Estado desconta salário de médicos por faltas e eles anunciam paralisação

Os atendimentos eletivos, consultas e procedimentos que estavam marcados entre os dias 4 e 6 serão cancelados

29/06/2017 16:42h

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A Secretaria de Administração descontou pelo menos 10 dias dos salários dos médicos estaduais, que não estariam assinando o ponto eletrônico corretamente. Em represália, os profissionais anunciaram uma paralisação entre os dias 4 e 6 de julho. Os atendimentos eletivos, consultas e procedimentos que estavam marcados para essa data serão cancelados e somente os serviços de urgência e emergência serão mantidos.

De acordo com uma nota enviada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí o desconto nos salários foi arbitrário e se configura um grave abuso de autoridade e de improbidade administrativa por parte do secretário de Administração, Franzé Silva e do secretário de Saúde, Florentino Neto. “Foram cortados exatos 10 dias de trabalho dos servidores, demonstrando claramente que se trata de uma medida subjetiva e persecutória”, diz o texto.

Para os profissionais a o trabalho médico deve ser comprovado através de metas, de acordo com uma portaria de 2011. A especificidades da função inviabilizariam a aplicação de ponto eletrônico, assim como ocorre com procuradores, defensores e promotores.

Na próxima terça-feira (04), os médicos se concentram no Ambulatório Azul do Hospital Getúlio Vargas, a partir das 7h. Uma Assembleia Geral está marcada para a quinta-feira, quando serão avaliados os novos rumos e providências a serem tomadas depois do último dia de paralisação.

Em nota, o Governo do Estado informou que os cortes nos salários são referentes às faltas e aos atrasos registrados no ponto eletrônico, e que o monitoramento visa gerar maior assiduidade dos servidores. “O sistema está implantado em todas as pastas do Governo e é uma exigência para todos os servidores públicos”, diz o texto.

Para o Governo, o ponto eletrônico ajuda na redução significativa de afastamentos e na prestação de serviço público com mais eficiência e qualidade.  

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Por: Nayara Felizardo

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