Tuberculose atinge mais de 30 mil pessoas por ano

Doença é transmitida através das vias respiratórias a partir de um indivíduo que tenha uma doença pulmonar e que apresente tosse, com ou sem catarro.

16/04/2019 06:56h

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Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a tuberculose atinge cerca de 30 mil pessoas por ano e mata em torno de 4.500. Desde os anos 2000, esforços globais para combater esta doença evitável e curável salvaram cerca de 54 milhões de vidas e reduziram a taxa de mortalidade em 42%. Contudo, a população precisa se precaver. 

O infectologista Carlos Gilvan explica que a tuberculose é uma doença causada por uma bactéria transmissível através das vias respiratórias a partir de um indivíduo que tenha uma doença pulmonar e que apresente tosse como sintoma principal, com ou sem catarro. A duração dessa tosse deve ter, no mínimo, três semanas de evolução. 

Além de ter a tosse como um sintoma primordial para chamar atenção para a doença, ela também é um sinal de controle, pois uma vez identificando o portador da tuberculose que está tossindo, é possível evitar a fonte de infecção para outras pessoas, interrompendo a cadeia de produção através do tratamento deste indivíduo. 

Outros sintomas podem estar associados à tuberculose, como febre prolongada, falta de apetite e coragem; porém não são obrigatórios. Além do pulmão, outros órgãos também podem ser acometidos pela tuberculose, de acordo com a localização da infecção. 

“O diagnóstico vai capturar a presença da bactéria, mas não podemos associar a tosse como o único fator causal da doença sem antes investigar. A tuberculose, como qualquer outra manifestação clínica, se persistir e prolongar por muito tempo, deve-se investigar, seja aquele paciente que tenha pigarro ou alergia; por isso, é recomendado o atendimento médico para todo mundo que esteja apresentando essa tosse prolongada”, comenta o infectologista. 


Info: O Dia

Sem classe social 

Qualquer pessoa está sujeita a ter tuberculose, independentemente da idade, sexo ou classe social. Segundo Carlos Gilvan, nem todas as pessoas que se infectam adoecem. Ele explica que algumas pessoas, ou por terem uma doença que prejudique a imunidade; que esteja em tratamento para outra patologia ou que apresente vulnerabilidade para esta doença, estão em risco maiores. 

“Pessoas desnutridas, que vivem em condições socioeconômicas mais desfavorecidas têm chances de contrair a infecção, mas isso não exime pessoas que tenham boa condição financeira de ficarem doentes. A tuberculose não vê conta bancaria”, enfatiza o infectologista. 

Onde procurar ajuda 

O especialista que atende casos de tuberculose pode ser tanto o infectologista como o pneumologista, porém, de acordo com Carlos Gilvan, a tuberculose é uma doença cuja abordagem inicia ainda na atenção básica, onde o paciente deve procurar o Programa Saúde da Família (PSF) próximo de sua casa ou um clínico geral que costume consultar. Esses profissionais estão aptos a reconhecerem os sintomas e solicitar os exames necessários. 

“Uma vez o exame do escarro confirmando a presença da bactéria, o tratamento vai ser totalmente feito no posto de saúde próximo da casa do indivíduo e o medicamento é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 90% das vezes é possível ter um diagnóstico sem a necessidade de um especialista acompanhar”, comenta. 

Segundo Carlos Gilvan, o índice de detecção de tuberculose no Piauí está próximo ou levemente abaixo da média nacional. De acordo com ele, Teresina não representa nível alarmante além do que já se vê no país; contudo, ele chama atenção para a gravidade da doença. “São cerca de 60 mil casos notificados e mortalidade que supera os quatro mil casos no Brasil. São muitos óbitos, então é uma doença que temos mesmo que nos preocupar constantemente”, finaliza.

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Por: Isabela Lopes - Jornal O Dia

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