Telhados de paradas e lixeiras também podem ser possíveis focos de dengue

É preciso ficar atento aos reservatórios que podem ser propícios para a proliferação, como caixas d’água, baldes, bacias, garrafas e pneus.

04/01/2016 07:16h

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O mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika, pode se reproduzir em qualquer lugar que tenha água limpa e parada. Por isso, é preciso ficar atento aos reservatórios que podem ser propícios para a proliferação, como caixas d’água, baldes, bacias, garrafas e pneus.

Porém, o mosquito pode colocar seus ovos em lugares que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia pela maioria da população, como um copinho descartável jogado no meio da rua; uma tampinha de garrafa; no alto das paradas de ônibus; em lixeiras nas praças, entre outras. Esses locais que muitas pessoas não percebem, também podem se tornar focos de proliferação e requer cuidados.


Foto: Elias Fontenele/ODIA


O estudante Lucas Jociel Viana ficou surpreso ao saber que as paradas de ônibus acumulam água na cobertura e disse que não havia reparado. “Eu nunca tinha percebido que a água ficava acumulada lá em cima, e isso é perigoso, porque o mosquito pode aproveitar para colocar os ovos. Eu acho que deveriam fazer uma vistoria nesses lugares, limpando, para não acumular água”, disse.

A dona de casa Rita de Cátia disse já ter reparado em alguns locais, nas ruas da cidade, que acumulam água, mas passam despercebidos pela população, como as lixeiras em parque ou praças. “Às vezes, eu percebo que tem lixo acumulado em alguns lugares e que pode servir como criadouro, mas não dá para fazer nada. Quando é um copinho descartável eu até desviro, tento fazer minha parte”, falou.

Rita de Cátia afirmou saber dos riscos que esses locais que acumulam água trazem à população, e enfatizou que as pessoas deveriam se preocupar mais, principalmente evitando jogar lixo nas ruas e em locais impróprios. Ela ainda acrescentou que deveriam ser intensificadas as fiscalizações para evitar que a água acumule, sobretudo em locais públicos.

Nas lixeiras de praças, parques e vias públicas, é comum que o recipiente seja vazado, para que a água possa escorrer, entretanto, com o lixo, as águas acabam ficam acumuladas, e se não recolhido diariamente, pode se tornar um possível foco de dengue.

Agentes estão autorizados a adentrar imóveis mesmo sem consentimento

Uma das maiores dificuldades dos agentes de endemia é se deparar com imóveis fechados ou ainda moradores que se recusam a abrir a porta de suas residências para que as vistorias sejam feitas. Com isso, fica inviável eliminar os possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika.

E para superar esses desafios encontrados diariamente e garantir que o mosquito não se prolifere, um decreto de emergência em saúde pública em Teresina entrou em vigor na última quartafeira quarta-feira (30). O documento visa reforçar as medidas de prevenção e controle dessa virose. A validade da determinação é de 90 dias, podendo ser prorrogado por igual período.

Com a aprovação deste decreto, os agentes de endemias da Fundação Municipal de Saúde, com apoio da Coordenadoria de Assistência Militar e Defesa Civil do município estão autorizados a adentrar residências e imóveis fechados, mesmo sem a consentimento dos proprietários, caso identifiquem possíveis focos e criadouros do mosquito da dengue.

A determinação foi precisa devido ao aumento de notificações de casos suspeitos de dengue e a possibilidade desta infecção causar hemorragias, choque e até morte. Caso as autoridades sanitárias e os agentes de combate às endemias diretamente responsáveis identifiquem riscos iminentes, eles poderão adentrar as casas, imóveis comerciais ou não, a qualquer hora do dia e da noite, mesmo sem o consentimento do morador para adotar os procedimentos técnicos para combater o mosquito.

Com o decreto de emergência, também está autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações de combate ao mosquito da dengue, bem como a realização de campanhas assistenciais junto à comunidade, com o objetivo de conter o avanço da das viroses. As equipes de fiscalização são formadas por agentes de endemias, sanitária e limpeza, além de profissionais responsáveis por orientar à população.

O município também tem intensificado as campanhas educativas e de limpeza, como a “Faxina nos Bairros”, que visa incentivar os moradores a se reunirem em um mutirão para, literalmente, fazer uma faxina nas casas, ruas e redondezas.


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Por: Isabela Lopes - Jornal O DIA

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