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Entenda a diferença entre quarentena e isolamento

Termos estão cada dia mais populares devido à proliferação do novo coronavírus

20/03/2020 11:05h - Atualizado em 20/03/2020 11:12h

Em meio à pandemia do novo coronavírus pelo mundo, uma das grandes dúvidas está na diferença entre quarentena e isolamento. De acordo com a Portaria nº 356/3020 do Ministério da Saúde, a quarentena tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo ou determinado. 

A medida é um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde e quem determina o tempo são essas autoridades. “A medida é adotada pelo prazo de até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário”, diz o documento.


Isolamento

Já o isolamento serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão. Neste caso, é utilizado o isolamento em ambiente domiciliar, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados.

Ainda segundo a norma do Ministério da Saúde, o isolamento é feito por um prazo de 14 dias – tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo – podendo ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Casos suspeitos que estão sendo investigados também devem ficar em isolamento. Se o exame der negativo, a pessoa é liberada da precaução.

“O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas. Ele é um ato de civilidade para a proteção das outras pessoas”, orientou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Já a quarentena, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida obrigatória, restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Ambas são medidas de saúde pública consideradas fundamentais para o enfrentamento da pandemia e Covid-19.

Viagem

Desde 13 de março, o Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. Ao retornarem, eles precisam permanecer em casa por sete dias. Se febre com tosse e falta de ar surgirem, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Se a pessoa manifestar apenas tosse, ou coriza, ou mal-estar, ou febre, uma opção é ligar para o 136 para que uma equipe de saúde passe as devidas orientações.


Higiene

Para evitar a disseminação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas. Lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo.


Nutricionista dá dicas de como melhorar a imunidade

Em meio a pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas se questionam como podem adotar hábitos alimentares saudáveis, visando minimizar os sintomas em caso de infecção da Covid-19. A nutricionista Lilian Lopes detalha quais os alimentos ajudam a melhorar o sistema imunológico e quais são prejudiciais.

A profissional de saúde destaca, por exemplo, o papel da vitamina C e do ômega 3, que podem ser aliados importantes neste período. “A alimentação contribui muito para a imunidade, a resistência do nosso corpo em relação ao vírus. Quando falamos em imunidade, temos que pensar em alimentos ricos em vitamina C, ricos em ômega 3, alimentos que promovam a defesa do corpo, todas as frutas têm uma certa quantidade, umas mais, outras menos”, destaca.

Quanto ao ômega 3, Lilian Lopes revela que algumas questões vão definir a sua quantidade nos alimentos, como por exemplo a conservação. “A questão do ômega 3 é um tanto complicada, porque quando falamos que um alimento é rico em ômega 3, ele depende muito da conservação, do preparo. Ah vamos falar de salmão, ‘o salmão é rico em ômega 3’, mas temos que pensar em quanto tempo chegou na nossa mesa, então às vezes não tem a quantidade de ômega 3 necessária, então para a resistência podemos pensar também na suplementação, tanto nas farmácias de manipulação, quanto nas tradicionais, com o cuidado com a quantidade, o ideal é que fosse de 1g a 2g por dia, às vezes tomamos suplemento em quantidade insuficiente e não vai resolver”, orienta.

Para suplementação com vitamina C, Lopes sugere legumes e verduras, pois são alimentos que vão conferir vitaminas, minerais, que auxiliarão no aumento da imunidade. 


Não recomendado

A nutricionista ainda sintetiza quais alimentos devem ser evitados por provocar malefícios ao sistema imunológico. De acordo com Lilian Lopes, a saúde intestinal é imprescindível.

“Fora a questão de alimentação, suplementação para beneficiar o corpo, há alimentos que prejudicam o intestino, para quem não sabe o nosso intestino é o ponto principal para a imunidade, o intestino inflamado, doente, a imunidade geralmente está baixa, porque tem um descontrole, um desequilíbrio da quantidade das bactérias boas e ruins, então excesso de farinha de trigo na alimentação, o leite, açúcar, são alimentos altamente inflamatórios, o álcool é altamente inflamatório, o açúcar alimenta bactérias ruins, então vamos evitar esses alimentos”, disse.

Lopes aponta que devemos beber muita água, evitar açúcar, evitar alimentos com trigo. “Por conta do glúten, porque o glúten é inflamatório, devemos também evitar o leite, vamos evitar o excesso pelo menos, porque a caseína é uma proteína altamente inflamatória e isso vai destruindo o intestino, nossa proteção”, complementa.

Fonte: Agência Brasil

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