Com maxilar quebrado, pacientes esperam até 11 dias por cirurgia

Hospitais regionais não tem resolubilidade.

11/04/2014 16:11h - Atualizado em 11/04/2014 17:38h

Compartilhar no

Há 11 dias, a paciente Maria do Socorro da Vera Cruz espera por uma cirurgia buco-maxilar no HUT, após passar pelos hospitais de Boqueirão do Piauí – onde mora – e de Campo Maior.


 Maria do Socorro da Vera Cruz está há 11 esperando por cirurgia

A cirurgia buco-maxilar não é considerada como urgência ou emergência, como os casos de pacientes que chegam ao hospital entre a vida e a morte. Por isso, a situação de pacientes como Maria do Socorro se agravou devido à greve dos enfermeiros, que exigem o pagamento da gratificação para profissionais da urgência.

Assim como ela, o jovem Domingos dos Anjos, de 22 anos, sofre com a fratura no maxilar. Segundo o pai de Domingos, Luís Igor dos Anjos, os dentes estão todos juntos de um lado da boca. “Ele nem consegue falar”, disse Luís.


Domingos dos Anjos quebrou o maxilar e vários dentes

O paciente está internado no HUT desde sábado (5) e veio transferido dos hospitais de Baixa Grande e de Floriano. Domingos e Maria do Socorro se alimentam apenas de líquido.

A assessoria do hospital informou que a cirurgia buco-maxilar, em alguns casos, demora devido à necessidade de desinflamar a região.

Hospitais regionais não tem resolubilidade

A superlotação do HUT, que tem como consequência a acomodação precária dos doentes em macas, entre os corredores, é decorrente da falta de resolubilidade dos hospitais regionais do Estado.


Dentro do HUT, o portalODIA.com também pode verificar que boa parte dos pacientes vieram transferidos de grandes hospitais, cuja estrutura deveria garantir pelo menos atendimentos de média complexidade.

Um idoso de 74 anos foi transferido do hospital regional de Picos, onde passou oito dias internado com pressão arterial aferida em 24 por 10, além de diabetes com princípio de necrose no pé. No HUT, ele estava em uma maca na área da recepção, respirando com ajuda do balão de oxigênio.

 

Sobre o assunto, o diretor do HGV, Gilberto Albuquerque, defende que o Estado precisa de uma central de regulação de leitos. “É o que estamos cobrando há muito tempo, porque do jeito que está, as pessoas só vêm para o HUT”, disse o diretor.

Ele afirma, ainda, que sem a organização do serviço de saúde, a situação fica caótica. “Isso complica o atendimento às pessoas que realmente precisam do atendimento do HUT”, disse Gilberto Albuquerque.

Compartilhar no

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário


Notícias Relacionadas