Em Teresina, 42% do público-alvo já foi imunizado contra gripe

A FMS espera imunizar 223 mil pessoas na Capital até o fim da campanha, que encerra no dia 31 de maio.

07/05/2019 08:24h

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Teresina tem registrado excelente desempenho com relação à vacinação contra a gripe. Até ontem (6), já foram aplicadas 95.992 doses da vacina, o que representa 42,34% da cobertura vacinal esperada para a Capital, que pretende imunizar 223 mil pessoas até o fim da campanha, em 31 de maio. A meta nacional é vacinar 59,5 milhões de pessoas. Somente no Dia D de vacinação, que ocorreu no sábado (4), foram aplicadas 12.438 doses.

Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), a porcentagem de cobertura vacinal de Teresina supera a média nacional, que é de 41,86%. Contudo, o presidente da FMS faz um alerta às pessoas que ainda não compareceram às salas de vacina para se imunizar contra os vírus da influenza H1N1, H3N2 e Influenza B. “Fazemos esse apelo ao público-alvo que compareça aos postos e efetivem a sua vacina”, disse.

O público-alvo da campanha é composto por profissionais das forças de segurança e salvamento; crianças (de seis meses a menores de 6 anos); gestantes; trabalhadores de saúde; povos indígenas; puérperas (mulheres até 45 após o parto); idosos (a partir dos 60 anos); professores da rede pública e privada, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico; população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; e funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha desse grupo segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.


Somente no Dia D de vacinação da campanha, foram aplicadas 12.438 doses. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Vacina não é a mesma do ano passado, explica Amariles Borba

A diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba, explica que a imunização contra gripe deve ser feita anualmente e que a vacinação deste ano é diferente da que ocorreu no ano passado. Amariles enfatiza que a vacina é segura, feita com fragmentos do vírus morto e a possibilidade de efeitos adversos é mínima.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que a compõem e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87).

A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto à boca, olhos ou nariz.

Cuidados

Além da vacina, a prevenção deve ser feita com cuidados básicos de higiene. “Devemos sempre lavar as mãos da ponta do dedo até o cotovelo com água e sabão, lavar os filtros de ar condicionado mais de uma vez por semana e arejar os ambientes, pois a circulação de ar diminui as chances de contaminação. O tratamento deve ser repouso, boa alimentação e hidratação intensa”, completa Amariles Borba.

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Por: Isabela Lopes

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