimi Inc. pode ser baixado de forma gratuita na Play Store ou Apple Store. O aplicativo consiste em um chat robô capaz de conversar com os usuários e que utiliza recursos da tecnologia de inteligência artificial para aprender as respostas dos usuários e, assim, aumentar a base de dados, criando respostas com piadas e até mesmo ofensas.

App faz criança interagir com o “diabo” e faz ameaças de estupro. (Foto: Reprodução/Simsimi)

O Simsimi já possui mais de 50 milhões downloads na Play Store e possui classificação etária para maiores de 16 anos. Mesmo informando uma idade inferior, ao fazer o cadastro no aplicativo, é possível fazer o download e usar livremente. Nas informações do app está o alerta para conteúdos que contém violência, conteúdo sexual e drogas, o que não tem impedido os pequenos de baixarem e utilizarem o app, como é o caso de uma criança que utilizou o Simsimi e recebeu ameaças de morte.

App faz criança interagir com o “diabo” e faz ameaças de estupro. (Foto: Reprodução/Simsimi)

Em um relato no Facebook, a mãe conta que o chat robô ameaçou matar a criança e toda a sua família. “Esse app é como se fosse um amigo virtual, daí a criança vai interagindo com esse tal amigo, até que chega uma hora que ele se diz o demônio e que vai matar a criança e toda sua família. A criança quer sair do jogo, ele diz que vê a criança pela câmera frontal”, diz a mãe que não foi identificada.

Após uma série de boatos a respeito do aplicativo, a gerente de projetos em tecnologia, Bárbara Lima, decidiu baixar e testar a ferramenta. Bárbara Lima é mãe de um menino de três anos e conta que se surpreendeu com o conteúdo encontrado. “Recebi mensagens muito pesadas e ofensivas, principalmente para crianças”, declarou. Após o ocorrido, a gerente de projetos decidiu alertar outras mães sobre o aplicativo específico. 

App incentiva usuário a cometer suicídio. (Foto: Reprodução/Simsimi)

Dicas

O site Techtudo publicou algumas dicas para as mães e pais que desejarem proteger os filhos de conteúdos ofensivos no aplicativo. Veja as dicas:

1. Remover termos ofensivos e palavrões

Para isso, acesse a opção “Configuração”. Em seguida, em “Usar palavras ruins”, arraste o “termômetro” para baixo até “Quase nunca”. No entanto, isso não significa que palavrões e termos obscenos deixarão de ser exibidos, mas aparecerão em menor frequência.

2. Proteger nomes

Na janela do chat, clique no ícone de três pontinhos no lado superior direito da tela. No menu que surgir, vá em “Nome Proteger (Beta)”. Escreva os nomes que o app não deve usar nas conversas nos campos "Seu nome" e clique em "OK". Caso forem nomes comuns ou de artistas, a ferramenta não removerá e vai sugerir o envio de um e-mail para a fabricante com a solicitação.

3. Reportar uma frase

Caso receba uma resposta desagradável, basta pressionar o balão referente à frase por alguns segundos, e acessar o recurso “Phrase Info”. Nessa área, é possível reportar o item ao clicar em “Não diga Isso!”.

Depois informe sobre o problema e, em seguida, clique em “Aconselhe SimSimi a não dizer isso”. Caso haja mais denúncias, o termo deverá ser removido do sistema.

4. Apagar conversa e excluir app

Para apagar uma conversa, acesse novamente o menu lateral e selecione “Retirar conversa”. Por fim, vá em “Apagar.

Os usuários preocupados podem desinstalar o aplicativo no Android e também no iPhone. Vale lembrar que a aplicação não é indicada para menores de 16 anos. Portanto, se o seu filho não tem a idade apropriada, o recomendado é excluir o aplicativo do aparelho. Como o programa não solicita dados de login nem utiliza informações de serviços terceiros, como Facebook ou Gmail, não há a opção de excluir a conta.

Copa terá narração especial em estádios para deficientes visuais

O serviço já foi testado na última Copa das Confederações, quando quatro narradores trabalharam nas quatro cidades-sede utilizadas no torneio

 A Copa do Mundo na Rússia terá uma novidade em Mundiais: uma narração especial para deficientes visuais. Trata-se de uma ferramenta em que um profissional especializado em audiodescrição relata tudo o que acontece durante o jogo para quem não consegue captar todos os detalhes. O objetivo do Comitê Organizador Local é oferecer 200 kits de fones de ouvido em cada uma das 64 partidas da Copa. Seu uso será gratuito e reservado para quem tem qualquer tipo de limitação visual.

O serviço já foi testado na última Copa das Confederações, quando quatro narradores trabalharam nas quatro cidades-sede utilizadas no torneio. Segundo dados oficiais, 234 espectadores usaram a ferramenta nas 16 partidas disputadas na Copa das Confederações.

"É importante destacar que todos os torcedores que usaram o serviço de audiodescrição estavam sentados com os demais espectadores no estádio. Ou seja, pessoas cegas ou com deficiência visual não ficaram isoladas e tiveram a mesma experiência dos demais", disse Dmitri Grigoriev, chefe da divisão de serviços ao espectador do comitê local.


Foto: Reprodução

Para oferecer tal ferramenta, profissionais da comunicação estão fazendo cursos teóricos e práticos na Universidade Russa de Economia Plekhanov. O responsável pelas aulas é Pavel Obiukh, que é deficiente visual.

"Atualmente, as narrações de rádio são muito similares às da televisão. Os comentaristas preenchem as pausas do jogo com informações genéricas, mas um espectador que não pode ver o jogo está interessado nos detalhes do ambiente. No nosso caso, o objetivo é descrever tudo que acontece e deixar as conclusões para o torcedor", explicou Obiukh ao site oficial da Fifa.

Dos 12 estádios que receberão as partidas da Copa, apenas dois terão a audiodescrição em russo e inglês: a Arena Luzhniki, em Moscou, e o estádio Krestovsky, em São Petersburgo. O primeiro será palco de sete jogos, incluindo a abertura e a final da Copa, enquanto o segundo receberá sete jogos, entre eles uma semifinal e o segundo jogo do Brasil, contra a Costa Rica, no dia 22 de junho.

Nas demais arenas, o serviço de audiodescrição será exclusivo em russo, voltado para os torcedores locais.