No País, uma em cada três crianças está acima do peso

No Brasil, 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são considerados obesos, segundo critérios utilizados pela Organização Mundial de Saúde.

08/04/2019 07:22h

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Segundo dados divulgados em 2017 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que existam cerca de 41 milhões de crianças no mundo acima do peso ou em condição de obesidade. No Brasil, 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são considerados obesos, de acordo com os critérios adotados pela OMS para classificar a obesidade infantil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de obesidade infantil no País faz com que uma em cada três crianças esteja com peso acima do recomendado. 

A nutricionista Vanessa Campelo explica que na infância é difícil avaliar a obesidade devido à intensa modificação da estrutura corporal, como a massa óssea, massa magra, água e gordura, durante o crescimento da criança. Segundo ela, não existe um sistema de classificação de obesidade infantil universalmente, por isso, o diagnóstico recomendado pela OMS baseia-se na distribuição do escore-Z de peso para altura, que é a relação entre o peso encontrado e o peso ideal para altura. 

Diversos fatores podem causar obesidade infantil. Entre os mais comuns estão os fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo ou uma combinação dessas causas. Além disso, a obesidade infantil pode ser decorrente de alguma condição médica, como doenças hormonais ou uso de medicamentos à base de corticoide. O desmame precoce também é outra grande causa de obesidade infantil. 


A nutricionista lembra que o acompanhamento é necessário - Foto: Arquivo Pessoal

“A obesidade é um distúrbio considerado epidêmico no mundo todo e pode trazer sérios prejuízos para a saúde da criança, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, problemas precoces nos ossos e problemas de pele como alergias pelo calor, infecções causadas por fungos e acne. A fase intrauterina e os primeiros anos de vida são períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade”, destaca a nutricionista. 

Ainda de acordo com Vanessa Campelo, é importante fazer acompanhamento regular com o pediatra e nutricionista, além de amamentar o bebê exclusivamente até o sexto mês de vida e até os dois anos de forma complementar, bem como realizar a introdução alimentar de acordo com as necessidades nutricionais e desenvolvimento da criança e realizar atividades físicas. A especialista enfatiza que, em certos casos, quando há fatores emocionais envolvidos é necessário o acompanhamento psicológico. 

Vanessa Campelo lembra que a obesidade pode ter consequências para as crianças até a sua vida adulta, mesmo que a obesidade seja revertida nesse período. Doenças como diabetes, hipertensão e colesterol elevado são consequências da obesidade infantil caso não seja tratada. Além disso, essa condição também pode levar à baixa autoestima e depressão.

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Por: Isabela Lopes - Jornal O Dia

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