Vereadora de Santa Rosa do Piauí tem mandato cassado após denuncia de golpe

Patricia Fernanda é acusada de se apossar de três parcelas do Auxílio Emergencial de um morador local

01/10/2020 10:31h - Atualizado em 01/10/2020 12:52h

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Acusada de aplicar um golpe em beneficiário do Auxílio Emergencial, a vereadora Patrícia Fernanda (Progressistas), de Santa Rosa do Piauí, localizado a cerca de 280 quilômetros de Teresina, teve o mandato cassado na última terça-feira (29) durante sessão plenária da Câmara Municipal do município.

Patrícia Fernanda (Foto: reprodução/Facebook)

Antes disso, a vereadora já havia sido afastada das suas funções após decisão de uma comissão parlamentar instalada pelo legislativo municipal. O colegiado foi responsável por apurar a denúncia e elaborar um parecer, que autorizou o prosseguimento para o processo de cassação do mandato.

“Os vereadores entenderam que ela [Patrícia Fernanda] não merecia mais ser representante do legislativo, uma vez que cometeu esse grave erro com a população do nosso município”, disse Karlos Júnior (PT), presidente da Câmara Municipal de Santa Rosa do Piauí.

Nossa reportagem tentou contato com a vereadora que teve o mandato cassado e a perda dos direitos políticos suspensos por cinco anos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Em seu lugar, tomará posse, em sessão solene nesta sexta-feira (2), a suplente Maria Vieira (PTB).

ENTENDA O CASO

Segundo a denúncia investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), Patrícia Fernanda teria se utilizado da confiança de um morador local para fraudar o benefício federal e se apossar do recurso. Um senhor, identificado como Gilberto Pereira, teria procurado a vereadora para que lhe ajudasse a fazer o cadastro no programa do Governo Federal.

Apesar de não ter recebido nenhuma das parcelas, Pereira buscou informações sobre o depósito e descobriu que os valores estavam sendo transferidos para sua conta. A denúncia foi encaminhada ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e também distribuída ao procurador federal Daniel Medeiros Santos, do MPF em Floriano, por se tratar de recursos federais.

No processo foram anexadas documentos comprobatórios do possível golpe, inclusive extratos bancários que demonstram que a vereadora Patrícia teria pago, com a segunda parcela do benefício da vítima, três boletos, sendo um no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), outro no valor de R$ 207,00 (duzentos e sete reais) e ainda outro no valor de R$ 93,00 (noventa e três reais). Já com a terceira parcela que foi creditada em 01 de julho de 2020, a Vereadora teria feito um pagamento do tipo debito elo (máquina de cartão de debito) no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais).

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Por: Breno Cavalcante

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