Prefeitura realiza consultas oftalmológicas gratuitamente para crianças

Após serem diagnosticados, através da iniciativa, os pequenos recebem os óculos na hora

15/06/2017 09:23h

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Logo na infância, as crianças já podem demonstrar problemas na visão como dificuldade para enxergar ou ardência olhos. Segundo o Ministério da Saúde, 30% das crianças brasileiras em idade escolar apresentam problemas de visão. Para atender o público infantil de 5 e 6 anos de escolas da rede municipal que manifestem dificuldades em sala de aula, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) realiza consultas e distribuição de óculos gratuitamente para população. 

A ação faz parte do Programa Saúde na Escola, com exames sendo realizados em consultórios na Universidade Federal do Piauí. No local, profissionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) diagnosticam crianças e, de acordo com o problema identificado e confirmado, elas já recebem óculos no momento.

 No entanto, antes de serem encaminhadas para a consulta com profissionais, as crianças passam por triagem na própria escola. Segundo Madalena Leal, gerente de Assistência ao Educando da Semec, 14 mil alunos são o público-alvo da primeira fase da ação, que atende crianças de 5 e 6 anos. Devido a grande quantidade de crianças que não podem se deslocarem em sua totalidade para as consultas, os professores foram capacitados para realizarem teste em que são mostrados figura a determinada distância e partir disso é identificada alguma deficiência.

“A criança com olho vermelho, sentando muito próximo do quadro, com irritação nos olhos, olhando muito próximo do caderno também são sinais percebidos no dia a dia da escola e podem ser levados à consulta”, acrescenta Madalena. 

No período de início da ação, o programa já atendeu 197 crianças. Segundo Madalena Leal, o órgão acredita que 10% do montante de 14 mil crianças tem algum problema de visão e, com isso, a estimativa é que 1400 alunos sejam atendidos. Ela explica que o projeto deu início com crianças de 5 e 6 com intuito de identificar logo cedo problemas que possam interferir no processo de aprendizado.

 “É o momento do processo de alfabetização, então exige todos os sentidos bem equilibrados, saudáveis, então se a criança apresenta deficiência na parte visual e auditiva possivelmente não vai ter o mesmo rendimento e nem evoluir conforme sua idade. Vai fazer diferença na vida dessas crianças, muito mais pelo rendimento e aprendizado que terão na escola”, aponta. 

As próximas ações do evento visam atender também crianças mais velhas, de 7 a 10 anos de idade e posteriormente de 11 e 12 anos, após finalizar o atendimento das 14 mil crianças, com previsão para o final do semestre. Além disso, Madalena Leal aponta que está sendo montada uma equipe de otorrinolaringologistas pela Fundação Municipal de Saúde para atender alunos que manifestem deficiências auditivas.

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Fonte: Jornal O Dia
Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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