Hipertensão: fatores de risco dependem muitas vezes de mudança de hábitos

São vários os fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver o quadro de hipertensão e eles vão desde características genéticas até aspectos relacionados ao estilo de vida do próprio indivíduo.

03/05/2019 12:23h - Atualizado em 03/05/2019 13:04h

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Uma doença multifatorial e silenciosa. É assim que pode ser definida a Hipertensão, segundos médicos e especialistas. O hipertenso, ele apresenta uma sobrecarga de trabalho cardíaco, ou seja, seu coração tem que colocar mais força no bombeamento do sangue para o corpo. Isso pode acarretar, dentre outras coisas, a hipertrofia do órgão, já que o coração é um músculo, além do aumento no risco de acidentes vasculares.

Depois de diagnosticada e devidamente tratada, a Hipertensão pode ser controlada com mudanças de hábitos e o uso de medicamentos. O problema, no entanto, é que muitos hipertensos sequer sabem que possuem a doença. De acordo com a cardiologista Luiza Magna, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Seccional Piauí, a hipertensão é uma doença silenciosa e praticamente assintomática.

“Muitas vezes você está com os níveis elevados, mas não tem consciência disso. Há pacientes que chegam ao tratamento sem sentir nada, porque a hipertensão ela é assintomática, o que a torna mais grave ainda. As pessoas não sentem nada de mais e na maioria das vezes deixam de procurar o médico para iniciar o tratamento em um tempo hábil”, explica a cardiologista.

São vários os fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver o quadro de hipertensão e eles vão desde características genéticas até aspectos relacionados ao estilo de vida do próprio indivíduo.  Por exemplo, a obesidade, que é considerado um dos principais fatores de risco e se trata de uma condição que, diferentemente da hereditariedade, pode ser controlada. O tabagismo também entra nessa cota de fatores de risco relacionados aos hábitos do paciente.


Luiza Magna é cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Seccional Piauí - Foto: Assis Fernandes/O Dia

O sedentarismo é outro fator de risco para a hipertensão, sobretudo se vier acompanhado de uma má alimentação. É o que explica Luiza Magna: “O sedentário, ele não pratica seus mecanismos de oxigenação e isso acaba por sobrecarregar o músculo do coração para fazer este trabalho. Se houver má alimentação, isso tende a se agravar, porque certos alimentos alteram algumas taxas, como por exemplo, o colesterol, que está diretamente associado à hipertensão”. Ainda segundo a cardiologista, os homens têm mais tendência que as mulheres a desenvolverem hipertensão.

Vale lembrar que o tratamento da hipertensão é simples e com algumas mudanças de hábitos, o paciente consegue manter seus níveis controlados.  Recebido o diagnóstico, é preciso ter em mente que a medicação prescrita pelo médico deverá ser administrada pelo resto da vida, mas não se deve descartar outros fatores importantes para o controle da pressão como a prática de atividade física e a alimentação saudável.

“É uma mudança que deve acontecer de dentro para fora. O paciente precisa, antes de tudo, se conscientizar de sua condição para aprender a conviver com ela. Evitar alimentos gordurosos, frituras, controlar a quantidade de sal na comida, evitar situações de estresse extremo, praticar uma atividade física e seguir à risca as recomendações de seu médico são essenciais para se conviver bem com a doença”, finaliza Luiza Magna


Foto: Assis Fernandes/O Dia

E é para discutir sobre a saúde do coração que acontece nos dias 9 a 11 de maio o IX Congresso Piauiense de Cardiologia, com o tema Prevenção Multidisciplinar. O evento terá lugar no Blue Tree Tower Rio Poty e reunirá profissionais tanto do segmento da cardiologia, quanto da Enfermagem, da Nutrição e da Educação Física, debatendo o que há de mais atual no tratamento das doenças do coração, tanto em termos preventivos quanto em termos de tratamento.

O evento é aberto para estudantes e profissionais de saúde interessados. As inscrições serão pagas e poderão ser feitas pelo site do evento. 

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Por: Maria Clara Estrêla

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