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Problemas emocionais afetam 80% dos universitários, aponta pesquisa

Ansiedade, desânimo, insônia, sensação de desamparo e falta de esperança são algumas das questões enfrentadas pelos estudantes.

10/08/2018 06:51h - Atualizado em 10/08/2018 07:44h

A saúde mental do estudante universitário no Brasil não vai bem. Quem vive a rotina de estudos no ensino superior ou convive com um estudante sabe bem disso, mas uma nova pesquisa lança um olhar sobre esta realidade e corrobora o fato. Segundo levantamento feito nas cinco regiões do país pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), oito em cada dez estudantes de graduação relatam que já tiveram algum problema emocional, como ansiedade, desânimo, insônia, sensação de desamparo, desespero, falta de esperança e sentimento de solidão.

Teresina, por exemplo, é uma cidade com um grande percentual de estudantes, tanto nas instituições públicas como privadas de ensino. Lidar com todos os aspectos que envolvem frequentar um curso superior não é tarefa das mais fáceis. É o que atesta a estudante Milleny Medina. 

Em conversa com a reportagem do Jornal O DIA, a universitária conta que entrou na graduação em 2015 e, de lá pra cá, muitas situações ocorridas no curso a deixaram desanimada e desestimulada. Para ela, o início é bastante difícil por conta das mudanças, especialmente para os alunos que acabaram de sair do Ensino Médio. Ela explica que a rotina na universidade é exaustiva.

“Não tem tempo pra descanso e isso é muito romantizado. Dizem pra gente que é assim mesmo, no sacrifício. Além da rotina, das provas e trabalhos, ainda somos avaliados por um índice de rendimento acadêmico que diz se você é bom ou ruim, isso gera um desconforto muito grande porque se você não estiver com o IRA [índice de rendimento] lá em cima, isso quer dizer que você não é bom”, analisa.

Milleny diz que todos estes fatores contribuem pra que os alunos fiquem psicologicamente abalados. “Durante muito tempo, tive muita dificuldade em continuar no curso, por razões financeiras, e isso era o que mais me angustiava. Isso afetou meu rendimento durante a graduação, mas a Universidade não se propõe a fazer um acompanhamento com esses alunos. Então, a ansiedade e a sensação de desamparo é muito grande”, pondera.

Diante deste cenário, Milleny decidiu buscar ajuda médica. Pra ela, “a pressão que a universidade coloca no aluno é muito sufocante”. “Depois de dois anos passando por esse problema de ansiedade, de angústia, resolvi procurar um psicólogo, pra falar sobre o desgaste que eu passei durante a graduação e sobre a sensação de que eu não era uma boa aluna, porque era o que eu pensava”, relata.

Dados

O levantamento da Andifes revela ainda que outras questões apresentadas pelos jovens foram sensação de desatenção, desorientação, confusão mental, tristeza permanente, além de timidez excessiva. Pelo menos 10% dos graduandos também já tiveram dificuldades alimentares, sentiram medo ou pânico. Mais de 6% dos alunos relataram ter ideias de morte e cerca de 4% já tiveram pensamentos suicidas. Em Teresina, o assunto também é motivo de preocupação e casos ocorridos entre universitários chamam atenção para a necessidade de debater o assunto. 


Confira a matéria completa na edição desta sexta-feira do Jornal O Dia.

Edição: Virgiane Passos
Por: Ananda Oliveira

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