HGV realiza novos tratamentos contra mioma uterino e preenchimento facial

No inicio de junho, em parceria com o Ministério de Saúde o Hospital Getúlio Vargas passou a realizar os procedimentos.

21/06/2017 10:07h - Atualizado em 21/06/2017 10:21h

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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) passou a realizar dois procedimentos importantes no mês de junho. Trata-se da Embolização de Mioma Uterino (EMUT) e o preenchimento facial em pacientes soropositivos. Os procedimentos são novos tratamentos implantados pelo Ministério da Saúde na capital piauiense. Ambos são feitos pelo SUS. O HGV é o único da rede pública do Piauí que faz esses tratamentos.

 Hospital Getúlio Vargas, localizado no centro da Capital piauienses (Foto: Jailson Soares / O DIA)

A Embolização de Mioma Uterino (EMUT) é uma alternativa no tratamento de mulheres em idade fértil. O procedimento mais convencional nesses casos é a histerectomia, que pode ser parcial ou completa, onde há retirada do útero.

No EMUT é feita uma pequena incisão na virilha da paciente, por onde é introduzido um cateter (tubo fino e flexível) até o útero, através do qual são injetadas micropartículas esféricas de uso biológico. Essas partículas vão obstruir as artérias e interromper o fluxo sanguíneo responsável pela irrigação do mioma. Sem sangue, o tumor murcha e os sintomas desaparecem.

O cirurgião vascular Martônio de Assunção é o coordenador do serviço no HGV. Ele explica que existem outras opções de tratamento, porém o SUS está oferecendo uma nova alternativa par mulheres com esse tipo de patologia. “Com esse novo procedimento, as mulheres que tem o desejo de engravidar podem se tratar sem a perda do útero. O procedimento é mais rápido e o tempo de internação e recuperação da paciente é menor”, afirma. 

Lipodistrofia

No tratamento contra HIV/AIDS o paciente é submetido a antirretrovirais que são muito fortes, um dos efeitos colaterais do remédio é a Lipodistrofia, aumento de gordura ou perca de peso.

O tratamento ajuda na reestruturação psicossocial dos pacientes portadores de HIV/AIDS que sofrem com a síndrome lipodistrófica facial, tendo em vista o impacto emocional causado pela lipodistrofia nesses pacientes. Há um aumento da autoestima e, com isso, eles passam a ter uma melhor qualidade vida

O coordenador de Dermatologia do HGV, Jesuíto Montoril comenta que no Piauí existe uma alta demanda pois são cerca de 5 mil pacientes com AIDS/HIV em tratamento e desses pacientes aproximadamente 40% estão fazendo o procedimento de preenchimento facial. “O vírus acaba gerando uma Lipodistrofia, que causa grande perca de peso no paciente. Antigamente era chamado 'a cada da Aids' e isso abalava o psicológico do paciente. Uns desistiam do tratamento, outros entravam em depressão. Foi então que o Ministério da Saúde criou esse programa de preenchimento facial com PMMA”, explica Jesuíto.

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Edição: Nayara Felizardo
Por: Geici Mello

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