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Vereador pede que TCE e MP suspendam reajuste da passagem de ônibus

Dudu (PT) protocolou ofício nos dois órgãos solicitando que as entidades possam intervir junto à PMT ao Setut e suspender a planilha de aumento da passagem de ônibus.

03/02/2020 16:41h - Atualizado em 03/02/2020 17:16h

O teresinense que depende do transporte público amanheceu esta segunda-feira (03) pagando mais caro para poder ir e vir. É que o valor da passagem de ônibus na Capital foi reajustado de R$ 3,85 para R$ 4,00 a inteira; e de R$ 1,28 para R$ 1,35 a meia.

No entanto, a planilha do aumento que foi aprovada pela Prefeitura está sendo contestada por um representante do Legislativo Municipal junto aos órgãos fiscalizadores como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e o Ministério Público Estadual (MPPI).

O vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT) protocolou ofício nos dois órgãos solicitando que as entidades possam intervir junto à PMT ao Setut (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Teresina) e suspender a planilha de aumento da passagem de ônibus.

Vereador Dudu (PT). Foto: Assis Fernandes. 

Dudu afirma que o reajuste proposto é algo abusivo e lesivo para a população da nossa cidade. “O sistema de transporte público a cada ano vem oferecendo serviços de péssima qualidade para os usuários. Não merecia nem ser mantido o preço atual, mas sim ser reduzido o valor da tarifa. Por isso, protocolei o ofício explicando a situação e solicitando ao MP-PI a realização de uma intervenção”, afirmou.

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que o reajuste da tarifa do transporte coletivo é previsto em lei com “base na planilha dos insumos composta por índice de inflação, preço do combustível e variação do preço do veículo”.

O superintendente da Strans, Weldon Bandeira, explicou que o aumento da passagem não é interessante para nenhuma das partes: gestão municipal e usuários.

“Com o aumento da tarifa se afugenta os usuários do transporte e, diminuindo a quantidade dos usuários, se torna um ciclo vicioso tendo que se aumentar toda vez a tarifa, para compensar a perda. Então não é interessante o aumento da passagem. Estamos tentando com os investimentos atrair ao máximo o usuário do transporte coletivo da cidade” explica.

O Portal O Dia entrou em contato com o Ministério Público, mas até o momento não tivemos retorno. A reportagem também tentou esclarecimentos com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas sem sucesso. O espaço permanece aberto para posicionamentos sobre o ofício protocolado pelo parlamentar. 

Por: Maria Clara Estrêla, Breno Cavalcante e Jorge Machado

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