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Profissionais fazem ato contra agressões no Hospital do Buenos Aires

Funcionários estariam sendo agredidos pelos pacientes durante o horário de trabalho. Os manifestantes pedem uma resolução da FMS.

04/09/2018 17:16

Um grupo de profissionais da saúde está reunido no final da tarde desta terça-feira (04) para protestar contra casos de violência física contra funcionários do Hospital do Buenos Aires, localizado na zona Norte de Teresina. Participam do ato várias categorias que prestam serviços no hospital, como médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e recepcionistas. Segundo relatos dos próprios profissionais, têm se tornado cada vez mais comuns casos de agressões causados por pacientes da unidade de saúde. 

Profissionais fazem ato contra agressões no Hospital do Buenos Aires. (Foto: Reprodução/Google)

De acordo com o grupo, o último caso aconteceu no sábado (1º), quando uma paciente chegou ao hospital para receber atendimento de urgência. “Ela já entrou no hospital batendo a porta. Depois que saiu do consultório ela foi pra sala de injeção e a moça estava com a porta fechada fazendo medicação em outro paciente. Quando a técnica abriu a porta, as agressões começaram”, relata a técnica em enfermagem Andreth Batista.

Segundo ela, a agressora teria derrubado a funcionária no chão e a agredido com tapas e puxões de cabelo. O caso de violência só cessou após a intervenção de outra funcionária. Após o ocorrido, a vítima registrou um boletim de ocorrência no distrito policial mais próximo e fez exame de corpo de delito.

“As agressões verbais e psicológicas já eram comuns. Agora as agressões físicas estão ficando cada vez mais frequentes. Daqui a uns dias as pessoas vão chegar lá armadas e matando todo mundo porque ninguém faz nada”, alerta a técnica em enfermagem.

Para denunciar o descaso com a segurança dentro da unidade, os funcionários decidiram fazer uma manifestação na entrada do Hospital do Buenos Aires cobrando uma resolução por parte da Fundação Municipal de Saúde.  “Precisam ser tomadas providências severas, nós não estamos nos manifestando para pedir aumento salarial, estamos pedindo segurança, tanto para os funcionários, como para os pacientes”, destaca Andreth Batista.

Contraponto

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde informou que, sobre a questão da violência nos hospitais, tem orientado aos diretores a registrarem boletim de ocorrência. "Em todos os hospitais além do agente de portaria tem policial militar para ser acionado. A FMS também  está abrindo processo licitatório para monitoramento eletrônico e colocação de botão do pânico. Todas as vezes que ocorrem violência contra um funcionário a direção comunica as autoridades competentes", disse o comunicado.

A FMS alega ainda que no hospital do Buenos Aires já existem câmeras de segurança e as imagens são fornecidas para a polícia.

Por: Nathalia Amaral
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