Depressão será a maior causa de afastamento do trabalho, diz Drauzio Varella

Em entrevista ao ODIA, o médico falou sobre as formas de combate à doença e destacou a atividade física como forma de prevenção.

25/12/2018 16:50h

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O médico oncologista, Drauzio Varella, esteve em Teresina no último dia 14 para participar de uma palestra para médicos cooperados da Unimed Teresina. Na ocasião, Drauzio Varella destacou a depressão como a principal causa de afastamento do trabalho nas próximas décadas e ressaltou como a atividade física, além de melhorar a qualidade de vida, auxilia na prevenção ao transtorno mental.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. As últimas estimativas da organização apontam que mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão em todo mundo, representando um aumento de 18% em apenas dez anos. A previsão, de acordo com a OMS, é de que a depressão se torne a doença mais incapacitante do planeta até 2020. No Brasil, quase 6% da população, ou seja, 11,5 milhões de pessoas, tem depressão.

Para o médico Drauzio Varella, há duas formas de se lidar com a depressão, a primeira passa pela prevenção à doença, com atividades cotidianas. “Quem de nós não tem fases na vida em que passa por uma tristeza, perdeu um amigo, teve uma desilusão amorosa ou profissional? Todos nós passamos por essas fases. Devemos procurar ter relações com os outros, ter amigos, sair mais com a família, tentar tornar a vida um pouco mais leve”, destaca.

Além de estreitar os laços de relacionamento com amigos e familiares, o médico, que também é maratonista, destaca a importância da atividade física na melhora da qualidade de vida e, consequentemente, da saúde mental. “Atividade física é fundamental. Se você passar o dia inteiro sentado, você fica mais deprimido. Se ao invés de dormir oito horas por dia, você passa a dormir 12 horas, você fica mais deprimido”, afirma.

Drauzio Varella esclareceu ainda que, a partir do momento em que a depressão já está instalada, o acompanhamento médico é essencial no tratamento, pois é necessário que o paciente tome medicações específicas para combater a doença. “[O paciente] precisa de orientação e a medicação em geral tem efeitos colaterais. Esses remédios não são remédios fáceis, alguns efeitos colaterais são muito desagradáveis e as pessoas às vezes param de tomar por causa disso”, finaliza.

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Por: Nathalia Amaral

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